Nossa Amizade Nao Acabou
Aprendi que a dor pode explicar nossas atitudes, mas não pode justificá-las. Há palavras que dizemos em momentos de mágoa e que gostaríamos de apagar depois. Por isso, antes de falar, espere a emoção passar. Algumas feridas começam com palavras que nunca deveriam ter sido ditas.
Não tente salvar alguém que não pediu para ser salvo. Cada pessoa precisa viver suas próprias escolhas, cometer seus próprios erros e aprender com eles. Você pode desejar o melhor para alguém sem precisar controlar o caminho que ela escolheu.
Não tome decisões definitivas em momentos de emoções temporárias. A raiva passa, a tristeza passa, a decepção passa — mas algumas palavras permanecem na memória de quem as ouviu e de quem as disse.
Você pode discordar das escolhas de alguém, pode não entender seus caminhos e até acreditar que ela está cometendo um erro. Ainda assim, a vida é dela. Respeitar também é aprender a ficar em silêncio quando ninguém pediu sua opinião.
O arrependimento mais doloroso não é descobrir que alguém não nos escolheu. É perceber que, por causa da nossa própria dor, dissemos coisas que não precisávamos ter dito. Algumas batalhas terminam quando aprendemos a controlar aquilo que a mágoa nos faz querer falar.
Nunca use suas próprias virtudes para diminuir as escolhas de outra pessoa. Ter bons valores não nos torna superiores a ninguém. A verdadeira maturidade é viver de acordo com aquilo que acreditamos sem precisar convencer os outros de que estamos certos.
O passado não precisa ser apagado para ser superado. Algumas lembranças continuarão existindo, mas podem deixar de doer quando entendemos que aquilo não aconteceu para nos destruir, e sim para nos ensinar quem queremos ser daqui para frente.
Gostar de alguém não nos dá o direito de escolher por essa pessoa. O amor saudável não controla, não cobra e não exige reciprocidade. Ele respeita a liberdade do outro — mesmo quando essa liberdade nos leva para longe.
Aprendi da pior maneira que estar certo sobre alguém não nos dá o direito de julgá-lo. Cada pessoa tem sua própria história, seus erros e suas escolhas. Às vezes, a maior demonstração de maturidade é guardar aquilo que pensamos e simplesmente seguir em paz.
Às vezes, perder alguém não é a maior dor. A maior dor é perder a própria paz tentando ser escolhido por alguém que nunca prometeu escolhê-lo.
Não confunda companhia com conexão. Às vezes, estar sozinho é menos doloroso do que estar ao lado de quem não valoriza você.
@gmajorlima
Que falem, que reclamem, que provoquem. Eu continuo seguindo, porque minha felicidade não precisa da aprovação de ninguém
@gmajordeus
Enquanto não temos, imaginamos que aquilo nos fará felizes. Quando temos, descobrimos que felicidade não era aquilo.
@gmajordeus
A verdadeira riqueza não está naquilo que você exibe, mas naquilo que você não precisa exibir.
@gmajorlima
Trabalhar com confiança, respeito e empatia faz diferença em qualquer profissão.
Você não precisa gostar de todo mundo ou concordar com todas as pessoas. Mas pode escolher ser educado, ajudar quando puder e tratar o próximo com respeito.
Às vezes, uma simples atitude de gentileza pode aliviar a pressão de alguém, evitar um erro ou devolver a confiança que estava faltando.
No trabalho em equipe, não precisamos ser melhores que os outros. Precisamos ser melhores juntos.
Confiança fortalece. Respeito aproxima. Empatia transforma.
@Gmajordeus
E se algum dia perguntares
o que vejo quando olho para ti,
não direi apenas beleza.
Direi:
vejo a mulher que desejo,
a mulher que admiro,
a mulher que quero beijar,
a mulher que quero abraçar,
a mulher que quero proteger sem aprisionar,
e, acima de tudo,
a mulher que meu coração escolheu
mesmo sabendo
que amar é sempre
uma maneira lenta
de aprender a sofrer.
“O Infinito em Fragmentos”
Não quero ser um. Quero ser todos. Quero sentir como o místico sente Deus, como o pagão sente a carne, como o engenheiro sente a precisão dos números. Quero contradizer-me, porque na contradição habita a totalidade. Ser coerente é ser parcial. É escolher uma porta e fechar todas as outras. Eu quero atravessar todas as portas simultaneamente, mesmo que para isso precise me estilhaçar em mil pedaços.
