Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Hoje compreendi que o amor-próprio não é colocar-se acima dos outros, mas finalmente reconhecer que também existimos para além das expectativas que depositam sobre nós.
Na psicanálise, aprendemos que nem todo sofrimento que o outro sente nos pertence e que não somos responsáveis por preencher todas as faltas alheias. Existe uma diferença profunda entre cuidar de alguém e tornar-se responsável pelaquilo que essa pessoa espera de nós. Muitas vezes, aquilo que chamamos de culpa nasce justamente quando começamos a estabelecer limites.
Há pessoas que só conseguem lembrar do momento em que você não esteve presente para elas, mas raramente perguntam o que estava acontecendo dentro de você naquele instante. É mais fácil transformar o outro em culpado do que confrontar a própria falta, a própria fragilidade e aquilo que não se pode exigir de ninguém.
A filosofia também nos ensina que não controlamos a interpretação que os outros fazem de nossas escolhas. Podemos agir com consciência, respeito e honestidade, mas jamais teremos domínio sobre a narrativa que alguém construirá a nosso respeito.
Talvez amadurecer seja justamente compreender isso: nem todo abandono foi abandono; às vezes foi limite. Nem todo afastamento foi falta de amor; às vezes foi uma tentativa de preservar aquilo que ainda restava de nós.
Existe um momento em que precisamos deixar de viver tentando provar que somos bons para aqueles que já decidiram nos interpretar como culpados.
Amar o outro não deveria exigir o abandono de si.
E talvez o verdadeiro amor-próprio comece quando conseguimos dizer, sem ódio e sem necessidade de vingança:
**“Eu reconheço a sua dor, mas ela não me torna responsável por tudo aquilo que você sente. E também tenho o direito de cuidar de mim.”**
POESIA NAS REDES SOCIAIS
Aproveite as redes sociais
E transmita o amor
Com boas ações
Vocês aliviam corações
DISTONIA E O AMOR
A distonia limitou o meu corpo
Porém, não limitou o meu amor
Que continua crescendo
Mesmo com tanta dor
EFICIÊNCIA
Produzir mais amor
É a forma eficiente
De reduzir toda a dor
Livro: MINI VADE MECUM DA POESIA
Trocam o amor de quem cuida pela migalha de atenção de um famoso que só sabe humilhar e cuspir na cara de quem apoia.
Existe uma fé movida pelo medo e outra sustentada pelo amor. A primeira se dissipa quando o perigo passa; a segunda permanece inabalável, mesmo diante do silêncio de Deus.
O amor que carrego no peito não espera datas.
Ele não vive apenas em dias marcados com flores ou presentes.
Ele pulsa — suave e firme — a cada segundo.
É no olhar que repousa com ternura.
No toque que não apenas encosta, mas conversa em silêncio.
No gesto que não precisa ser grandioso, porque é verdadeiro.
Amar é estar presente mesmo na ausência.
É escrever com os dedos palavras que só o coração entende.
É cantar desafinado, mas com alma — porque o sentimento é maior que a melodia.
É esperar sem pressa.
É cuidar sem prender.
É sentir sem exigir.
O amor vive na rotina, no café feito com atenção,
no abraço que diz “estou aqui”,
na saudade que não cobra, mas acaricia o pensamento.
Não é preciso ocasião para amar.
Basta estar inteiro.
Basta escolher — com carinho, com afeto, com entusiasmo, com dedicação —
caminhar junto, mesmo quando o mundo parece andar em direções opostas.
Que o amor seja sempre celebrado.
Não apenas em datas especiais,
mas em cada instante em que dois corações decidem se reconhecer.
Com todo meu coração,
Marco Arawak
