Ninguem se Encontra por Acaso
... dizem
os 'deuses da razão'
que ninguém passará ileso
pelavida - todos sujeitos aos riscos
earranhões do destino - embora,sob
oamoroso amparo do tempo como
fiel condutor e mestre que, de
modo algum, nos deixará
sozinhos!
... em valores
de família ninguém mexe,
sentencia o 'Ideário Cristão' - por
mais que ideologias infundadas
e sua casta moralmente
inculta articulem
fragilizá-los!
Fiz a mala e parti com todos os meus sonhos de outrora não vejo ninguém na estação de trem apenas um relógio embaçado que minha alma não consegue definir a hora.
MISTÉRIO EM OFFLINE
Coleciono fragmentos do que ninguém vê
— assim como você.
Sou alma antiga reconstruindo versos em novos capítulos,
onde o mistério habita em offline para dar vazão às letras.
Elas se esbarram e se confundem no infinito;
tímidas, mas ao saírem do casulo, de mãos dadas,
dão pulos de alegria ao formatarem mais uma poesia.
Lu Lena / 2026
Nunca dependa de ninguém. Lembre-se sempre: você nasceu sozinho e morrerá só. Portanto, a única pessoa que precisa de você é você mesmo — e Deus.
Respire fundo, olhe para o céu e diga:
— Mostre-me o caminho, Pai!
Lu Lena / 2026
Coração não tem gaveta,
mas vive guardando o que não cabe…
e transbordando quando ninguém vê.
Marcilene Dumont
A lágrima é chuva particular:
quando cai, ninguém vê o céu nublado…
mas por dentro já trovejou faz tempo.
Ninguém me ensinou a viver,
não veio guia, nem roteiro,
nem um mapa dizendo
onde eu deveria pisar.
Helaine Machado
Mulher de 50
Ser mulher de 50 é carregar no olhar a história que ninguém vê por completo.
É ter cicatrizes que já não doem, mas ensinam.
É entender que o tempo não levou a beleza — apenas a transformou em presença.
Ser mulher de 50 é não pedir mais permissão.
É escolher ficar, partir, amar… ou simplesmente se bastar.
É silenciar o mundo quando a alma pede paz.
É olhar no espelho e reconhecer não só o rosto,
mas a coragem de quem sobreviveu a si mesma.
E, mesmo depois de tudo, ainda floresce.
Ser mulher de 50…
é não ter pressa de nada,
porque finalmente aprendeu o valor de si.
Helaine Machado
Coisas de Mãe, Jeito de Mulher
Helaine Machado
Mãe é detalhe que ninguém vê,
mas sustenta tudo sem aparecer.
É mão que guia, é voz que acalma,
é colo que cura rachadura da alma.
Tem cheiro de casa, gosto de cuidado,
olhar atento mesmo estando cansado.
É pressa por dentro e calma por fora,
é quem se doa inteira… toda hora.
Coisas de mãe são feitas de silêncio:
um “vai dar certo” em meio ao sofrimento,
um joelho no chão quando ninguém vê,
conversando com Deus por você.
E ainda assim, é mulher — inteira, viva,
com sua dor que quase ninguém cativa.
Guarda vontades, adia desejos,
mas nunca economiza nos abraços e beijos.
Se reinventa em cada fase da vida,
mesmo quando se sente perdida.
Porque dentro dela existe um poder
que só quem é mãe consegue entender.
É raiz profunda, é vento leve,
é quem nunca solta, mas também não prende.
É amor que ensina, corrige e acolhe…
é mãe sendo mulher,
e mulher sendo forte.
Helaine Machado
A vida é um amontoado de despedidas, onde ninguém sabe qual é a derradeira.
A vida, em essência, é uma sucessão de chegadas e partidas.
Um amontoado de despedidas silenciosas que se acumulam, quase sempre sem aviso.
Nunca sabemos qual abraço será o último, qual conversa não se repetirá, nem qual olhar se prenderá eternamente na memória.
Talvez seja justamente essa incerteza que valorize o instante — a consciência de que ele é frágil, transitório, irrepetível.
Por isso, a vida nos convida a viver cada encontro com reverência, cada presença com gratidão e cada despedida com a delicadeza de quem entende que até a separação faz parte do milagre de existir.
No fim, não é a derradeira despedida que mais importa, mas sim a intensidade dos encontros que a antecedem.
Sem naufragar no abismo das próprias misérias, ninguém conseguiria comemorar o infortúnio de alguém.
Mas, se parar para pensar, essa comemoração revela mais sobre o vazio de quem celebra do que sobre o destino de quem caiu.
É como se a dor alheia funcionasse como anestesia momentânea para a própria carência.
No entanto, a alegria construída sobre a queda do outro é sempre frágil: dura pouco, envenena devagar e nunca preenche.
A verdadeira libertação não está em aplaudir a ruína do outro, mas em resistir ao impulso de medir a própria vida pela infelicidade alheia.
Quase todo mundo lendo — quase ninguém interpretando. Seria um começo admirável, se o fim não negasse os meios.
