Nossa Amizade Nao Acabou

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ISSO NÃO TEM PREÇO NÃO


Lembro da casa de taipa,
do terreiro e do fogão;
da fumaça da lenha acesa,
do café no bule, então.
Era pouco na despensa,
mas sobrava coração.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


O cuscuz com manteiguinha,
a tapioca no fogão,
o leite ainda morninho,
tirado da vaca à mão;
quem provou esses sabores
guarda eterna gratidão.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Banho de chuva na rua,
mergulho limpo no ribeirão;
cada gota era brinquedo,
cada riso uma canção.
A natureza era mestra
da mais bela educação.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Pipa riscando o infinito,
bola de meia no chão,
pião rodando na areia,
bila na palma da mão.
A infância era rainha
sem conhecer ambição.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


A bênção aos mais antigos
era gesto de afeição;
o respeito era riqueza,
não pesava obrigação.
Hoje ainda vale ouro
quem cultiva essa lição.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


O vizinho era da casa,
compadre era um irmão;
bastava um aperto de mão
para selar obrigação.
A palavra tinha força
mais que firma em cartório, então.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


As férias na casa do tio,
rede armada no alpendre, então;
manga madura no pé,
açude cheio no verão.
Cada lembrança dessas
vive firme no coração.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Hoje mudou muita coisa,
veio a modernização;
tem progresso e tecnologia,
facilitando a missão.
Mas o abraço continua
sendo a melhor conexão.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Ainda existe quem conserve
a fé na oração,
o café servido à visita,
o sorriso e a gratidão.
Enquanto houver gente assim,
há esperança na nação.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Não condeno o tempo novo,
nem rejeito a inovação;
só não deixo que o dinheiro
compre minha tradição.
Há riquezas que o mercado
nunca vende em promoção.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Quem mede tudo em moedas
desconhece a verdadeira razão;
há tesouros invisíveis
guardados no coração.
São lembranças, fé e amizade,
a mais valiosa coleção.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.


Se um dia eu partir da vida
com pequena condição,
levarei a maior fortuna:
amor, paz e gratidão.
Pois quem viveu essas riquezas
jamais conheceu pobreza, não.


Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.

Enquanto houver inspiração a máquina não dominará a mente e o coração.

AVÔ, PAI, TIO E PADRINHO

Quando Deus manda uma criança
para este mundo chegar,
não lhe entrega só um berço,
nem somente um simples lar;
dá pessoas de confiança
para ensinar e amparar.

Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.

O avô planta a memória
com paciência e tradição;
conta histórias do passado,
fortalece o coração.
É raiz que nunca morre,
é exemplo e direção.

Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.

O pai ensina o caminho
do trabalho e do dever;
mostra que a honra é riqueza
que ninguém pode vender.
Seu abraço é fortaleza
para o filho florescer.

Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.

O tio chega sorridente,
companheiro da alegria;
é parceiro das aventuras,
da pescaria e da folia.
Sem deixar de dar conselho,
faz da infância poesia.

Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.

O padrinho faz promessa
diante do altar sagrado;
assume um compromisso
de seguir sempre ao seu lado.
Quando a vida traz espinhos,
é apoio abençoado.

Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.

Cada um tem sua missão,
cada qual seu próprio jeito;
um corrige com firmeza,
outro abraça com respeito.
Todos deixam na criança
um amor que bate no peito.

Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.

A bênção de cada um
vale mais que ouro e prata;
é riqueza que acompanha
desde a infância mais ingrata.
Quem recebe esse carinho
nunca vive vida exata.

Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.

Se o menino cai na estrada,
logo encontra uma das mãos;
uma levanta o seu corpo,
outra aquece o coração.
Assim cresce homem de bem,
cheio de fé e gratidão.

Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.

A criança bem cuidada
faz do mundo um bom lugar;
leva adiante os exemplos
que aprendeu no seu caminhar.
E um dia será também
quem vai ensinar e amar.

Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.

