Nos somos do Tecido que Sao Feitos nossos Sonhos
No submundo da polarização, só sobem ao pódio duas imprensas: as que retroalimentam nossos vieses e as que ostentam a própria parcialidade.
Elas sempre foram opinativas e parciais; com o surgimento das redes sociais e a fragmentação do cenário midiático, elas apenas se reinventaram.
Algumas tentam manter a sutileza, confiando na distração — ou na confusão — dos que se perdem na enxurrada simultânea de informações.
Resta-nos perceber que o acesso às notícias nuas e cruas deixou de ser direito universal, para se tornar privilégio dos que investigam.
O mau-caratismo dos nossos parlamentares-influencers é tamanho que já nem se constrangem em tentar confundir ainda mais a boa e caprichosa parcela de confusos que os sustentam.
Temem reformar ou criar leis para não serem alcançados por elas.
E, nesse medo, moldam discursos, distorcem fatos e vendem narrativas como quem vende alívio imediato — ainda que o preço seja a lucidez coletiva.
Se algo cobra proteção, certamente está sendo agredido.
Não há urgência sem ferida, não há clamor sem dor.
A necessidade de amparo denuncia, por si só, a existência de um desequilíbrio que alguém insiste em ignorar — ou pior, em manter.
O absurdo é ter que criminalizar algo que nem era para existir.
É reconhecer, em forma de lei, a falha ética que já deveria ter sido superada pela consciência.
Quando o óbvio precisa virar norma, é porque o básico deixou de ser princípio.
E talvez o mais perigoso disso tudo já não seja a ação dos que distorcem, mas a passividade dos que, confusos, já não conseguem distinguir proteção de privilégio, justiça de conveniência, liberdade de expressão de discurso de ódio e verdade de espetáculo.
Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.
Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele.
Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial.
Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.
A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções.
Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir.
E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.
E os jogadores?
Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis.
Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado.
Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar.
Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.
No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente.
Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos.
E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.
Por mais absurdo que possa parecer, a mídia também dá palco aos que não confirmam nossos vieses — sobretudo àqueles que a demonizam.
Precisamos entender que ela se alimenta de ruídos.
E talvez seja justamente aí que reside o desconforto mais profundo: na constatação de que o barulho não é um acidente, mas um combustível.
Aquilo que nos irrita, que contraria nossas certezas ou que parece flagrantemente equivocado não apenas ocupa espaço — muitas vezes é alçado ao centro do palco.
Não necessariamente por compromisso com a verdade, mas pela força gravitacional do conflito.
Há, nesse jogo, uma espécie de pacto silencioso entre emissor e receptor.
De um lado, a mídia que amplifica vozes dissonantes, polêmicas e até contraditórias.
Do outro lado, nós, que reagimos — com indignação, aplauso ou desprezo — mas, ainda assim, conscientes ou não, reagimos.
E cada reação, por mais crítica que seja, retroalimenta o ciclo.
O ruído se transforma em relevância, e a relevância em permanência.
Isso não significa, porém, que estejamos diante de uma conspiração unidirecional.
É muito mais incômodo do que isso: trata-se de um ecossistema onde interesses comerciais, algoritmos e comportamentos humanos se entrelaçam.
A mídia expõe, mas também responde.
Ela não apenas molda o debate — ela o segue, o mede e o reproduz conforme sua capacidade de engajamento.
O verdadeiro risco talvez não esteja em dar voz ao contraditório, mas em reduzir o contraditório a espetáculo.
Quando ideias deixam de ser confrontadas com profundidade e passam a ser apenas exibidas como faíscas de atrito, perde-se o sentido do diálogo.
O ruído substitui o argumento, e o impacto substitui a reflexão.
Diante disso, a responsabilidade não pode ser terceirizada.
Consumir informação exige muito mais do que concordar ou discordar — exige discernir.
Nem todo palco é um endosso, mas toda audiência é uma escolha.
E, no fim, talvez a pergunta mais honesta não seja por que a mídia amplifica o ruído, mas por que nós insistimos em escutá-lo como se fosse melódico.
Desde que a CBF passou a pensar com os pés, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a alma, nem a cabeça.
E isso é tão provocativo quanto uma bicuda do meio de campo, mas toda provocação nasce da inquietação diante de uma realidade que insiste em se repetir.
O futebol brasileiro, que durante décadas encantou o mundo pela criatividade, pela inteligência e pela irreverência, parece ter trocado a ousadia pela burocracia, a inspiração pela previsibilidade e a identidade pela conveniência.
O futebol nunca foi só um mero esporte para o Brasil.
Sempre foi uma manifestação cultural, uma linguagem natural.
Cada drible era um ato de liberdade, cada passe revelava inteligência, cada gol carregava a alegria e a esperança de um povo que transformava dificuldades em espetáculo.
Mas, em algum momento, essa essência começou a flertar com agendas ocultas pelos corredores do poder.
Quando quem dirige o futebol demonstra falta de visão, planejamento e compromisso com um projeto de longo prazo, essa pobreza de ideias inevitavelmente chega ao gramado.
Jogadores passam a executar mais do que criar, obedecer mais do que interpretar o jogo.
O improviso deixa de ser virtude para se tornar risco, e o medo de errar sufoca a coragem de tentar.
Os pés, antes instrumentos da genialidade, tornaram-se mecânicos.
A cabeça, que fazia do improviso uma estratégia, passou a seguir fórmulas prontas.
E a alma — aquela chama que transformava partidas comuns em momentos inesquecíveis — parece ter sido deixada para trás, substituída por um futebol eficiente apenas na aparência, mas incapaz de emocionar.
