Nos somos do Tecido que Sao Feitos nossos Sonhos

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⁠Se refletirmos sobre como a miséria e os infortúnios são geralmente necessários para a nossa libertação, reconheceremos que deveríamos invejar menos a felicidade do que a desgraça dos nossos semelhantes.

Arthur Schopenhauer
As dores do mundo. São Paulo: Edipro, 2019.

Filhos atrapalham, custam caro, duram muito tempo e são sólidos demais, diria o sociólogo Bauman no século XX.

Luiz Felipe Pondé
Da alma e dos ossos: aforismos de crítica cultural: uma ciência melancólica. Rio de Janeiro: Edições 70, 2025.
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Pai e mãe são tudo, tudo mesmo, algo estratosférico, mais importantes do que qualquer estilo de vida.

Em matéria de profetas, é melhor seguir os que foram atropelados pela vida e sobreviveram. São os únicos que têm alguma coisa para ensinar.

Em 37 anos de convívio com usuários de crack nas cadeias de São Paulo, aprendi que é mais difícil largar o cigarro do que o crack.

Drauzio Varella
O Supremo e os aditivos no cigarro. Folha de S.Paulo, 5 nov. 2025.

Regimes autoritários, ao contrário do que pensam os seus nostálgicos, não são exemplos de ordem ou segurança. Pelo contrário: são estados de caos e arbitrariedade, onde a lei não tem vez e os predadores andam soltos.

Meus amigos são assim: desbocados e inconvenientes. Talvez seja por isso que eu goste tanto deles.

De um modo geral os russos são um povo de vista ampla, como sua terra, com uma extrema inclinação para o fantástico, para o desordenado.

Nem a memória individual nem a memória coletiva são fotografias do que realmente aconteceu. São reconstruções.

Quando todos os que são suscetíveis de reconhecer determinado indivíduo estão longe, tudo se torna possível.

⁠Quando todos são militares, o crime é não matar se a ordem assim o exigir.

⁠Os valores morais são uma ficção.

Sorte, Azar e Inteligência: Uma Interpretação Relacional dos Eventos

Sorte e azar são conceitos profundamente enraizados na experiência humana. No senso comum, costumam ser tratados como propriedades inerentes aos acontecimentos: ganhar um prêmio seria “sorte”; sofrer uma perda inesperada seria “azar”. Contudo, sob análise mais rigorosa, esses termos não descrevem características objetivas dos eventos, mas sim avaliações feitas por um observador situado em determinado contexto. Um evento não é, em si mesmo, favorável ou desfavorável; ele se torna assim na medida em que se relaciona com expectativas, interesses e condições específicas de quem o vivencia.

Se definirmos sorte como um evento que favorece expectativas e azar como um evento que as contraria, então ambos são necessariamente relativos. O mesmo acontecimento pode ser considerado sorte para um indivíduo e azar para outro. Mais ainda: pode mudar de valência para o mesmo observador em momentos distintos da sua trajetória. Um fracasso imediato pode revelar-se condição necessária para um sucesso futuro; uma conquista pode gerar consequências inesperadamente negativas. A avaliação depende da posição temporal, psicológica e circunstancial do observador.

Nessa perspectiva, sorte e azar não são propriedades ontológicas do mundo, mas categorias interpretativas. O mundo apresenta eventos — muitos deles de natureza aleatória ou imprevisível — e o observador atribui valor a esses eventos conforme seus objetivos e estado atual. Assim, a aleatoriedade pertence ao domínio dos acontecimentos; sorte e azar pertencem ao domínio da interpretação.

Se deslocarmos essa discussão para a biologia, encontramos um paralelo interessante. Organismos vivos, ao longo da evolução, não controlam a ocorrência de eventos aleatórios, mas podem desenvolver mecanismos que aumentem sua probabilidade de sobrevivência e reprodução diante deles. Em termos funcionais, perpetua-se aquele organismo que consegue maximizar os efeitos favoráveis das circunstâncias e minimizar os desfavoráveis. Essa maximização e minimização não são necessariamente conscientes; podem estar inscritas em adaptações fisiológicas, comportamentais ou cognitivas moldadas pela seleção natural.

Nesse sentido, a inteligência — especialmente em formas de vida dotadas de cognição complexa — pode ser entendida como uma amplificação desse princípio. Uma vida dita inteligente não elimina o acaso, mas aprende a lidar com ele. Ao reconhecer padrões, antecipar riscos, acumular memória e projetar cenários, ela transforma a relação com o imprevisível. Quando um evento considerado “sorte” ocorre, a inteligência procura potencializá-lo: consolida ganhos, explora oportunidades, cria novas possibilidades. Quando ocorre um evento percebido como “azar”, busca mitigar seus efeitos: adapta-se, reorganiza estratégias, aprende com o erro.

A inteligência, portanto, não consiste em controlar o aleatório, mas em administrar suas consequências. Trata-se de um sistema de processamento de informação que reduz vulnerabilidades e amplia oportunidades dentro de um ambiente incerto. Quanto mais eficaz for essa gestão, maior a probabilidade de continuidade e expansão da vida que a exerce.

Em última análise, a distinção entre sorte e azar revela menos sobre o mundo e mais sobre a estrutura do observador. Eventos acontecem; sistemas vivos os interpretam e respondem. A vida que persiste é aquela que transforma contingência em vantagem relativa. Assim, inteligência pode ser compreendida como a capacidade de converter o acaso em aprendizado e o aprendizado em estratégia — uma dinâmica contínua de maximização do favorável e minimização do desfavorável em um universo essencialmente indiferente.

0319 "Alguns são assim e Eu não minto... Ontem me ligou aquele 'Amigão' que eu não via há anos. Claro que ele está precisando de favorzinho meu. Por que mais ligaria?"

0326 "Há momentos em que a concorrência entre Céu e Inferno parece ainda maior: são as Tentações, que devem ter sido aprimoradas!"

0333 "Tem sido comum na Política (e também fora dela): Fanfarrões e Apoiadores são presença regular. Fanfarrões e Fãs de Fanfarrões envergonham eles mesmos e respectivas famílias!"

0377 "Pensando sobre fatos: São analfabetos os que dizem que (todas) as imagens valem mais do que mil palavras? São?"

0392 "Para Alguns... Redes Sociais são como com casa propria, telefone celular e carro do ano: quem não tem está doidinho pra ter."

1380 "Também no próximo Carnaval quero ver os que são contra a Festa do Momo ficarem chovendo no molhado, enquanto a Festa e a Alegria seguem, coitados!"

0423 "Meus textos, aqui e, em geral na Internet, são textos curtos. Não uso textões, mesmo assim procuro ser Eloquente!"