Nosso Amor como o Canto dos Passaros
A paixão cega diante de um bom argumento é como um lobo faminto, diante de uma tartaruga escondida dentro do casco. É por isso que as paixões passam e os argumentos permanecem.
Ah, como é que eu faço pra lidar
Com esse teu jeito de amar
Não dá pra bem entender, mas eu gosto de você
Quando a gente se junta, esquenta
Eu nunca a vi soluçar de lágrimas. Espernear. Ficar vermelha como uma menininha. Ela não é desse tipo. Mas se ela ficar em silêncio e suas pernas balançarem palavrões censurados, tome cuidado, cara.
Ela chora por dentro.
Toda transformação exige como pré-condição “o fim de um mundo” – o colapso de uma velha filosofia de vida.
Minha vida é como um labirinto, eu acho continuamente que saí, apenas para encontrar outro corredor bem na minha frente.
"Papai"
Logo que apareceu aquela figura
vinda do horizonte como um sol a nascer
eu comecei a acreditar no fim ou no começo de tudo.
Um brilho metálico nos olhos.
Uma carícia especial pelas mãos.
Um sorriso de verdade.
Uma pressa calma.
Um colorido imenso.
Uma palavra sólida.
Aos poucos ele se ia, entre raios, ventos e nuvens.
E deixava um rastro.
Um perfume.
Um exemplo.
Um desejo.
Uma vitória.
Uma saudade...
Que seja sem destino, que seja sem razão, que seja tão intenso como tudo deve ser. eterno como um minuto sem explicação.
Como colher amigos?
Primeiro você, os colhe!
Depois então os escolhe!
Nem todos os colhidos
Serão também escolhidos!
Mas todos os escolhidos,
São com certeza colhidos!
Por isto, venham comigo,
E vamos colher amigos!
LEMBRANÇAS DE VOCÊ.
As minhas lembranças às quais você faz parte são como chuvas de novembro, chegam forte, parcem que vão ser destruidoras, mas passam rápido...
As lembranças dos beijos queimam a garganta como quando se mastiga uma pimenta, mais que passa com um golé de água gelada...as lembranças dos abraços, é como frio q congela as pontas dos dedos, mais que passa com uma luva de lã....
Às suas lembranças que me invadem são como ventanias, furacões, tempestades, que chegam, detonam e estragam, mais que se vão, para que se possa novamente reconstruir...!
Falo da vida como se fosse um verbo no passado, alguma coisa que costumava ser e hoje só me lembro. Falta tempo, falta apego, faltam laços e sobra essa mania de descrever o sentimento dos outros que não sabem dizer. Sobrevivo das lembranças, tão alheias e mais coloridas do que eram realmente, quando chamadas de presente.
— Você não deveria me chamar assim.
— de que?
— De Ferro, como se os Deuses estivessem me protegendo.
— Você está vivo, não está?
CUBO DE GELO
Dia após dia, durante anos, aquela foi minha rotina. E até hoje me pergunto: como é possível?
Levantar ir ao trabalho. Bem, eu acordo cedo, eu gosto. Seis em ponto estou pronto. Café tomado, estômago vazio. De fato prefiro mesmo tomar café no trabalho, mas pela manhã, em casa, vai bem. Pois bem, dia após dia os ônibus cheios, pessoas, carros, espelhos. Tudo tão calmo e ao mesmo tempo é desespero. Movimento com o passar dos postes diante do meu pensar distante e desinteressante, observado de canto a canto, de sereno a delirante. Uma senhora que olha e disfarça. Olho para o relógio, perto de chegar, mais um sinaleiro. Olho para trás, procuro me posicionar, posição de saída. As portas se abrem, desço. Saio por primeiro. Passo após passo pela calçada em preto e branco, os prédios, as praças, os pombos. Ah, um dia frio faz mesmo observar. Os passos parecem desacelerar, enquanto o relógio derrete o tempo. Ora, só preciso chegar! Pois tenho tempo! Estou a voltar, novamente vejo as cenas, o ônibus, os postes, a senhora que me olha com desejo, quero dizer: disfarça! Eu vejo. Como é possível? Novamente paro, penso! As pessoas em câmera lenta, e eu: desespero? Ah, esse eu neste cubo de gelo, que segredo deste olhar a delirar... Só um olhar a delirar. Será mesmo? Passam-me uma a uma – as pessoas, sim, as pessoas – e eu a perguntar: e o meu tempo? Devagar! Devo chegar, distancio-me. Dias frios fazem mesmo observar. Rio, porque em vez de ir adiante, estou indo para trás. Como é possível? Novamente, tenso, penso: dia frio faz mesmo observar. Suores na testa e como suo neste cubo de gelo. Ah, que segredo, apenas meu olhar a delirar. Nem pergunto. Mas será mesmo? Os ternos, as saias, o vento. Estala os dedos a velha senhora naquele bar. Como eu posso escutar? A brasa a queimar no cigarro do mendigo. As luvas sujas, os trajes, um pão mordido, pego sobre luvas sem dedos, e no braço uma coberta a arrastar. Novamente lembro! Preciso chegar! Eu tenho tempo, devo me lembrar! O sono vem me incomodar. Minha inquietude posta em cheque, posição: sentido! Resolvo parar! Como é possível? Sigo o caminho e isso pode ser muito... Ah, deixa pra lá. Observo idéias em linha reticente, tudo devagar de dentro de um cubo de gelo. Meu tempo! É mesmo, um dia frio faz mesmo observar.
Então aqui eu escrevo minha
canção de ninar para todos os
solitários
Lembre-se de como você
aprendeu a tentar ser a pessoa
que você ama
Então eu posso pegar esta
caneta e ensiná-lo como viver
Mas o que não foi dito, é o maior
presente que eu dou
Eu sempre quis ser como aquelas pessoas,
que quando a gente olha,tem a impressão
de que nada é mais forte do que ela.
Ser também "inatingível",
ou ao menos ter esse auto-controle.
Se eu me livrasse dessa overdose de sentir,
seria eu,menos a metade de mim.
Leve,tão leve que nem me reconheceriam.
MEU TUDO!
Demorei pra te encontrar.
Mais o destino nos fez, mais próximos,
Como meu amigo, minha vida e meu amor.
Empatia significa tratar o outro como ele gostaria de ser tratado, como ele deseja ser tratado, como ele necessita ser tratado.