Que Deus guarde essas figuras
como joias do destino;
são colunas da família,
são faróis do nosso hino.
Onde vivem esses homens,
floresce o amor divino.

Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.

AMIGOS DAS ANTIGAS


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


No terreiro da infância,
Tudo era simplicidade;
Cada amigo era um irmão,
Criado na lealdade.
Não havia interesse,
Só carinho e amizade.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Era bola, era peteca,
Era pipa pelo céu;
Carrinho de rolimã,
Sonho doce feito mel.
Quem caía logo via
Outro amigo ser fiel.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Na tarefa da escola,
Sempre havia união;
Um emprestava o caderno,
Outro dava explicação.
Se um não sabia a resposta,
Todos davam solução.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Também tinha em casa o jeito
De ajudar sem reclamar;
Varria o terreiro cedo,
Ia a água buscar.
Terminada a obrigação,
Já corria pra brincar.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Nos passeios de domingo,
Cada riso era canção;
Piquenique lá na praia,
Com farofa e emoção.
O mar lavava os pés,
E a amizade o coração.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Vieram os quinze anos,
Festa, encanto e emoção;
Vestido rodando ao vento,
Brilhava o salão.
Os amigos celebravam
Mais um sonho em construção.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Depois veio a formatura,
Conquista de cada irmão;
Abraços, fotos e risos,
Misturados à emoção.
O futuro abria portas
Para uma nova estação.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Cinquenta anos passaram
Como um sopro pelo ar;
Mas as velhas brincadeiras
Ainda fazem gargalhar.
Quando a turma se reencontra,
A infância volta a morar.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Nem só de festa viveu
Nossa bonita jornada;
Também houve despedidas
Na estrada iluminada.
Alguns partiram primeiro,
Deixando a saudade guardada.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Cada nome é uma lembrança,
Cada riso uma oração;
Quem partiu vive na história,
Na memória e no coração.
A amizade vence o tempo
E também a separação.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Se existe riqueza eterna
Que dinheiro não comprou,
É o abraço de um amigo
Que o destino conservou.
Deus abençoe essa amizade
Que o tempo nunca apagou.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.

LEI DA NATUREZA


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


No princípio, o Deus da vida
Fez o mundo em perfeição;
Deu ao homem a missão
De guardar a criação.
À mulher deu companhia,
Amor, graça e comunhão.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


As Escrituras ensinam
Cada qual na sua função;
Autoridade não é força,
Nem domínio ou opressão.
É servir com humildade,
Com justiça e compaixão.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


O marido ama a esposa
Como Cristo amou a Igreja;
Protegendo com ternura,
Sem orgulho que a despreza.
Quem governa pelo amor
Nunca perde a natureza.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


Toda esposa tem seus sonhos,
Seus projetos e querer;
Merecendo ser ouvida
Em qualquer amanhecer.
Pois quem ama escuta antes
De falar ou decidir.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


A palavra é liberdade,
Não é carta de poder;
Cada escolha traz consigo
Consequência no viver.
Quando o casal anda unido,
Deus faz tudo florescer.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


O marido é responsável
Pela paz do seu lugar;
Se disser um "sim" consciente,
Ou um "não" para guardar,
Que o faça com sabedoria,
Sem jamais desrespeitar.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


Nem tirania do homem,
Nem orgulho da mulher;
Quando Cristo é o alicerce,
Cada um cumpre o dever.
Há respeito e harmonia
No caminho do viver.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


Assim segue a Lei Divina,
Fonte viva do Senhor:
Autoridade é serviço,
Sacrifício feito em amor.
Onde Deus governa o lar,
Reina a paz do Criador.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.

"A criança que brinca como adulto, perde a criança. O Adulto que não brinca como criança, perde ela também."

VIVER EM MUTAÇÃO


A vida é feito um rio,
Que não para de correr,
Vai mudando suas águas
Sem deixar de ser viver;
E o homem muda com o tempo,
Sem saber o que vai ser.


