Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Como não havia
encontrado
a palavra certa
para explicar
muito além
da liberdade,
Fui versando
sobre as nuvens
eletrizantes
da tempestade.
Chegou a hora
de contar o porquê
de tanta poesia:
a vida é capaz
com o pincel
da ironia pintar
as paralelas,
essa é a realidade
da História do Brasil
e da Venezuela,
não há como ser
indiferente e se calar.
Como uma praga
que devasta
uma lavoura,
O assunto é
mais grave
do que se imagina,
não sei o quê
será do destino
do continente,
ninguém tem
compaixão
do destino
da nossa gente,
que a verdade
seja dita:
não nos ensinaram
a nos amar,
e a nos fazermos admirar,
pedir pela libertação
da tropa já virou rotina.
Como uma onda caixote
do mar que não foi devolvido,
vejo os pertences remexidos,
o drama do jornalista só
é apenas um recorte
do que tem acontecido.
A maioria não liga
mesmo para isso,
sou tratada como
imigrante em minha
própria Pátria,
assim sigo isolada,
todo o dia só cresce
o sentimento de ridículo.
Como o nó da garganta
da filha que não vê há
quatro semanas o Pai,
muita coisa já não
mais me distrai,
porque sou a Mãe
da Mãe que não
obteve resposta,
no meu coração
carrego mais de um
General e a tropa.
A vida é um bem sagrado,
onde quer que ela se encontre
minha doçura por ela estará
como sentinela em nome
dos princípios que defendo,
o direito à ela não pode
ser tratado como brincadeira
de mau gosto ou relativizado
por quem quer que seja.
Uma mente em distúrbio não
pode atingir o seu princípio
da mesma forma que a faca
feriu gravemente o candidato,
se essas duas são maiores
para você: é um sinal que o
teu desejo é lançar o processo
democrático ao precipício.
Não é de hoje que venho pedindo
aos meus compatriotas um
diálogo mais gentil e maneirado,
eu quero um Brasil recuperado.
Haicai recém-nascido,
feliz como um menino
igual ao teu sorriso.
Haicai entardecido
aguardando a Lua
leve como uma pluma.
A maré mansa no canal,
É como um verso sem igual,
Dá para sentir tudo...,
E uma vontade de desbravar
O oceano profundo do teu olhar.
O olhar castanho,
Repleto de canto,
Sorriso bonito,
Coração infinito,
E repleto de amor.
Temos a nossa embarcação,
Você é o pescador,
Eu sou a tua ditosa sereia,
E você é o meu amor,
Dois tripulantes da paixão.
Você
Que carrega no seu coração,
O caminho,
A rota,
Que te levam para mim,
Para Balneário Barra do Sul,
- o endereço do sossego
E do nosso amor sem fim.
Permitir-se apreciar
- um poema -
Voando pelo ar
É como deixar
- uma pomba -
Pousar na tua mão.
É a alegria a embalar,
- Invadindo o coração
Quem poesia pede,
- prosa faz
Poema comete,
- inspira
A alma de quem escreve.
O Brasil precisa de tudo:
De gente com disposição,
De mil reformas,
E de políticos com coração;
E sobretudo de novidade,
Que traga revolução.
Precisamos ter alma
- feito sucupira -
E para superar a crise:
precisamos ter determinação.
Arrancaram a voz de Odoyá,
Ela como Rainha não se prostra,
- Calaram-na!
Mas não lhe furtaram a autoridade,
A verdade ninguém pode apagar:
Odoyá é a Soberana do mar.
O silêncio tem muitas vozes,
Os ventos levam os gritos,
A opressão fura os tímpanos;
Não há outra alternativa,
Temos que acreditar:
Um dia tudo muda,
Assim como as ondas do mar.
Odoyá sereia,
Odoyá guerreira,
Esse jogo ela vai virar,
O povo ela irá libertar;
Não duvide!
Ela é a Rainha do mar,
Odoyá não perde nada,
Ela é vaidosa,
E toda formosa dará uma lição
Em toda essa gente muito maldosa...
No mangue também existe poesia,
Ele é como um anjo que vive,
- entre o céu e a terra
Ele entre o rio e o mar,
Conhece o ritmo das águas,
Ele sabe como se comportar
Como anfitrião da vida...,
No movimentar das águas doces,
E no bailar das águas salgadas,
O mangue sempre sabe esperar...
