Nos Conhecemos a Tao pouco Tempo
Um caminho com
Louros Pardos floridos,
O teu coração o tempo
todo transbordando de amor,
Com você irei não
importa para onde for,
Desde que não falte
amor e o bom humor.
No horizonte vejo
o tempo fechado
e a chuva molhando
as Perobas-Rosas,
E como a Poetisa
de preces amorosas
vou entregando
o meu coração-poema
mesmo que você não veja.
O teu aroma de amor
vem pairando no peito,
As Perobas do Campo
saúdam gentis o tempo,
Chovendo tanto a poesia
regente tem sido o privilégio,
Com ela não há contratempo
quando se sabe o destino certo.
No tempo do florescimento
das Paineiras Rosas,
Irá florescer o seu sentimento
de doce paragem amorosa,
no teu peito terei acolhimento,
nos aceitarei com fé absoluta
e sem nenhum questionamento.
O Angoéra anda
lado a lado comigo,
o tempo todo me alegra,
sempre me rege, protege,
e jamais permite
que o desânimo domine
e a tristeza permaneça
guiando o meu caminho.
Ninguém está certo o tempo todo, ninguém sabe tudo o tempo todo e ninguém controla tudo o tempo todo, mas podemos errar ou acertar em paz.
As flores do tempo
se vestiram de cinza,
O Pico do Montanhão
presta a honraria,
A noite repousa sob
o Médio Vale do Itajaí,
O desejo e a utopia
caminham por aqui.
O Antúrio no caminho
acena com sutileza
o poema em cadência
num tempo que pede
cultivar tudo com clareza.
Dar "a César o quê é César"
sem nunca perder a gentileza
é a urgência sempre que
teus olhos forem cobertos,
teus ouvidos confundidos
e teus pensamentos dispersos.
(Agarra-te a tua História,
não renuncia por nada a tua memória,
se permita quantas vezes for
necessária a trégua respiratória).
Voando contra os ventos
fugindo do mau tempo,
não desisto de ser arauto
porque sei o quê procuro.
Onde tudo coopera para que
percamos a nossa essência,
a minh'alma de Jandaia
cultiva sempre o melhor
com toda a persistência.
Sementes de delicadezas
e castanhas das ideias
para serem abertas
por todos a qualquer hora.
Urge nos concentrar naquilo
que direto do pé frutifica
poesia para que a harmonia
se torne a inequívoca Soberania.
Fui ver ser os frutos
do Mutambo
já amadureceram,
esperando sem
contar o tempo
e escrevendo
o inevitável e a poesia
com os olhos voltados
para o destino e o infinito.
A neblina brinda a Gurucaia
e a minha poesia brinca
ligeirinho o tempo todo
com você que de longe percebi
que não parou de pensar em mim:
Você quer estar comigo aqui,
eu quero sobretudo estar em ti
e fixarmos morada sem nós
onde só o amor será a única foz.
Se sou escritora, poetisa ou as duas coisas ao mesmo tempo, eu realmente não sei; só sei que escrevo porque escrevo, e no final da onda quem irá decidir se sou ou não, serão vocês.
O Caburé-Miudinho
observa o tempo,
Versejo com carinho
para ser absoluta
no teu destino
e para que seja comigo
docemente atrevido.
A Borboleta Seda-Azul
do Céu do meu Sul
se deixou iluminar pelo Sol,
E você querendo
o tempo todo saber
como chegar perto
e me ofertar o seu
borboletário vivaz e poético.
Piavuçu cruzando
a queda d'água,
A poesia remando
no tempo,
Poetisa de remanso
que pelo amor vive
o tempo todo esperando.
O Rabo-branco-cinamôneo
foi ao encontro do Sol,
O poema é o fenômeno
do tempo que não se detém,
Ninguém é o tempo todo refém.
Uma identidade cultural
é construída ao longo
do tempo com a soma
de erros e acertos dialogando
com a História, com o lendário,
com tudo aquilo que pode vir
a ser por cada um descoberto
e saudando até o Quero-quero.
A Cultura de um povo
deveria ser tratada como sagrada,
e não ser tergiversada
para a finalidade de dominação,
tentar diminuir ou tirar a Cultura
de um povo é deixar ele sem chão,
é furtar o brilho dos olhos,
a ternura do coração e tirar
a esperança perene de construção.
O gaúcho desde o mais pequeno rincão conhece as suas
histórias farroupilhas,
conta os butiás que caem do bolso,
sabe da lenda amorosa de como
nasceu o primeiro gaúcho,
canta e dança para honrar a tradição
e não será ninguém que vai ditar
como o gaúcho deve celebrar ou não.
O teu desejo por
muito tempo
não vai resistir,
Teu peito intenso
está a queimar,
O meu veneno
é alucinante,
Sou coral-de-fogo
a te capturar,
As tuas defesas
vou incendiar,
No meu recife
você vai habitar.
Quando a Bracatinga
chora é quando
o tempo muda,
Para quem sabe ler
é a própria poesia
que comunica profunda.
No Sul de Granada
em Petit Martinique
ler no tempo que passa
a inspiração intrincada.
Nos braços da paixão
pôr a alma à disposição
para virar embarcação
pelo Caribe profundo.
Pelo azul das duas
Antilhas deixar-me ir
com a leveza fruir.
Sem pedir ou esperar
de outrem por saber
bem o quê levo em mim.
A algazarra das araras
na memória do nome do rio
nem mesmo o tempo
apagou como foi escrito.
Os tempos mudaram
e ainda insisto na recusa
pela última dança
nas correntezas do destino:
O quê falaram ou faltaram
está ali tudo o quê pode ser visto.
A ginga que levou continua
a mesma de barco de pesca
que dança no rio ou no mar,
Por isso vou por onde desemboca,
encontra e naquilo que toca
e a esperança ninguém sufoca
e tem a grandeza do Atlântico Sul:
(Carrego o quê há ora verde e ora azul
do Rio Araranguá do Extremo Sul).
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