Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O Sentimento Sem Nome
É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.
Talvez não tenham conseguido dar um nome a esse sentimento porque ele não cabe em letras. É uma experiência que desafia a lógica do ego. Em um mundo que nos ensina a competir, a olhar para o lado para medir o nosso próprio sucesso, sentir o coração vibrar pelo troféu que está nas mãos de outra pessoa é um ato de rebeldia silenciosa.
É quando a pele arrepia ao ver um amigo realizar um sonho que não é o seu. É quando o sucesso de alguém que amamos não nos faz sentir "atrás", mas sim impulsionados. É a consciência de que a luz do próximo não apaga a nossa; pelo contrário, ela ilumina o ambiente onde todos estamos.
Pode chamar de Mudita, de Confelicidade ou de Compersão. Mas, na falta de uma palavra que todos conheçam, a gente chama de amor em estado de gratuidade.
Porque, no fim das contas, quem consegue se alegrar com a vitória do outro já venceu a maior de todas as batalhas: a contra o próprio ego. É um sentimento que não precisa de batismo, pois quem o sente já conhece a sua tradução mais fiel: paz.
Nem tudo está sob nosso controle, mas a forma como agimos diante das circunstâncias pode nos conduzir tanto ao bem quanto ao mal.
Bom dia! Que nosso dia seja protegido de tudo aquilo que não enxergamos, mas que sentimos como energias densas. Amém!
O Nosso Verão
O sol caía como ouro derretido sobre nossas peles,
E a brisa trazia cheiro de mar e de mangueira,
Risos escorriam pelos becos da cidade antiga,
Enquanto a música do verão tocava em cada esquina.
O vento embalava histórias que ninguém contava,
Veleiros de papel flutuavam nos rios da lembrança,
E nossas mãos, cúmplices, desenhavam no ar
Mapas secretos de cidades, de amores, de esperanças.
As cores do entardecer tingiam nossas sombras,
Laranjas, violetas e vermelhos de promessa,
Enquanto o cheiro de café e pão quente da rua
Misturava-se ao perfume dos nossos sonhos.
Mesmo quando o inverno tentou apagar a memória,
O calor voltou em lembranças de ruas e risos,
Guardando o nosso verão em versos e saudade,
Como quem transforma o tempo em poesia viva.
Os óleos das plantas misturam-se ao nosso querer,
Como se o mundo conspirasse só pra nos ver.
Meu coração pulsa no ritmo da chuva e do teu perfume,
E tudo se transforma em paixão que consome
O Evangelho não se curva às correntes do nosso tempo; ele permanece como a verdade definitiva e imutável que expõe as ilusões do coração humano e reordena a nossa visão do mundo.
Proclamamos que Deus é o nosso Senhor absoluto, mas nos comportamos como senhores do nosso próprio tempo, relegando a Sua vontade ao que sobra das nossas prioridades.
Em nossas buscas prevalecem o desejo que existe em nosso coração. Mas nem tudo acontece como desejamos, a solução vai de encontro ao recomeçar para acertar, mesmo que seja através de sacrifício e dor, porém a recompensa sempre vem em forma de paz e amor!
O nosso cotidiano nos oportuniza muitas vivências, é sempre bom registrarmos cada uma delas como se fosse única. Pois dificilmente elas irão se repetir novamente em outra ocasião.
CHEGAMOS
Como folhas de papel em branco
Experiências
Em algum cantinho do Nosso universo
Alguns saem coloridos,Outros opacos
Cinzas, muitos poucos
Porém, o onisciente aprende com todos
Uma Inteligência Real, Natural
Onde a IA não o passa de um grão de areia comparada a sabedoria
De todos nós: da consciência universal
Amém
Quando o nosso coração encontra a verdadeira Paz, nossos olhos vêem os desafios como oportunidade para trabalhar nossa fé.
Que tipo de monstro criaria um universo como o nosso só pra ver as pessoas sendo dilaceradas pela vida e pelas próprias emoções?
- Marcela Lobato
Necessitamos tanto da meditação como necessitamos da nossa própria respiração. É como se, ao nosso lado, uma cortina separasse os pontos negativos dos positivos e, nessa hora, nada mais existisse.
A paciência, a tolerância e a paz como meditação podem nos ajudar em nosso relacionamento com o próximo, a aprender tirar proveito das oportunidades, a criar novos hábitos para o bem, a entender o comportamento das pessoas e a desenvolver outras habilidades pessoais pelas quais podemos desenvolver melhor a nossa qualidade de vida.
Não está em nosso poder determinar como será o nosso dia.
Mas somos nós que determinamos se ele terminará com um sorriso.
Todos os dias, vivemos páginas em branco que, pouco a pouco, são escritas por nós.
E quando percebemos que somos autores e protagonistas da nossa própria história, entendemos que o resto não passa de figurante.
Faça a sua história. Não perca tempo vivendo a história dos outros.
Um dia, o ciclo das páginas também chegará ao fim, assim como a vida.
Mas a nossa história nunca deixará de ser contada enquanto nossas memórias forem lembradas.
Se soubéssemos ao menos admirar a disciplina dos japoneses como eles admiram o nosso futebol, talvez a nossa primeira derrota não fosse tão vergonhosa.
