Ninguem Ama

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"De perto, ninguém é normal."

Me lêem, mas não me vêem. Não assim, maquiada e com a pele obstruída em base, pó e blush. A tão famosa pinta acima da boca, as covinhas nas costas, ou meus dentes grandes, e os lábios finos. É engraçado como sabem vocês das minhas tantas dores, ansiedades e complexidades, e nunca, nem sequer, tenham me visto cara à cara. Pensei nisso enquanto entrava no supermercado e comprava barras de cereal, e uma menina me fitou. E concluí com uma frase que já ouvi por aí, não sei aonde e nem a autoria: de perto, ninguém é normal.
Como o Bis em partes. Primeiro a parte de cima, depois o recheio, a parte do meio, de novo o recheio e só apenas a parte meio oca do final. Caminho rápido pelas ruas: sou quase um foguete. Coço o nariz mesmo quando não minto; é a rinite, que me ataca sempre. Tenho falado cada vez mais sozinha. Converso comigo mesma no calçadão, quando seco os cabelos, e antes de dormir. Quando sou pega em flagrante, ensaio um tom meio musical, que passe a mensagem mais sã de que "não sou louca, estou apenas cantando.". Quando me deito, os cabelos não podem encostar a pele: pra cima, e longe de se enroscar nas orelhas, de atrapalhar o meu sono de princesa. Fujo de semi-conhecidos (chega a ser incrível a quantidade de chaves, celulares e papéis que eu TENHO que pegar na bolsa, sabem como é...). Interrompo os outros, para não me fugir a idéia no ponto alto de conversas - e me arrependo, minutos mais tarde. Ensaio diálogos que quase nunca se concluem, ao telefone. E muito menos ao vivo. Quase chuto pessoas que caminham devagar, quando na minha frente. Não dialogo com coerência assim que acordo. E nunca, em hipótese alguma, tente discutir comigo pela manhã - ainda mais, se não quiser ouvir algo que te machucará. Será i-ne-vi-tá-vel.
Faço eu mesma meu leite desnatado, colocando metade do leite integral, e outra metade de água mineral. Não como tomate. Detesto telefone. Nunca tive o hábito de roer as unhas, mas puxo as peles que ficam em volta da unha. Hoje não quero, amanhã necessito. Sou ríspida, e hora depois, amável. Discuto por futebol, e abraço por gosto musical parecido. Na rua, não olho pro lados. E nem para qualquer psiu, fiu-fiu. Pra frente, e reto. Alheia, e indiferente - quem me conhecer, me chamará pelo nome. Algumas vezes, escuto Tetê Espíndola e Belchior, para não cair na mesmice. Passo rímel com a boca aberta. Tropeço mesmo parada, e não consigo dormir em lugares públicos. Ando como uma desabrigada em casa, com roupas velhas e uniformes dos meus antigos colégios. Sempre confirmo o preço, mesmo sabendo de cor. Não durmo sem saber meu signo do dia seguinte. E não pego no sono se a porta do armário estiver aberta. Necessito de pelo menos quatro litros de chimarrão e uma paçoca, por dia. Minto meu nome em festas, e à pessoas indesejáveis. Leio o jornal de trás pra frente, e abro a geladeira pra pensar. Além do mais, dobro a ponta das páginas, ao invés de usar o marca-página. Sou estranha? Talvez sim, acredito que não. Nem me importo. Sempre busquei o diferente, e talvez até tais diferenças sejam batidas, manjadas ou então, populares. Vai saber!
Dizem que mania, cada louco tem a sua. Essa são algumas das minhas, ou apenas, as que consigo perceber. E claro, como de perto, ninguém é normal, aqui está minha assinatura, logo embaixo de tudo isso. Porque sem apenas um desses meus pequenos defeitos, poderia ser você, poderia ser a sua irmã, ou a sua amiga. Mas de perto, a uns cinco centímetros, essa é uma face de mim. Apenas uma, das tantas e tão distintas. Gosta quem quiser, e detesta quem puder. Não dizem que são os defeitos que marcam, aprisionam, e apaixonam? Acredito também, ué.

TARDES QUENTES...

Sem ninguém saber,
Num local á dois,
Poucas palavras,
Desejo a altura,
Corpos exalam,
Calor se acumula.
Tardes que liberta,
Que se manifesta,
Revelando sem temor,
O gosto do amor,
Sem apego,
Sem cobranças.
Tardes de desejos,
Muitos beijos,
Carinho e descobertas,
Coisas que despertam,
O sentido aguçado.
Tardes de calores,
Sem pudores,
Sem modéstias,
Com verdades,
Com vivacidades.
Tardes Quentes...
Da gente,
De mais ninguém,
No ontem, no hoje,
No amanhã.. Talvez.

Ninguém é de ninguém

⁠Não dá pra segurar ninguém. Quanto mais você segura, mais eles querem escapar.

Livrar-se de uma lembrança,é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la.

Ninguém morre. O aperfeiçoamento prossegue em toda parte. A vida renova e eleva os quadros múltiplos de seus servidores, conduzindo-os, vitoriosa e bela, à União suprema com a Divindade...

"A verdade é, que nunca enganei ninguém. eu deixei os homens, ás vezes, se enganarem sozinhos."

Marilyn Monroe

Nota: Em 'My Store', 1950.

APENAS AMOR

Ninguém mais compreende a intensidade da vida. Falta amor, carinho, compreensão. Faltam os valores que se perderam com o tempo e ninguém consegue achar. Deve ter ficado em algum lugar esquecido, esperando ser resgatado.