Não faltam talentos ao Brasil.
O que falta é uma direção capaz de compreender que o futebol não se resume a números, esquemas táticos ou interesses meramente políticos.
Grandes jogadores precisam de um ambiente que estimule a inteligência, preserve a criatividade e respeite a personalidade de quem entra em campo.
Afinal, o futebol sempre exigiu pés habilidosos, mas jamais dispensou uma cabeça pensante e uma alma apaixonada.
Perder faz parte do jogo.
O que não pode fazer parte da nossa história é perder a identidade.
Porque títulos podem voltar, como tantas vezes voltaram.
O que será muito mais difícil recuperar é aquilo que fez o mundo olhar para o futebol brasileiro com admiração: a capacidade de jogar com alegria, pensar com inteligência e competir com coragem.
Enquanto a gestão continuar tropeçando nas próprias escolhas, continuaremos produzindo um grande paradoxo: um país que revela alguns dos maiores talentos do planeta, mas que insiste em desperdiçá-los por falta de direção.
E talvez seja esse o retrato mais triste do nosso futebol: não a ausência de craques, mas a escassez de ideias.
Porque, no fim das contas, quando quem deveria pensar passa a fazê-lo com os pés, sobra aos que jogam apenas correr.
E um futebol que deixa de usar os pés com arte, a cabeça com inteligência e a alma com paixão pode até vencer de vez em quando, mas jamais voltará a nos encantar como antes.
O amor é uma forma de traduzir o código de nossos pensamentos,nem todos podem decifrar os códigos do amor,requer uma senha que está guardada no coração ,quando voce dispõe da sua senha a alguém,pode ser bem ou mal usado,as consequências da confiança muitas vezes sao amargas
.. A gente se entende,
mesmo com as nossas diferenças, com nossos desentendimentos, mas a gente se entende..
[Desatar]
Entre nós e cordões,
não umbilicais,
limitamos nossos passos,
sendo preciso desatar.
Às vezes somos a corda,
às vezes somos a prova,
de que laços devem ser desatados,
desamarrados, para continuar.
Expandir o pensamento,
não somente olhar no espelho,
sorrir além do aparelho
de TV no móvel da sala.
Rescindir velhas manias,
quebrar antigas oligarquias,
elucidar preceitos de outrora,
mover-se mundo a fora.
Desprender-se é a solução,
pra quem deseja o infinito,
e por mais que seja mito,
não nos faz desmanchar.
Acreditar é o caminho,
seguir parábolas em pergaminho,
Andorinha voa longe quando sai do ninho,
sendo preciso desatar.
Soltar-se ao vento,
flutuar com o tempo
para não sofrer com secas e temporais.
Ainda que perecíveis à vida
não guarde rancor, cure suas feridas.
Onde estás agora não há volta, somente ida,
por isso, às vezes é preciso desatar.
No amor o outro é sempre o protagonista, mas na paixão o outro sempre será o coadjuvante dos nossos desejos!
Pois é
É aqui
Que nossos destinos se separam
Não preciso estar com você e mesmo assim me sentir sozinha
Meu coração precisa descansar
Repor as energias
Ele já esta cansado de bater
Tem que pulsar
Suavemente
"O sol saiu deixando o domingo belo como os nossos desejos neste dia. Que os seus sejam alcançados e se não os forem, não tem problema, amanhã também é domingo."
Cego
O olhar não pensa,
Mas com um olhar, nossos pensamentos voam.
O olhar não voa,
Mas com um olhar, voamos na imaginação.
O olhar não imagina,
Mas com um olhar, aja imaginação.
O olhar não acaricia,
Mas através de um olhar, temos a sensação de ter tudo em nossas mãos.
O olhar não tem orgasmos,
Mas sente muito prazer em te ver.
O olhar não cura doenças,
Mas adora te ver com saúde.
O olhar não é dentista,
Mas faz tudo para ver seu lindo sorriso.
O olhar não é detetive,
Mas te acha onde você estiver.
O olhar não é relógio,
Mas como o tempo passa quando está te olhando.
O olhar não ouve,
Mas quando te vê só escuta o silencio de sua voz.
O olhar não é imã.
Mas se sente atraído por você.
Olhar não fala,
Mas às vezes, um olhar é tudo que temos a dizer.
Viu?
Todos nos Vivemos incansavelmente em busca da pessoa com quem vamos dividir nossos dias, nossos sonhos e nossos momentos. E nestas buscas as vezes passamos por momentos de alegria, amor e decepções....
(...) Em nossos momentos mais tristes a verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família, entre a benção do lar, obrigado senhor pela gloria de minha família, pelas conquistas atingidas por mais simples que sejam e pela força e saúde que me da para levar sempre apos uma queda, por mais alta que seja.
Hoje a noite tem lua cheia, o que me faz lembrar você.
Me faz lembrar de todos os nossos planos, sonhos, desejos, fantasias. E me faz pensar que, mesmo estando longe, você ainda está aqui. é, aqui, dentro de mim.
Que os nossos pés tomem o mesmo caminho. Que a nossa vida tome o mesmo rumo. Que os ventos nos unam a cada fim de tarde, e a cada amanhecer.
Imersos em nossos infinitos
Nesta pangeia, num plural
Arquitetamos nossas móveis
Desenhamos os objetos que decoram
Fazemos a sala, a rua, a visão
A janela aberta, a porta fechada
Ruas, praças, discos na parede
Violão a mão, Swift ou Radiohead
Mudamos móveis, um designer
Construtor, a gênese de nosso mundo
Quando aparece um hóspede,
O aposento está ali
Faça o check in, pose aqui
Durma, me conheça.
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