Ninguem se Encontra por Acaso
Quando vir a esplender,
A florada da Bay Rum,
Ninguém haverá de nos deter,
Nós dois seremos um.
O dia em que o Rio Ortoire
Dançar no ritmo de Calypso,
O destino por nós dois será
Escrito por cada passo dado.
Totais em Trinidad e Tobago,
De um jeito jamais visto,
O amor será consagrado
E terá valido a pena ter vivido.
Mantenha-se alerta!
O pensamento forte
é pior que o vodu;
Deus é grande,
ninguém o derrubará,
nem por um instante.
A poesia é a pipa invisível.
Ninguém captura a poesia.
A poesia é a pipa invencível.
A poesia ninguém captura.
Boa tarde
Faça a sua boa tarde:
a paz e o amor mesmo
que ninguém fale,
cultive-as com afeto
em silêncio ao seu favor.
11/02
Tenha orgulho das pequenas
coisas que você faz
para nunca ninguém
te diminuir e roubar a sua paz.
Ninguém mais sabe como
E para onde foi Lorent Saleh,
Ninguém mais ouviu sequer
Falar em devido processo legal,
Ninguém mais sabe de nada
E nem dos direitos do General.
Ninguém sequer mais sonha,
Ninguém sequer está dormindo,
Ninguém sequer mais se fala,
Ninguém está sequer cantando,
Ninguém está se alimentando,
Ninguém está mais sorrindo.
Ninguém sabe que a vergonha
Tem mais de um endereço certo,
E que vai além do Helicóide;
Envio esse poema como o céu
Envia para a Terra um OVNI
Para quem os maltrata à toa.
Ninguém resolve mais nada,
Ninguém mais sabe da tropa,
Ninguém possui mais fé,
Ninguém procura mais a saída,
Ninguém está contente com tudo,
Ninguém imagina uma alternativa.
De ninguém para ninguém
É assim que também me sinto,
Porque ninguém está me ouvindo;
Que ninguém se sinta ofendido,
Pois é assim que um povo se sente
Quando não tem mais governo,
E nenhum apoio: NINGUÉM.
Não compare o seu capítulo um com o capítulo vinte de ninguém. A sua única missão é ser melhor do que a pessoa que você foi ontem.
Eu não preciso convencer ninguém de que sou uma pessoa boa.
Prefiro que minhas atitudes falem por mim.
Sei que nem sempre vou agradar a todos, porque ser uma pessoa de bom coração não significa aceitar tudo, concordar com tudo ou permitir que ultrapassem meus limites. Também erro, tenho defeitos e estou longe de ser perfeito.
Mas procuro agir com respeito, honestidade e consideração, mesmo quando ninguém está olhando.
Aprendi que fazer o bem não é sobre receber reconhecimento.
É sobre ter consciência tranquila, tratar as pessoas com dignidade e não precisar diminuir ninguém para se sentir maior.
Quem realmente me conhece sabe quem eu sou.
E quem ainda não conhece, não tem problema o tempo e as atitudes sempre acabam mostrando a verdade.
No fim, prefiro ser lembrado pelo bem que fiz, pela forma como tratei as pessoas e pela paz que deixei por onde passei, e não pelo que disseram sobre mim.
A vida é um amontoado de despedidas, onde ninguém sabe qual é a derradeira.
A vida, em essência, é uma sucessão de chegadas e partidas.
Um amontoado de despedidas silenciosas que se acumulam, quase sempre sem aviso.
Nunca sabemos qual abraço será o último, qual conversa não se repetirá, nem qual olhar se prenderá eternamente na memória.
Talvez seja justamente essa incerteza que valorize o instante — a consciência de que ele é frágil, transitório, irrepetível.
Por isso, a vida nos convida a viver cada encontro com reverência, cada presença com gratidão e cada despedida com a delicadeza de quem entende que até a separação faz parte do milagre de existir.
No fim, não é a derradeira despedida que mais importa, mas sim a intensidade dos encontros que a antecedem.
Sem naufragar no abismo das próprias misérias, ninguém conseguiria comemorar o infortúnio de alguém.
Mas, se parar para pensar, essa comemoração revela mais sobre o vazio de quem celebra do que sobre o destino de quem caiu.
É como se a dor alheia funcionasse como anestesia momentânea para a própria carência.
No entanto, a alegria construída sobre a queda do outro é sempre frágil: dura pouco, envenena devagar e nunca preenche.
A verdadeira libertação não está em aplaudir a ruína do outro, mas em resistir ao impulso de medir a própria vida pela infelicidade alheia.
Quase todo mundo lendo — quase ninguém interpretando. Seria um começo admirável, se o fim não negasse os meios.
Talvez acreditar que mais ninguém esteja Ferido — seja só outra forma medonha de Ferir.
Porque a dor, quando não ouvida, vira eco.
E quando presumimos que o mundo está inteiro, deixamos de perceber os cacos que alguém tenta segurar com as próprias mãos.
A verdade é que ninguém sai ileso da travessia — enquanto uns sangram por dentro, outros tentam esconder os cortes com sorrisos.
Estamos quase todos lutando com dores, dificuldades e problemas…
Ainda que diferentes.
Mas ignorar o sofrimento alheio é como esbarrar em uma ferida aberta fingindo ser só o vento.
Empatia não é diagnóstico — é presença.
É a coragem de admitir que talvez o outro também esteja lutando uma guerra que não machuca e apavora somente você.
E que às vezes, só de reconhecer a batalha, já deixamos de ser um potencial inimigo sem perceber.
Se não soubermos enxergar a dor do outro, a nossa também ficará sem testemunha.
E nada fere ainda mais do que sofrer sozinho num mundo que insiste em parecer inteiro.
A vulnerabilidade compartilhada e o reconhecimento mútuo do sofrimento são, talvez, os caminhos mais curtos para nos sentirmos menos frágeis em um mundo tão quebrado.
Em meio a tantas dores, dificuldades e problemas, quem presume não tê-los — ou imagina que o resto do mundo segue ileso — acaba sendo, sem perceber, a parte mais perigosa deles.
