Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O tempo é uma ilusão.
Não pense no tempo como dias, semanas, meses e anos.
Pense no tempo como algo que você usa para gastar energia com aquilo que você ama fazer ou gastar energia com o que te fornece sobrevivência.
Quando você consegue usar o tempo para fazer o que ama e isso lhe der sobrevivência, Bingo! @mcmarombado
"Como o Ser Humano é descartável! Enquanto você segue determinada denominação você serve, mas quando você deixa de seguir...já não serve mais!"
Ser feliz é treinar seu Eu para questionar suas próprias verdades e se posicionar humildemente como um ser humano em construção, um eterno aprendiz.
Olhando atentamente para o céu, fechei os olhos, respirei fundo, como um suspiro eternizado pelo momento, e fui conduzido pelo silêncio da imensidão do céu.
Uma imensidão alva como a neve, onde pisava com meus pés descalços, e era tomado por uma paz inexplicável.
Flutuava, o silêncio balançava meu corpo como ondas no mar, sem direção certa fui levado pelo silêncio, traçando um caminho de calmaria constante.
De olhos fechados, o tempo se eternizava naquele lugar, meu refúgio em dias de tempestade.
Deus é assim, é essa imensidão, essa paz, calmaria constante, refúgio bem presente, luz que resplandece.
A essência da humanidade pode ser descrita como resiliente, adaptável e frequentemente conflituosa, refletindo uma combinação de esperança, luta e aspiração por um futuro melhor.
A luz do Sol, assim como a verdade, traz à tona cada detalhe que não havíamos percebido na noite do dia anterior.
Assim como o Sol... Ser luz no caminho das pessoas deveria ser um mantra na vida de cada ser humano.
Você pode desconfiar de uma verdade. Mas uma mentira, como tal, é sempre rigorosamente verdadeira.
O tempo não passa: somos nós que nos esvaímos por entre os dedos do instante, como areia que nunca consentiu ser castelo.
Odiamos no outro a parte de nós que, por vergonha ou fraqueza, negamos; como se, ao reconhecê-la fora de nós, nos víssemos espoliados daquilo que um dia foi nossa substância mais verdadeira.
A paz verdadeira não é a ausência de conflito, mas o repouso do espírito no meio do caos — como a flor que floresce sobre a pedra.
Assim como a Terra guarda em suas camadas geológicas a memória de eras passadas, os velhos carregam nas rugas a história do mundo que ajudaram a moldar.
Escrevo como quem desossa a própria alma diante do espelho —
e oferece cada osso como uma forma de renascimento.
Há dores que não gritam: se disfarçam em gentileza, se escondem no riso. A alma, como a pele, aprende a cicatrizar por camadas — mas nunca deixa de lembrar onde foi ferida.
O Destino dos Lúcidos
O destino dos lúcidos é carregar o peso da verdade
como quem leva água num vaso rachado:
sabendo que, a cada passo, algo se perde,
e mesmo assim caminhando.
Ver além dos olhos é uma ferida secreta,
uma lâmina de luz que sangra devagar,
enquanto a maioria adormece embalada
pelo suave consolo da ilusão.
Os lúcidos atravessam cidades silenciosas,
templos abandonados, desertos sem nome.
Carregam nos ombros o que não pode ser dito
e nos olhos o que o mundo se recusa a ver.
Por vezes, desejam também dormir —
mas a lucidez é uma chama que não se apaga:
ela arde nos ossos,
ela queima no coração,
ela sussurra entre os passos:
“Segue…”
Pois o que vê não pode fingir que é cego,
e o que sabe não pode regressar à ignorância
sem rasgar a própria alma.
O destino dos lúcidos é ser ponte entre mundos,
eco entre silêncios,
voz entre os adormecidos
e chama acesa
nas noites sem estrelas.
A alma desce ao corpo como um viajante a um porto estranho, sem mapa nem idioma. Viver é decifrar esse enigma com os olhos fechados.