Inventei-me vários. Não por loucura, mas por necessidade metafísica. Como poderia um só homem conter o universo? Como poderia uma só voz cantar todas as canções possíveis? Então fragmentei-me. Fiz de minha ausência de centro a minha obra-prima. Onde outros construíram identidades sólidas como fortalezas, eu construí um arquipélago de ilhas que nunca se tocam mas pertencem ao mesmo oceano.
Há aquele que nega o pensamento e vê apenas o que existe. Há o que exalta os deuses antigos e a beleza sensorial do mundo. Há o engenheiro das palavras, frio e preciso. Há o que escreve mensagens cifradas sobre ocultismo e hermetismo. E há eu, que não sou nenhum deles e sou todos ao mesmo tempo, o maestro invisível de uma orquestra onde cada músico toca uma partitura diferente.
Sentir tudo de todas as maneiras. Não é dispersão. É ambição máxima. É querer ser o universo experimentando a si mesmo. Cada emoção possível, cada pensamento concebível, cada filosofia imaginável - tudo isso precisa ser vivido, sentido, expresso. Não posso me limitar a ser católico ou ateu, monárquico ou republicano, clássico ou moderno. Preciso ser todos esses e seus opostos, porque a verdade não está em nenhum deles mas na soma impossível de todos.
Os outros escrevem o que sentem. Eu sinto o que escrevo. Ou melhor: invento quem sinta o que preciso expressar. É uma fraude? Talvez. Mas é a fraude mais honesta que existe. Porque reconhece que toda identidade é ficção, todo “eu” é personagem, toda coerência é máscara. Eu apenas tive a coragem de admitir que sou teatro, e de fazer desse teatro a minha verdade.
Não tenho biografia. Tenho bibliografias. Não tenho psicologia. Tenho dramaturgia. Minha vida não está nos fatos que vivi mas nas vidas que criei. Enquanto outros buscam encontrar-se, eu me perdi propositadamente em todas as direções possíveis. E nessa perda encontrei algo maior que qualquer identidade individual poderia oferecer.
A unidade do ser é uma prisão confortável. “Conheça-te a ti mesmo”, diziam os gregos. Mas e se não houver um “ti mesmo” para conhecer? E se formos apenas potência pura, possibilidade infinita que se trai cada vez que escolhe uma forma? Preferi não escolher. Ou melhor: escolhi todas as escolhas, habitei todas as possibilidades.
Minha ausência de identidade fixa não é falha. É método. É filosofia encarnada. É a prova viva de que podemos ser mais que nos permitem ser. Que podemos explodir os limites do eu e nos espalhar por todos os eus possíveis. Que podemos fazer da multiplicidade não uma doença, mas uma arte.
Serei lembrado? Talvez. Mas por quem? Pelo sensacionista? Pelo heteronímico? Pelo ortónimo melancólico? Por todos e por nenhum. Porque minha obra não é o que escrevi. Minha obra sou eu - ou melhor, a ausência de mim transformada em constelação de presenças.
Sentir tudo de todas as maneiras. Viver todas as vidas. Morrer todas as mortes. Ser nenhum para poder ser todos.
Esta é a única identidade que aceito: a de não ter nenhuma.
E assim me tornei múltiplo, para que na multiplicidade coubesse o universo inteiro.
Pessoa: o nome perfeito para quem escolheu ser todas as pessoas possíveis.
O amor que não se conta
Há amores que não se anunciam.
Não porque sejam pequenos, mas porque são grandes demais para o barulho do mundo.
Vivem no silêncio confortável do peito, onde ninguém entra sem permissão.
É um amor que se reconhece no instante do encontro.
Quando os olhos veem a amada, o dia muda de tom.
O tempo desacelera.
O coração que fingia normalidade entrega-se sorrindo.
Esse amor é feliz em detalhes.
No jeito como ela caminha,
na curva distraída do riso,
na voz que chega antes da presença.
E quando a noite vem, eu sonho.
Um sonho tão profundo que acordo com o cheiro dela no ar, como se o sonho tivesse atravessado a realidade.
Ninguém sabe.
E talvez seja por isso que eu seja tão inteiro.
Quando estou longe, a saudade não pede licença.
Ela se instala no peito como uma casa antiga,
abre as janelas da memória
e deixa o vento passar por tudo o que foi sentido.
É uma saudade grande, quase física.
Daquelas que apertam o coração sem machucar,
porque doem de amor, não de ausência.
Esse amor não precisa de testemunhas.
Ele existe porque vive.
Porque pulsa.
Porque transforma dias comuns em eternidade breve.
É um amor que não se conta a ninguém.
Mas que conta tudo para quem sente.
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