Nossa Amizade Nao Acabou
Quem é esse q povoa meus pensamentos, que se aproxima sem medo,
como criança q não tem nem idéia do perigo q está além.
Ainda não vejo seu rosto, mas tem feito bem
Tem sido brisa fresca num dia de calor
Tem sido edredon quentinho, na noite solitária
Juventude numa vida usada e desacreditada
Surgiu de repente, não sabia quem era.
Não quiz aceitar, mesmo assim aceitei, e
Com a alma aventureira, e a lingua sincera
Me encantou, me encanta. Cativa.
Quem é o palhacinho q faz rir no meu picadeiro,
Quem é o morceguinho q passa noite em claro,
E depois dorme o dia inteiro?
Um Quero-quero invadiu minha janela
E cantou a informação:
Menino, homem, gentil, desatrado.
É o Dan dan...
É Danado...
Danatto.
As coisas nunca acontece por acaso, mas pelas simples respostas pelas quais nós não sabemos a pergunta.
RECHEIO
O vazio ocupa o homem
Mais que a si mesmo.
Ele é a presença do nada
Por não ser que em si o tudo cabe
Por não ser que em si cabe o tudo.
O tudo completo, em forma de vida e vazio
A falta que é da própria vida.
Do homem que cabe e acolhe o invisível,
A alma se satisfaz disso...
Do homem, do que há nele e não existe
De recheio e do nada.
No entanto o homem não é o todo um nada
Que ocupa a vida, uma essência
E a falta, outra hóspede que o habita.
A descoberta da, mundo e do abandonado.
O homem é completo de vida, nada, vazio,
Vivíveis, fáceis convivas
E quando dorme, o homem e ocupa dos seus sonhos,
Sonhos que permeiam a vida, o vazio, o nada.
E se comunica, causando o caos, a tristeza,
O homem alegra-se com a vida, acordado.
Com o vazio entronizando,
Com o nada acostumado,
Com a vida que lhe deixa atormentado
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naeno*comreservas
PALMA DA MÃO
Eu não conheço a palma da minha mão.
Entre tantos cruzados de linhas,
E mais de um veio principal
Onde descambam as águas dos meus dias.
Não tenho noção do que seja a palma da minha mão,
Reconheço, e já é volumoso
As coisas que toco, a embaralhar meu destino.
Reconheço, quando a espalmo frente aos olhos,
Alguns poros suados, o anel centenário,
A cor, que coincide com a cor do meu corpo inteiro.
Na aventura a que me lancei,
Em me procurar e me achar,
Em algumas partes de mim deu pra ver
Outras nem que eu virasse o mundo o contrário
Daria para medir, saber, esboçar.
Alguém, como eu, desconhece, numa vista frontal
O seu crânio, seu cabelo, tal como tal, são?
Ou conhece seus buracos
Que só na cabeça contam-se sete,
Afora os outros por onde se mete
Nosso temor, dizer explorar.
E os seus encontros de mãos e pernas,
Como uma árvore, quem conhece?
O por trás todo, ninguém sabe o que é.
Sabemos dos outros, também minúcias,
Nada de definido se sabe
O que conhecemos de nós mesmos
Também os ouros conhecem,
E somos mais conhecidos por eles,
Do que por nós, da mesma forma inversa.
Se por fora de nós pouco sabemos,
Imagine um devaneio por dentro.
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