Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Rodeio no Caminho dos Anjos
Como poetisa deste
Médio Vale do Itajaí
escrevendo este
Poemário Rodeense
do meu jeito coloco
a nossa Rodeio
no Caminho dos Anjos
sendo levada pelas asas
coloridas da poesia
tanto quanto as plumas
do pavão que passeia
entre as hortênsias
que em silêncio se declaram
e beijam a nossa inspiração.
(É neste destino catarinense
onde está o teu coração,
É no Caminho dos Anjos que
há de ser para o amor a coroação).
Você chegou de mansinho
seduzindo como o pôr do sol
que corteja as estrelas
que haverão de nos cobrir,
o coração está começando a sorrir.
Como os Reis Magos
visitaram o Senhor Menino
na abençoada Belém,
Que minha letras visitem
os corações de todos vocês.
Peço e insisto pela liberdade
da tropa e do General
que por todos eles persisto,
e como poeta jamais
desisto da História recordar.
O ouro do encontro,
do diálogo e da reconciliação,
é o quê desejo que haja
com os presos de consciência
de todo o meu coração.
O incenso da pacificação
seja renovado e perene
como oferta ao Pai
com os presos de consciência
em verdade e liberdade.
A mirra venha perfumar
as vossas mãos ao decidirem
libertar os presos de consciência
e a voltar a pensar no melhor
destino para si e para toda a Nação.
Como o painel da Guerra
na entrada para confrontar
a consciência este é o poema
que apresento a Humanidade.
O Deus da Guerra nunca
mais dançará neste país,
O Brasil de Portinari
haverá de ser ainda muito feliz.
Como o painel da Paz
na saída para iluminar
a consciência é o meu poema
para converter a guerra em paz plena.
O Deus da Guerra nunca
mais ousará tocar no meu continente,
na América Latina
e em cada país das Nações Unidas:
(O Deus da Guerra sempre morre
diante de quem escreve poesias).
Você disse que quer
morrer nos meus braços,
Eu quero nascer
como mulher para você,
O lótus do nosso amor
está em nossas mãos,
Toda a poesia a dois
estamos dispostos a escrever.
Venho crescendo
como a poetisa
dos teus sentidos,
Não tem dado
para disfarçar,
Que o teu peito
quer se entregar.
Como poetisa da América do Sul
no giro do relógio astronômico
sob o atlântico céu azul,
aguardando pelo fino hipnótico
do teu profundo amor
que hei de louvar e devotar
com todo o meu candor
de quem conhece a rota
para onde as estrelas
serão sempre mais visíveis.
Como a poetisa romântica
do seu coração e com fé
titânica tenho construído
o abrigo para vir a ficar
toda solta nas tuas mãos
na hora que seremos
só entrega e paixão,
e o amor fará a coroação.
Eu sou brasileira
mesmo quando
não for reconhecida
como tal por
quem quer que seja;
Sou filha nascida
do 'Canto das Três Raças'
e o sufixo 'ista'
para qualquer ideologia
ou rótulo convencional
não encontra encaixe
porque sou brasileira.
Eu sou brasileira
quando respiro,
honro a Bandeira,
escrevo os meus poemas,
e até quando me calo.
Eu sou brasileira
quando me reúno
com povos e com
quem pensa diferente,
e quem é brasileiro
de verdade sempre
ama estar cercado por gente.
Eu sou brasileira
quando falo que
nunca vou romper
com os meus artistas,
e nem diminuir os militares.
Eu sou brasileira
para seguir com fé
por todos os altares
de todas as crenças
e por todos os lugares,
e sobretudo quando
aprecio as belezas da Natureza.
Eu sou brasileira,
amo ser brasileira
e ninguém vai diminuir
o amor que tenho
pela nossa terra;
posso até perdoar e dar
uma chance para quem erra,
só nunca vou concordar
com quem quer viver
para alimentar o Deus da Guerra.
Como a haste da balança
está para os pratos
da justiça assim são
as serras, as cordilheiras,
os vales, os cânions,
as montanhas,
as colinas, os montes,
os picos e os morros
para a sustentação
da nossa amada terra,
e podem ser comparados
as letras que escrevem
os mais lindos poemas.
Nações e os mais
admiráveis profetas
sempre procuraram
as altitudes para orar
a Deus e se proteger;
e nelas podem ser
encontradas a metade
da água do mundo
para as gerações beber.
Não importa a altura
se você quer ser
protegido por quaisquer
uma delas é preciso
aprender as proteger.
Foi Deus quem as criou
assim por um bom motivo
para assim sempre ser,
e você precisa aprender
a ter o hábito de agradecer.
Como poetisa de muitas luas
fundei a minha pátria
na América do Sul profunda
onde só no teu coração
tenho a mais doce morada,
e tua alma só ficará sossegada
quando entre meus braços
você se pôr como o sol
entre as estrelas para descansar.
Pelos teus olhos que
iluminam como
Órion a minha noite,
a poesia almenara
que não se apaga
está mais a cada dia
mais forte em mim
para viver em ti
amorosa e apaixonada.
Todos os dias
como tua devota
em cerimônia
íntima acendendo
a sutil lamparina
nos seus caminhos
para que a paixão
e toda a poesia
existente no mundo
façam por ti o quê
a distância não
tenho como fazer;
E cada romântica
linha por ti seja lida
sem pressa porque
cada uma confessa
a História de Amor
que o Universo
começou a escrever.
Não somos apenas
como melhor vinho
que fica melhor
a medida que envelhece,
Nós somos a vinícola
inteira que a cada dia
que passa o amor cresce,
Celebrando a poesia
do encontro quando
amanhece e anoitece,
Brindamos o nosso casamento
rezando todos os dias uma prece.
Como dois rios
que se encontram
nós dançaremos
o lundu em noite
de céu aberto
com direito a Lua
feito pérola poética,
amorosa e revelada
pela sutil concha
escura do Universo.
De carona na melodia
da sanfona comecei
a imaginar como
te levar a forrozar
comigo, trazer este
amor tão bonito
e contigo ver o Sol
despertar sorrindo.
Com os cordões
da amada Marujada
de todos os lugares,
Como Saloia libertada
dançando o Retumbão
na sua imaginação
sob a bênção e proteção
do bom São Benedito,
Ganhei o seu coração
e você quer o tempo
todo se casar comigo.
Homens para lá e mulheres para cá,
como você veio vistoso
para nesta festa comigo dançar;
Chegou a hora da gente
a vida aproveitar,
e nada mais vai nos segurar.
Ouvimos o chorado,
e fomos para a dança grande,
Foi no cortejamento que
pude perceber que o amor é grande,
É nesta Dança do Lelê
que pude eu perceber
o quanto amo muito amar você.
Até a hora da talavera
nesta Dança do Péla
de braços dados com você
bailando neste Lelê,
Acontece sempre uma coisa
gostosa quando encosto em você.
Na hora do cajueiro,
nesta Dança do Velhos
saudamos, juntamos castanhas
e entregamos o caju;
O quê na verdade eu quero
mesmo é entregar o meu beijo
e te ocupar todo com o meu desejo.