Talvez seja porque não é notado,
Ou porque vive despercebido,
Ele é abrigo, viveiro e ninho.
O mangue como grande anfitrião,
Só a existência dele é uma lição:
de paciência,
resiliência
e fonte de sabedoria
- Ele surpreende porque é veia;
Existe nele um sangue invisível,
O mangue é um lugar incrível!
Respeite o mangue como intangível,
Ele é a cintura da terra que liga,
O rio com todo o oceano, ele é pura lida!
Ninguém contou,
Mas eu sei de tudo,
E como tudo começou,
O pássaro sobrevoou,
Foi Ele quem te consagrou.
Ele te buscou,
Para seres soldado da paz,
A Guerra te marcou,
Mas a tua alma não roubou.
Ele sempre te Deus sinais,
Como deu à São Bento,
Todos divinais, - naturais,
Ele testemunho o quanto orais;
E fostes sempre o apóstolo da paz.
A doutrina da fé,
A pedra fundamental,
Pastor espiritual,
Estar com Ele sempre foi natural.
Continuar com Ele,
E por Ele,
E em n'Ele,
Ao renunciar pela Trindade,
Mistério da idade,
Libertação, fé e humildade,
Para crescer a Igreja em caridade,
Gesto divino e de humanidade,
Um raio caiu na Basílica central da cidade,
- país de Pedro, apóstolo
Cidade do Vaticano,
Mais um sinal,
Dado por Ele, que é chegada a hora
Da renovação,
Para a revolução do amor por toda a eternidade,
Um aviso para a Humanidade crescer em fraternidade.
A liberdade de expressão existe,
Alegre, muda, falante ou triste;
Ela é como uma rua que resiste.
A liberdade de expressão resiste
Em passos 'salsos' - ela insiste,
De tanto dançar - ela persiste.
A liberdade de expressão vive
No peito que bate altissonante,
Dono de uma fé que não desiste.
A liberdade de expressão persiste,
Ela no teu peito reside,
Sempre ela dá um jeito
- ela [sobrevive].
A liberdade de expressão reside,
No coração de quem intensamente vive;
É sinal fecundo de tudo nesta terra
- tu [construíste].
Você fascina a minh’alma,
Dum jeito que me tira a calma,
Ninguém calcula como é;
Esse adocicado pertencer,
Você sabe que eu sou tua,
Eu nasci para você.
Em repentes alegres,
Pensamentos indecentes,
Aliciam para prazeres,
Inda mais atrevidos,
Resolvi trazer-te,
Para pertencer-te,
Do jeito que lhe convier,
Serei tua menina,
Posso ser a tua namorada,
Serei a tua moça,
Posso ser a tua amante,
E também a tua mulher.
Barrosa canta no terreiro,
Assim vou provocando,
Para te deixar queimando,
Aceso como um candieiro,
Os meus quadris sacolejo,
Para deixar os teus faceiros...
Posso ser cachoeira,
- posso ser o teu amor
Sou branca, negra, índia
e cabocla,
E tu nasceste para ser o
meu senhor.
De carmim pintarei
a minha boca,
Vou vestir-me com a
minha melhor roupa,
Para sair um pouco
da fazenda,
Quero que me leves
até João Pessoa.
E aqui no Sertão não
mais me prenda,
Porque amar pede
liberdade,
Não me faça nenhuma
reprimenda.
Quero que saibas que o
meu coração é teu,
Guarde isso de uma
vez por todas – aprenda.
Quem tem ódio da população desconta na Natureza, é tão simples de decifrar! Quer incutir como agenda ideológica a destruição e o Patrimonalismo acima de tudo aquilo que proporciona a continuação da vida, porque aqui não quer morar.
Quem incendeia ou contamina o Meio Ambiente deveria ser tratado como terrorista, e não como um 'mero' criminoso ambiental.
O excesso de preocupação em coadjuvar como apoiador na política de outros me lembra bastante os Governos do passado em tempos que pedem austeridade e sobriedade nas relações diplomáticas. Estamos passando uma vergonha apoteótica sem poder passar sequer uma minúscula.
Quando o radicalismo, a violência e a instigação a polarização são ofertadas como saídas, é um sinal que o opositor está fraco e sem apoio.
Urgimos crescer como Humanidade, é exatamente no Presépio que está a senha para recuperarmos o processo civilizatório perdido. O amor sempre será o caminho.
