Nossa Amizade Nao Acabou
Terol
No meu celeiro de rimas
busquei e descobri uma
foto nossa bem antiga,
Respirei uma certa nostalgia
ao lembrar de uma noite
gauchesca que dançamos
o quase esquecido Terol,
as tuas esporas luziam,
potentes e acompanhavam
com percussão o ritmo,
e eu também te seguia,
balanço de saia de prenda
faceira no salão também é poesia.
É noite de Lua Azul
no Sul do meu Sul,
serenamente aqui
na nossa bela Rodeio,
que encanta divinamente
o nosso amoroso peito.
Cercados pelo verdejante
Médio Vale do Itajaí
o qual pertencemos
sob a hemisférica bênção
e toda a Divina proteção
das noites das eternas luas:
o desejo vem se tornando
imparável e solene ritual.
Reconheço com os olhos
fechados que em nós existe
a rota típica dos apaixonados
em levitação consagrada
para alçar voo com destino
certo rumo ao amor de devoção.
Reconheço esse guerreiro como um Ninja da tradição Hosho Ryu Ninpo.
Em nossa família aprendeu a suportar o insuportável e defender com honra os valores humanos e morais.
É noite estrelada
na imensidão da
nossa Abya Yala,
para te relembrar
da reivindicação
marítima da Bolívia
pela saída soberana
via Oceano Pacífico:
não vou descansar.
Oh, céus! Dividiram
os nossos povos
por causa dessa
disputa marítima!
Não há como cruzar
os braços e com
isso se conformar,
é um direito que
uns deixaram de
fazer jus a História
eis me aqui para
não deixar olvidar.
Na nossa terra
de todos os amores,
paixões e traições,
dói no peito em
saber que há gente
que não consegue
compreender que
discordar nada
tem a ver
com conspirações.
Oh, céus! Separaram
bravos militares
do melhor da vida
por causa de intrigas!
Não sei nem mais
em qual língua falar
para ser entendida,
só sei que a nossa
gente precisa se socorrer,
e ser socorrida porque
não há mais tempo a perder.
A nossa Pátria
vem sendo
destruída,
desde o
dia que uma
estratégia
macabra
foi despejada.
Ela caiu na
boca do povo
que fez bem
o famoso
o refrão que
fez mal para
cada um
de nós
o engendrado
eco sinistro:
- Eu odeio
o Brasil!
Não paraste
para pensar
aonde está
a soberania
dos artigos,
parágrafos
e alíneas;
ela que
deveríamos
resguardar;
e entender
que urge
por nós
mesmos
respeitar.
A verdade é
que nunca
estiveram
do nosso
lado desde
a época que
ensinaram
comer
enlatado,
colocando
assim
o homem
do campo
enlutado,
e o lançando
a diáspora
sem ter
a chance
de para
as raízes
regressar.
O inferno particular e público dos nossos líderes só nos interessam quando impactam a nossa qualidade de vida. Não sejamos reprodutores de loucura política. Sem nossa a paz interior e sem harmonia social não iremos a lugar nenhum nessa vida.
A cultura, as datas cívicas e as emoções da nossa gente devem estar acima da política, porque a política passa e a sociedade fica.Medo e sensação de sobressalto não são sentimentos positivos a ser oferecidos por líderes reais, porque são sentimentos capazes de provocar estragos profundos no funcionamento social.
A nossa América do Sul cedo ou tarde
há de ressurgir plurinacional,
Passado o Dia
da Dignidade Nacional,
Ainda não se sabe a data,
a hora e quando
Virá a liberdade da tropa
e do General;
Padece enfermo
o Capitão-de-Navio,
Permanecem os mesmos erros,
(e tudo está do mesmo jeito).
Olhando firme para
o céu desta nossa
Pátria do Condor,
tenho notícias de gente
que por brutalidade todo
o dia está perdendo
o andor pelo uso
do silêncio como punhal,
se nenhuma diferença
dos carabineros que
atiraram com violência
um jovem da ponte
sobre o Rio Mapocho
e de tantos outros
que não têm tolerância
com o seu povo
faminto em protesto,
estamos todos numa
marcha incivilizatória
pelo jeito sem regresso.
Só sei de uma coisa:
(que se não houver reconciliação
e não nos dermos as mãos
todos nós afundaremos juntos).
Há mais de sete meses
não mais viram o General,
só se sabe que ele foi levado
de volta da prisão do hospital
para a prisão do quartel,
o silêncio sobre como ele
está persiste descomunal,
e há uma tropa em situação
muito ou bem quase igual.
