Ninguém Ama outra Pessoa
Empréstimo sagrado
No princípio
ninguém disse “começa”.
A vida aconteceu
como acontece a respiração:
sem plateia,
sem promessa,
sem dono.
Os antigos sabiam.
Por isso não escreveram livros,
escreveram montanhas.
Não deixaram tratados,
deixaram pegadas no barro
e histórias presas na fumaça.
Dizem que o mundo nasceu do canto.
Que antes da luz
houve um som grave,
um murmúrio tão profundo
que acordou a matéria
do seu sono mineral.
Alguns chamam de verbo.
Outros de sonho.
Há quem diga que foi um animal antigo
sacudindo o corpo no escuro
e espalhando estrelas como pólen.
A terra, recém-criada,
não sabia ser terra.
Aprendeu com as mãos do tempo,
com a paciência das raízes,
com a insistência da água
em sempre encontrar passagem.
Os povos da floresta dizem
que tudo tem ouvido.
Que a pedra escuta.
Que o rio se lembra.
Que o vento carrega nomes
que não cabem em boca humana.
Por isso falam baixo.
Por isso pedem licença.
Por isso agradecem antes de colher.
A vida não é posse.
É empréstimo sagrado.
Em algumas margens do mundo
contam que o primeiro ser humano
nasceu do barro aquecido pelo sol
e recebeu como tarefa
não dominar,
mas cuidar do ritmo.
Em outras,
dizem que viemos do ventre da noite
e que morrer é apenas
voltar a sonhar o mesmo sonho
por outro ângulo.
Há povos que sabem
que o tempo não anda em linha,
anda em espiral.
O que foi
ainda é.
O que será
já respira em silêncio.
A ciência chama de ciclo.
Os antigos chamavam de respeito.
A chuva não cai.
Ela retorna.
O fogo não destrói.
Ele transforma.
A morte não encerra.
Ela muda o estado da dança.
Tudo vive em parentesco.
A onça e o homem.
A folha e o osso.
O relâmpago e o pensamento.
Quando esquecemos disso,
adoecemos.
Chamamos de progresso
o que os ancestrais chamariam de desequilíbrio.
Mas a vida insiste.
Sempre insistiu.
Ela brota em fendas improváveis,
nasce em desertos de concreto,
se reinventa em corpos cansados,
canta mesmo quando tentam silenciá-la.
Talvez viver seja isso:
lembrar o que o corpo já sabe
antes que o mundo nos distraia demais.
Que somos feitos do mesmo material
que as estrelas cansadas.
Que respiramos histórias muito antigas.
Que amar a terra
é amar a própria continuidade.
E que enquanto houver
alguém
capaz de escutar o vento
como quem escuta um ancião,
a criação
não estará concluída.
Ela seguirá acontecendo.
Ninguém está na nossa vida por acaso...mesmo que virtualmente! Somos nós que escolhemos, atraímos ou afastamos.
Não se tornem dependentes de nada, nem ninguém! Só somos felizes sem apego, livres, para seguir a vontade de Deus! Porque senão, estamos sempre a caminhar com muletas, faltando, caímos de novo.
Não queiras ser quem tu não és!
Tu não precisas de ser igual a ninguém, não te deixes cegar pela Luz dos outros, tu tens luz própria, acende-a e preocupa-te por mantê-la acesa.
Deixa que os outros brilhem e iluminem o teu caminho, apenas, quando a tua luz esteja enfraquecida e não te esqueças, mostra gratidão e humildade.
Eu não quero palcos, não quero fama, não quero ser o Deus de ninguém, só quero ver você completa novamente.
Eros e psyque
Ao aposentar seus sapatos, não os empreste a qualquer um. Ninguém saberia percorrer o verdadeiro caminho já traçado e muito menos colecionaria as pedras que atravessaram a valorosa jornada empreendida.
porque ninguém nunca teve o poder
de voltar depois de se dilacerar.
cada ferida se cicatriza, ateia fogo,
recupera das cinzas.
os corações que já tive foram queimados
e hoje, reconstroem em todos os pedaços.
sempre que eu chorar, vou lembrar
daquilo que ninguém poderia imaginar,
que o nosso vício sempre foi se amar.
Só existia eu e você,
Ninguém mais podia perceber.
A mistura de cuidado e intensidade,
O toque de lar misturado com saudade. - Frase da música Olhar que me Vê do dj gato amarelo
Os olhos brilham, mas o coração chora
Ninguém percebe o peso deste meu sorriso,
A capa que disfarça a chaga que não sara, E a multidão em volta, cega, não repara. Que o peito se consome num total desvio. Meu olho ganha um brilho que parece astral,
Mas não é a faísca viva de contentamento, É só o reflexo úmido, o lento movimento. Da lágrima que esconde o seu destino fatal. O coração afoga-se no pranto que não verte, É água represada que não encontra a foz, Morrendo em segredo, sem que a alma alerte. E o brilho, essa miragem que no olhar se insere,
É a luz da própria dor gritando em meio a nós, A prova de que a alma sofre, mas resiste.
Sofrência Capixaba
Kleber Ferreira
Sem você, a vida é opaca, neste jogo ninguém ganha
Eu te vejo em toda praia e, entre o verde das montanhas
Esta memória entoa em dor, no meu peito capixaba
Lembranças de amargor, uma dor que não se acaba
Abro as portas do meu amor, numa esperança bem bonita
Te esperando, minha flor, porque você não me visita?
Este amor é igual a torta capixaba, mistura de sabores que me faz sonhar
Tem o tempero da paixão que nunca acaba, a moqueca que me prende no seu olhar
Paixão dura igual a pedra azul, a única visita que meu coração se empenha
Me lembro do nosso encontro em Paul e nossa união no Convento da Penha
Não mude nossa história, eu estou te esperando
Preserve nossa memória, não me deixe aqui chorando!
Desde o dia que me deixou, eu bebo, choro, choro e bebo
A cachaça não é remédio, o seu efeito é um placebo
Então volte, minha nega, me tire deste bar
Eu juro por Nossa Senhora, não vou te magoar
Este amor é igual a torta capixaba, mistura de sabores que me faz sonhar
Tem o tempero da paixão que nunca acaba, a moqueca que me prende no seu olhar
Paixão dura igual a pedra azul, a única visita que meu coração se empenha
Me lembro do nosso encontro em Paul e nossa união no Convento da Penha
De joelhos neste convento, de onde a gente vê o mar
Eu imploro a Nossa Senhora, faz o meu amor voltar
Este amor é igual a torta capixaba, mistura de sabores que me faz sonhar
Tem o tempero da paixão que nunca acaba, a moqueca que me prende no seu olhar
Paixão dura igual a pedra azul, a única visita que meu coração se empenha
Me lembro do nosso encontro em Paul e nossa união no Convento da Penha
Este amor é igual a torta capixaba, mistura de sabores que me faz sonhar
Tem o tempero da paixão que nunca acaba, a moqueca que me prende no seu olhar
Paixão dura igual a pedra azul, a única visita que meu coração se empenha
Me lembro do nosso encontro em Paul e nossa união no Convento da Penha
Só você, só você pode entrar, meu amor capixaba, só quer te amar