Ontem fui uma semente,
Hoje sou árvore a crescer,
Amanhã serei talvez
Outra forma de florescer;
Pois quem pensa que é o mesmo
Não conhece o próprio ser.


Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?


Cada dor deixa uma marca,
Cada amor traz transformação,
Cada queda nos ensina
A buscar nova direção;
E a vida vai esculpindo
Nosso ser e coração.


Muda o corpo, muda a mente,
Muda o jeito de pensar,
Muda o sonho, muda o medo,
Muda o jeito de sonhar;
E até aquilo que amamos
Pode um dia se transformar.


Há um Eu que vai partindo,
Sem fazer despedimento,
Outro Eu chega ligeiro,
Carregado de momento;
Somos obras inacabadas
Nas oficinas do tempo.


Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?


Não devemos ter receio
Da mudança natural,
Pois a vida é movimento,
Nunca fica sempre igual;
Até pedra vira areia
Sob a força temporal.


Quem aceita a mutação
Aprende a se reinventar,
Troca o medo pelo sonho,
Deixa a vida lhe ensinar;
Pois mudar não é perder-se,
É uma forma de encontrar.


Eu já fui tantos de mim,
Que nem posso enumerar;
Cada fase foi um passo
Que me fez aqui chegar.
E o futuro é uma pergunta
Que ainda vou responder.


Se amanhã nascer um homem
Diferente do que sou,
Não direi que perdi a vida,
Direi: a vida me mudou.
Pois enquanto houver caminho,
Meu destino não parou.


Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?


Assim sigo nesta estrada,
Entre o ontem e o depois,
Reinventando meus caminhos,
Descobrindo novos nós;
Sou mudança, sou memória,
Sou futuro dentro de nós.


E se alguém me perguntar
Quem sou eu neste momento,
Responderei simplesmente:
Sou mutação e movimento.
Um ser que nasce a cada dia
Das mudanças do tempo.

Nasci pobre, mas não vou morrer quebrado.

Cor de Marte


Há uma cor que não existe
nas paletas que conheço,
um vermelho antigo, quase secreto,
que parece guardar o avesso
de tudo aquilo que não confesso.


É a cor de Marte,
distante, silenciosa,
que atravessa milhões de quilômetros
sem jamais pedir passagem,
como uma lembrança teimosa
perdida na imensidão da paisagem.


Não é vermelho de rosas,
nem de fogo, nem de paixão.
É vermelho de poeira,
de tempo, de solidão,
de um planeta que aprendeu
a carregar cicatrizes
sem perder a própria direção.


Talvez por isso eu goste tanto dela.


Porque há beleza
naquilo que o tempo transforma,
naquilo que um dia foi diferente
e hoje carrega outra forma.


Marte não precisa ser azul
para ser bonito.
Não precisa de oceanos
para esconder seus abismos.
Basta existir,
vermelho e distante,
guardando em seu silêncio
mil histórias que ninguém ouviu.


E talvez seja essa
a verdadeira cor de Marte:


a cor de tudo aquilo
que sobreviveu ao tempo
e, mesmo depois de perder tanto,
ainda consegue iluminar o céu.


Uma cor que não pede para ser entendida.


Só para ser contemplada.

A crítica de quem não constrói nada não serve de fundação para o seu império.

A mentalidade trilionária não pede permissão aos que vivem na escassez.

Aqueles que não enxergam a escala apenas enxergam com os olhos, não com a visão.

Não reduza seu projeto para caber na compreensão dos outros.

Não se discute o futuro com quem se apega às regras do passado.

O mundo é transformado por quem ignora o "não" dos limitados.

A opinião dos acomodados não altera o valor do seu propósito.

Não espere validação de quem mede o mundo por trocados.

A riqueza real não divide um bolo existente; ela constrói novas matrizes.

A escassez é uma ilusão criada por quem não aprendeu a multiplicar.

Pensar em trilhões não é sobre acúmulo, é sobre o tamanho da solução.