Só sei de uma coisa:
(que se não houver reconciliação
e ninguém se ajudar
todos nós afundaremos juntos).
Relendo uma carta de amigo
para amigo que leva
a urgência de uma mensagem
em uma lauda falou bem
mais e melhor do que
os meus poemas falaram
o tempo todo sobre
a notória inocência
e a consciência do General:
(só não entendeu isso quem
não leu, quem fingiu que leu
ou por capricho não quer entender,
só sei que alguém tinha
que se dar a ousadia de dizer).
A espera valerá bem
mais do que imagino,
Quando chegar
a nossa primavera,
Será em ti que vou
me perder,
E isso fará todo o sentido.
As oligarquias viciaram a nossa gente odiar o nosso país e tornar a nossa convivência odiosa e medíocre para nos tornar mais suscetíveis a exploração e conflituosos. Não cedamos mais ao plano do Maligno. Está na hora de não mais aderir a esse jogo!
Elegância e romantismo fazem falta nos relacionamentos aqui no Brasil. A nossa cultura nacional atual também está deixando a desejar para estimular os casais a ser mais amorosos e se encantarem todos os dias.
Pelo amor que o céu
tem pela nossa união,
Pelo azul turquesa do mar
mais paradisíaco,
Jamais deixarei o orgulho
que sinto do nosso amor bonito.
Tenho as marcas
dos mil tropeços
da chancelaria:
O quê será
da nossa Pátria
América Latina
em meio ao prelúdio
deste fim do mundo?
Recordo a prisão
injusta do General
no meio de uma
de reunião pacífica
ocorrida no dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito.
Preciso te contar
que essa gente
golpista não para:
Arrancaram lá
do telhado a Wiphala.
Em meio a cinzas
australianas ainda
vejo as do meu país
misturadas no ar,
Como não posso
tanto falar sufoco
a mim mesma
nessas letras por
não acreditar que
algum dia irão parar.
Preciso te contar
que essa gente
golpista não para:
Fazendo esforços
para ver se a voz
da juventude se cala.
Em meio a golpes
e espalhadas
a miséria das
portas dos fundos,
Ninguém ouviu,
viu e todo mundo
aqui se cala:
a Laranjeira Nhanderu
teve a Casa de Reza
pelo terror atacada.
Em nosso confuso
continente cada
um tem a sua
parcela de culpa,
A nossa dívida
histórica é interna
com o nosso
povo originário,
Em um mês e meio
quatro guajajarás
foram assassinados,
Mas é o menos
urgente que ocupa
todos os espaços
no tumultuoso cenário
que tem origem
numa única corrente
que seduz o mercado,
Invade países com
a sua intriga foi
capaz de prender
um General
e uma tropa fazendo
outro massacre
só que silencioso,
Estão todos vivos
mas é como mortos
estivessem perto
de chegar este Natal.
Não me permito
voltar os olhos
para fora,
os massacres
em Sacaba e Senkata
não tiveram
a redentora justiça
como pronta resposta:
O atraso do tempo
pode conspirar
contra a verdade
e a cruel História,
Tal como
a irrazoabilidade
fazendo batida
fora de hora,
contra a lógica
e um constante
rasgo a Constituição.
E da mesma forma
pode ocorrer com
os desaparecidos
de Laguna Alalay
em Cochabamba
e tudo aquilo que
ocorreu por tantos
lugares e em El Alto,
Tomei gás
lacrimogêneo até
o meu último
poro não alcança,
e por nada arrastaram
a minha cara no asfalto.
Passei a semana
ouvindo as canções
para a nossa América,
E com a esperança
que mãos uruguaias
e mexicanas sejam
estendidas generosas
para o General
e a tropa que foram
presos injustamente
por quem ignora
o sublime ideal,
E uns acham que
não merecem
a justiça divina e a humana;
O General foi preso
há pouco mais de
um ano meio dentro
de um hotel onde
ocorreu uma
reunião pacífica,
Desde esse dia
treze de março
o tempo correu,
Só a justiça não
aprendeu a caminhar
E assim ele se
encontra sem
audiência preliminar.
E uns acham que
conhecem a história
e dela absolutamente nada sabem;
Agora, só se sabe
que no Hospitalito
de Fuerte Tiuna
ele se encontra,
Mas ninguém
tem conhecimento
de fato como ele
realmente está,
Só sei que não era
para ter chegado
a esse ponto,
A inocência dele
não é nenhum conto.
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