Ninguém Ama outra Pessoa
Seu maior ato de obediência, é ser fiel, ao que Deus te conduz, e crer, ainda que ninguém entenda, continue, ande, você precisa escolher obedecer, o seus olhos nem precisa ver, o que o céu está modelando para você.
Ninguém explica o que eu sinto, quando eu louvo a Deus de todo coração, é muito forte, é muito mais que uma emoção, é a presença de um Deus vivo e fiel, que realizar o que diz, um Deus que nos faz vencer e ser feliz.
Há um tempo de Deus, e Ele faz tudo o que deve fazer, e quando Ele abre a porta, não há ninguém que possa desfazer.
As vezes você vai lá no chão, vai decepcionar, você vai pedir e ninguém vai te dar, tem hora que necessário derrubar, mas depois edificar.
Amai uns aos outros, "ninguém tem mais amor do que aquele que dá a própria vida pelos seus amigos".
Julga com lábios afiados,
Aponta o erro do irmão,
Mas se esquece que diante de Deus
Ninguém é sem imperfeição.
“Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”
— diz o Espírito à Noiva, firme e abençoada.
Pois a vitória não é só terminar…
é terminar amando, sem deixar de perdoar.
O Reino não é acessado por quem quer aplauso,
mas por quem dobra os joelhos quando ninguém vê.
Não há crescimento sem entrega.
Não há profundidade sem renúncia.
Eu me rendo.
Eu me esvazio.
Eu quero a Tua glória — mesmo que ninguém veja.
Que cada palavra que eu falar,
não seja performance,
mas flecha que vem do Teu Espírito.
Deus não olhou pra mim por mérito,
Não me viu melhor que ninguém.
Mas com olhos de puro amor,
Me achou no meio do desdém.
Ele me viu no fundo do vale,
Na poeira da rejeição.
E disse: “Esse é Meu filho(a)!
Vou restaurar seu coração.”
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo II
— O Amor que Ninguém Vê.
“Há dores que têm nome de silêncio. Há amores que desfalecem no escuro.” Camille Monfort.
Ela ainda estava lá.
Não no tempo, nem na fotografia que amareleceu sobre o piano que já não toca mas em mim.
Nas dobras encharcadas da memória, onde até hoje a musselina da tua ausência dança, viva, como um véu de névoa sobre a ferida que não cicatrizou.
Teu nome, Camille, é agora um sussurro que me rasga por dentro —
e não há mais quem o ouça,
senão os fantasmas que deixaste quando partiste.
Nunca soube se foste amor ou febre.
Talvez um delírio.
Ou o último lampejo de beleza antes do colapso.
Tua presença era feita de sombra líquida, de olhos que atravessavam as paredes do mundo e diziam coisas que minha razão jamais soube traduzir.
Na tua boca morava um lamento antigo, como quem tivesse amado demais noutra vida e voltasse para cobrar os restos.
E eu —
tão sóbrio, tão lógico, tão homem —
me vi desfeito no avesso da razão.
Como se tua aparição tivesse escancarado em mim uma porta que dava não para o céu, mas para o porão da minha própria alma.
E lá, entre espelhos rachados e cartas nunca enviadas, te reconheci:
não como um anjo —
mas como a mulher espectro que me revelou tudo o que eu escondia de mim.
Foi amor.
Mas desses que ninguém vê.
Porque amar-te era uma doença sem nome,
um ritual sem altar,
uma febre que só ardia quando a cidade dormia.
Não, Camille, tu não foste feita para os olhos do dia.
Tu eras para ser lembrança,
para ser poema escrito com sangue no diário de quem nunca será lido.
E por isso permaneces viva —
não na realidade que nos negou,
mas nos reconditos mais obscuros de mim, onde ainda habita o menino que chorou quando você não veio.
O que mais dói não é o amor que acaba.
É o amor que ninguém viu ou sentiu nascer.
Ninguém alcança a plenitude de uma felicidade sozinho. Digo uma felicidade, porque acredito sermos feitos de várias delas, que vão e vem até que estacione numa alegria constante.
