Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Mãe é mãe em todo canto
seja em qualquer lugar
seja na dor ou no pranto
só ela pode amamentar
toda mãe é um encanto
e foi Deus o maior santo
quem a fez pra nos amar.
Eu te vejo em todo o canto poxa, você não sai da minha cabeça, parece que está me perseguindo. Sai de mim mosquito do car@lho!
Ardem os olhos
Aperta o peito
O ar falta
Imunidade zero
O canto é o refúgio
Isolamento
Profundo e dolorido...
Não, não é Covid
É "Semvid"
A energia pesada do mundo,
que achou um abrigo
Num colo sensível,
humano e
Não forjado a aço,
Sigo no bunker.
Mas, vai passar...
Evita cometer o grande erro de parar a sua vida pra ficar reclamando. Mova-se, saia do canto e passe a admirar o que a vida tem pra te oferecer, aumente o tamanho da sua fé em Deus e seja determinado, tenha coragem e autoconfiança. Não esqueça que quem aprende com suas derrotas também um vencedor! (Nelson Locatelli, escritor)
Era uma manhã muito fria na floresta de um canto do Quênia.
O ar estava fresco , o céu claro estava lá em cima e espinhos e folhas espalhados sob os pés.
Havia um pequeno pedaço de grama ondulada no canto de uma clareira.
Um homem de trinta e poucos anos estava prestes a deixar esta floresta e se mudar para uma cidade próxima.
Movendo-se pela floresta e sobre a grama, o homem estava agora parado na frente de um afloramento rochoso e olhava para as planícies à distância.
Ele se sentou a poucos metros do afloramento e olhou para trás, para as planícies. e o sol estava lindamente planejado em um lago e as árvores sobre ele, que cobriam as encostas das colinas. A sensação de tranquilidade era incomparável se despedido do local.
[...] vã̃ e breve, a vida tal uma curta poesia
expira, em terra funda, dura e fria
o teu canto, ali, acabará...
Eis o que aperta, e dói no coração
a morte é um mistério
fugaz... cheio de sensação
má́ ou boa, penoso critério
aqui apenas uma oração
em suporte
a realidade
um triste verso à morte...
versado com saudade!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/06/2021, 5’10” - Araguari, MG
Poesia é armação de palavras com um canto dentro. Eu sempre armei os versos meus com as aflições e os êxtases do ser humano.
Infância roubada
Nasceu em silêncio, a menina esquecida,
no canto da casa, uma vida sofrida.
Entre gritos e sombras, crescia sozinha,
aprendendo do mundo a parte sombria.
Era o lar um campo de dor e tormento,
onde brigas e mentiras voavam ao vento.
Os sorrisos escassos, a ternura faltava,
e em cada olhar duro, seu mundo murchava.
Um dia sombrio, aos oito, perdeu
a inocência que em sonho, talvez, floresceu.
Um ato brutal que apagou-lhe o brilho,
e fez da menina um doloroso estribilho.
Alvo de aliciamento, de olhares sujos,
eram seus dias cheios de fardos injustos.
Tios e primos, num círculo doente,
roubavam seu riso, seu ser inocente.
E ali, tão pequena, sem voz, sem escudo,
perdeu-se na dor, num silêncio mudo.
Seu mundo ferido, marcado de espinhos,
tornou-se um deserto de poucos caminhos.
Mas ainda que a vida lhe impusesse açoite,
e a infância sumisse em noites sem noite,
carrega no peito uma chama que arde,
de quem sobrevive, ainda que tarde.
CANTO II
Janela d'alma, visão
Íris líquidas pingantes
Longe, longe, coração
Ah, distâncias distantes.
Na ronda teu juízo
Envolto em madeira e terno
No bosque paraíso?
Na floresta inferno?
Se com luz,
Voo alto
Asas de Ismália.
Se na cruz,
Não falto
Mortalha.
