Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Toda essa agitação do "câmbio não desligo" influencia a bolsa dos meus olhos. E assim como o dólar, meu sono deveria está em alta.
Após dias montada na transformação, estou amando a naturalidade. Estou leve! Como dizia meu vô:" Você sabe quando uma mulher é bonita ao vê-la acordar e sorrir". Ou seja de cara lavada. Só hoje pude sentir que o demaquilante não teve trabalho. Deve ser pesado carregar uma vida maquiada.
És como brisa que de mansinho abranda arredores, és dança de salão como um tango ardente, és cores que colore a vida, és pequena no andar, és grande no olhar, és coração do impulso, és reflexo da transparência, és doutora das leis, és menina de agulha e linha, és moça coroada, és princesa do agreste que trouxe ventura pra cidadezinha ... Teus passos, amiúde, seguem um rítmo nivelado nessa magia de beleza e alegria que transcende o seu sorriso.
Para Modelete.
Sua beleza um espetáculo envolto em arte. Como prenda há de coser o mundo com sua aptidão benévola, colorindo a natureza de amor. Como ondas que seguem o mesmo movimento, sua intensidade refletida no mar se torna nivelada pela coragem e ousadia. Contorcendo idéias mirabolantes em acrobacias malabaricas, responsável pelos sorrisos alheios que se abrem como cortinas ao ver sua forma excêntrica de viver a vida.
Para Ambrosia
Na escola da vida a sabedoria se faz matéria principal como requisito para as palavras de ordens: respeito, fé e liberdade. O que faz a gente virar páginas de dores e folhear apenas amor. Diante todo o aprendizado eu quero a paz dos dias tranquilos, que abranda seu coração, que conota sua gargalhada, que não te faça ter medo, que seja sempre cumplice de nossa espontaneidade e sinceridade.
Namorar para mim não é um status qualquer. Namorar é uma escolha e como namorar não é um cargo chefe de minha vida eu decidi namorar porque estou confiando como nunca antes. Doa a quem doer. As pessoas hoje em dia se satisfazem com o sensacionalismo, com a dor e com o sangue. É uma verdadeira carnificina. Proferem amizades da boca pra fora. Não se importam com o romantismo que escodem em seus escudos de mentira. Porque todos em sua essência querem sentir o desejo saciado, o sentimento recíproco, o prazer de ter alguém que some em sua vaga vida. Eu tenho é dó de quem finge ser o que não é. Enquanto isso continuo sendo quem eu sou. Dane-se!
Não quero a armadura dos descontentes que passam pelas pessoas como páginas viradas. Não quero a frieza dos amargos que congelam suas vontades. Não quero o silêncio do grito que sufoca a mente. Não quero deixar de ser feliz porque eu gosto de gritar até em silêncio minhas vontades e quando quero vou até meu ponto de chegada.
O tempo é como uma brisa que abranda o calor do verão. E a vaidade é passageira como tendência de estação.
Insistir em algo que te faz mais triste do que feliz porque um dia te fez muito feliz como nada antes, é ilusão.
Quando o egocentrismo fecha a porta do coração, o ego carrega o externo como fardo. Porque o interior perdeu a sabedoria de amar.
São raras as vezes que me deparo com tamanha alienação. E hoje, como de costume ao ler os jornais já que mal ligo a televisão, me deparo com uma foto de uma mulher desconfigurada até então desconhecida pra mim. Uma tal de Geisy Arruda, a qual eu queria chamar de metamorfose. E quem dera fosse a do Raul. Quem quer saber que ela cultivava uma couve-flor e ver uma pessoa tão insatisfeita consigo mesma, para mim desfruta da mesma falta de alegria. Uma tristeza essa mulher.
