Ninguem Mude por você
Não queiras ser quem tu não és!
Tu não precisas de ser igual a ninguém, não te deixes cegar pela Luz dos outros, tu tens luz própria, acende-a e preocupa-te por mantê-la acesa.
Deixa que os outros brilhem e iluminem o teu caminho, apenas, quando a tua luz esteja enfraquecida e não te esqueças, mostra gratidão e humildade.
Na vida, ninguém sabe tanto que não possa aprender, nem sabe tão pouco que não possa ensinar. Afinal, quem aprende e não compartilha o que sabe, com o tempo acaba esquecendo o que aprendeu.
Oração da Vocação que Clama
Senhor Deus,
Tu vês o que ninguém vê.
Há um vazio dentro de mim que não é falta de pessoas,
não é falta de trabalho,
não é falta de sonhos.
É algo mais profundo.
É a sensação de que existe uma vocação que ainda não está sendo cumprida.
Eu não sei explicar.
Se me perguntarem, eu não saberei responder.
Mas Tu sabes.
Porque isso é coisa da alma —
e da alma só Tu entendes.
Se esse chamado vem de Ti, confirma-o no meu coração.
Se esse desejo de servir e anunciar é Teu, fortalece-me.
Arranca de mim o medo que paralisa
e dá-me coragem para obedecer.
Tom Jobin já disse..."Ninguém é feliz Sozinho"...
A felicidade não é um estado permanente...
A felicidade é o resultado das conexões que fazemos com o mundo exterior...
Cultivar relacionamentos
Preservar Pontes sentimentais
Construir base sólida de Amor
É o caminho da felicidade.
Nova Configuração
A vida chega sem chegar,
porque ninguém veio de fora.
Só a matéria mudou de lugar
e, de repente, conta as horas.
O carbono aprende um nome,
a água inventa uma memória,
o corpo sente frio e fome
e chama isso de história.
Que ironia tão precisa:
o universo, indiferente,
reorganiza a própria argila
e ela se julga diferente.
Diz “eu sou” com voz segura,
como se fosse substância,
mas é padrão, processo e trama,
equilíbrio em circunstância.
Ama como quem será eterno,
teme como quem pode perder,
sem notar que o fim do inferno
é apenas deixar de manter.
A morte não rouba uma essência,
não apaga um ser escondido;
rompe relações, desfaz cadências,
desmonta o arranjo produzido.
E a vida, solene e vaidosa,
ergue monumentos ao acaso:
uma configuração nervosa
tentando sobreviver ao prazo.
Ainda assim, há certa beleza
nessa ilusão sem impostura:
a matéria, por breve proeza,
contempla a própria estrutura.
Nada nasceu como entidade,
nada parte para outro lugar.
Só muda a forma da realidade
e uma forma aprende a chorar.
O mundo se revela nos interstícios do comum, onde ninguém olha e tudo se desfaz em rumor e poeira. O silêncio não é ausência, mas presença disfarçada; e a verdade, quando surge, não acende luz, apenas evidencia as trevas que carregamos como herança. Cada instante vivido é um fio que se rompe antes de ser tecido, e quem tenta agarrá-lo apenas sente o peso de sua própria falha.
A vida se insinua nos detalhes que ninguém percebe: uma porta rangendo, uma sombra que hesita, um gesto interrompido. É nesses pequenos interstícios que a verdade se esconde, não para ser descoberta, mas para lembrar que tudo o que buscamos já passou, e tudo o que amamos já se tornou silêncio.
O mundo não se revela em grandiosidades, mas nos detalhes que ninguém ousa notar: a poeira que dança no canto da sala, o tremor de uma mão que se pretende firme, o silêncio que recusa companhia. É ali, nesse território invisível, que reside a verdadeira forma do que chamamos vida.
Ninguém é melhor ou pior — apenas distinto em grau, forma e percurso. A comparação nasce do medo de não bastar, não da verdade. O ser livre compreende que toda hierarquia é invenção do olhar inseguro e, por isso, não ajoelha diante de ídolos: reconhece grandezas, aprende com elas, mas não abdica da própria medida. Quem se curva perde a visão; quem permanece ereto enxerga sem precisar negar ninguém.
Ninguém se perde de si; abandona-se, pouco a pouco, em concessões que parecem inofensivas. Troca-se a própria trilha — austera e silenciosa — por caminhos já validados, onde o conforto encobre a deserção. Vive-se muito, mas habita-se pouco. Até que, em algum ponto, a consciência — tardia, porém irredutível — rompe o ruído e cobra o retorno àquilo que nunca deixou de chamar.
A autossuficiência é uma ilusão egocêntrica: ninguém se sustenta sozinho. Da primeira respiração ao último gesto, a vida é tecida por mãos alheias — da mãe ao coveiro. Entre esses extremos, cada passo depende de vínculos visíveis e invisíveis. O indivíduo isolado é ficção; o que existe é uma existência sustentada em rede, ainda que insista em negar.
Se ninguém falar, eu falo por você
Você vai conseguir, pode escrever
A dor não te define, ela te fortalece
E quem resiste no escuro, lá na frente aparece
Não espere o reconhecimento de ninguém, não vale a pena, apenas lute pelo o que vai te fazer feliz e te empurrar para vitória sobre si mesmo.