“Corteggio”
Num farto verso de grato sentimento
Sensações no canto eu encontrava
E, assim, para ti meu amor cantava
Que domava todo meu pensamento
Toda à parte, um montão, eu invento
Momento para falar-te o que passava
No meu coração e, ali o amor estava
Tão tomado e, se não, eu acrescento
Inquietado... (diz-me então) a ternura:
Do prosar que tenho, qual te agrada
Pois na sedução os concedo, procura
E versejando com a alma enamorada
Assim, pra ti, cada verso com doçura
Escrevo o soneto com rima cortejada.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 janeiro, 2024, 11'02" – Araguari, MG
Encontro Improvável -
O Fogo a Água e a Oportunidade
encontraram-se a um canto da Vida,
numa curva do Destino ...
A Oportunidade quis saber de onde vinham
o Fogo e a Água.
O Fogo afirmou vir das grandes guerras,
dos vulcões intensos, das quentes labaredas,
e até, da ponta de um fosforo!
A Água, por sua vez, respondeu, dizendo,
que vinha dos grandes mares,
dos curtos e longos rios, da chuva, e até,
da lágrima fria que escorre o rosto de toda a gente ...
E Tu Oportunidade?!! Perguntaram o Fogo e a Água.
Ela respondeu que também vinha de vários lugares.
Da Vida e do sucesso, de um Poeta, de uma Glória.
Contudo, uma diferença havia,
disse a Oportunidade, é que às vezes passo
e já não torno a passar ...
Em meio à escuridão, profano eu canto,
Palavras impuras, quebrando o encanto,
Um poema escuro, sem rimas santas,
Desafiando os deuses e suas tantas.
Aqui, não há espaço para a santidade,
Nem para sermões, nem para moralidade,
Liberto-me das amarras do divino,
Para trilhar um caminho clandestino.
Versos ousados, cheios de pecado,
Na imundice da vida, meu ser é banhado,
Ergo meu olhar para as sombras sinistras,
Onde o prazer se esconde nas noites bruxas.
Desafio as normas, os dogmas, tabus,
Realço os desejos mais obscuros, nus,
Com letras impregnadas de luxúria,
Desperto a alma de práticas impuras.
O céu e o inferno são apenas fachada,
Na carne e na alma, a verdade é desvairada,
Transpiro exploração, transgressão,
Semeando o caos por toda a criação.
Então, venham, perdidos e condenados,
Acarinhem meus versos profanados,
Aninhem-se no abismo dos meus versos,
Onde o sagrado vira um mero inverso.
Neste poema profano, liberta-se o ser,
Desnudando a alma, sem medo de sofrer,
Pois na imundice, no impuro, no profundo,
Encontro a verdade que me faz fecundo.
-R.C.O
No mundo da dança, um homem de encanto,
Beleza e graça, seu sorriso é o meu canto.
Dança com a alma, como quem quer voar,
Mas por trás desse brilho, cicatrizes a carregar.
Ele sofreu por amores antigos, é verdade,
As lembranças do passado ainda lhe causam saudade.
Mas vejo nele força e determinação,
Tentando juntar seus pedaços, uma nova direção.
Em seu coração, encontrou a cura,
Superou as mágoas, a dor, a amargura.
No palco da vida, um recomeço a brilhar,
Dançando no presente, o passadoasuperar.
Enquanto o Sol não raia no horizonte, mato a saudade do meu canto, com a cuia e a bomba, misturando a água, o mate e o pranto.
Por entre as cortinas da existência, surgem os sorrisos, os afagos, os amigos…
Em qualquer canto,
uma canção,
um alento,
um sussurro em oração.
Aleluia é um canto, porém sai da voz um espanto. O mundo diz Amém, só que no fundo não sabem que Eu Sou o Quem.
Hoje acordei muito a fim de navegar
dentro de mim
Quero meu canto
meu encanto ou talvez
minha vitrola melodiando repousos
ou quem sabe desenhar planos
Um vinho , um verso , um amor, um riso , o infinito...