Às vezes sinto uma sensação de vazio. Noutras esta sensação vai embora, ficando apenas o momento e o que restou dele. Muitas vezes este momento se torna inesquecível, apesar de nada ter acontecido.

Falta vida. Vida com cores fortes e vibrantes. Faltam pincéis. Faltam as próprias tintas que deveriam estar escorrendo entre as veias e vertendo pelos poros. Faltam no mercado as telas. Faltam atributos que coloririam a vida com tamanha intensidade.

Falta sensibilidade para entender que as cores da vida estão relacionadas ao amor. Amor de várias formas e ângulos. Amor sem limites. Amor de todas as cores. Amor sem uma relação certa. Apenas amor.

Eu não estou neste mundo para viver correspondendo às expectativas de ninguém, nem acho que o mundo deva corresponder às minhas.

Ninguém será um verdadeiro parisiense se não souber usar a máscara da alegria quando estiver triste.

Seja sempre a melhor, eu não conheço ninguém que queira estar em segundo lugar.

Acredite em si mesmo e não espere nada de ninguém, porque, no final das contas, sempre vai ser você contra você mesmo.

'Poucas coisas na vida são exatas, mas de uma tenho certeza: ninguém é unanimidade. Ao longo de nossas vidas definimos nosso caráter, nossa personalidade e vivemos de acordo com normas e princípios q consideramos corretos. Entretanto, por mais sensatos q possamos parecer, definitivamente ñ há como agradar a todos.
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Cansei de me preocupar com a opinião dos outros. Ñ quero mais me fazer entender a qualquer custo. Ñ quero posar de boa(m) moça(o). As minhas verdades estão aqui, basta vc aceitá-las assim como são ou deixar eu viver minha vida em paz.
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Se vc vai se sentir melhor iludindo a si mesmo, fique a vontade: PENSE O Q QUISER. Quer falar que sou isso ou aquilo? Fale! Quer acreditar q enganei vc? Acredite! Quer conspirar q roubei seu(ua) namorado(a)? Conspire! Quer crer q ñ gosto de vc? Creia! Sei q no fundo nossas consciências conhecem a verdade de tudo.

Não se deixe influenciar, pois ninguém irá sentir as consequências de suas escolhas.

Grande Espírito, ajuda-me a não julgar ninguém antes de ter caminhado uma meia lua com os seus sapatos.

Eu aprendi que é melhor ficar sozinho. Sem ninguém pra atrapalhar. Relacionamentos são muito difíceis.

Ela é guerreira
Ela vai e ela vem ela não anda na sombra de ninguém
Ela é guerreira
Ela levanta a cabeça e mostra que bem mais que corpo é o que ela tem
Ela é guerreira ela vive ela morre todo dia, mas renasce também ela é guerreira ela é mulher ela é brasileira.

Ninguém experimenta a profundidade de um rio com os dois pés.

Pois me faz tocar o céu, ver você sorrir
Vem lua, vem, vem dançar pra mim
Ninguém em seu lugar
Então deixa a noite seguir
Bom poder brindar que você está aqui.

Tenho saudades

Saudades de minha infância sapeca, onde ninguém me aguentava;
Saudades do tempo da escolinha, que minha mãe ia me buscar e eu queria ficar mais;
Do tempo em que os adultos faziam trabalhos longe de mim, mas que eu sempre acabava descobrindo e queria fazer junto;
Saudades de minhas travessuras, aquelas inesquecíveis que quando lembro me mato de rir;
Saudades dos finais de semana que passava no sítio, na casa da vovó, das pessoas que cuidavam de mim para eu não aprontar, mas não adiantava.
Das tantas vezes que eu e minha prima brincávamos, brigávamos e aprontávamos muito.
Saudades do tempo que tudo era brincadeira;
Saudades do tempo em que com um pedaço de madeira tentava alcançar o céu;
Daquele tempo em que eu não precisava preocupar-me com nada;
Do tempo em que eu só aprontava na escola, que as professoras chamavam minha mãe na escola, do tempo em que elas não podiam me ver que se desesperavam;
Do tempo em que antes de dormir rezava pro “Anjinho da Guarda” me cuidar, do tempo em que eu tinha medo dos mortos e do escuro;
Saudades do tempo que minha mãe me proibia de assistir “Chaves”, que eu adorava assistir o “Pica-Pau”, melhor desenho que já existiu;
Saudades do tempo que eu queria ser médico, jornalista, advogado, padre...;
Saudades do tempo em que eu não precisava trabalhar e mesmo assim queria e que odiava ter que acordar cedo para ir pra aula;
Saudades do tempo em que as professoras corriam atrás de mim;
Do tempo em que tudo era fantasia;
Do tempo que me escondia para não me acharem;
Saudades do tempo que eu quebrava os canos d’água na casa da vovó;
Saudades...;
Saudades do tempo em que era feliz e não sabia;
Do tempo em que ser “Grande” é que era ser feliz;
Saudade do tempo em que tirava as rédeas do cavalo pra ele beber água e ele fugia de mim;
Saudade dos sábados que passava na casa da minha avó e meu avô me chamava pra almoçar, ou então quando saia de caminhão com o vovô e só incomodava ele;
Do tempo que ligava os carros sem saber dirigir;
Saudades do tempo que eu pensava que a vida era um sonho onde eu tinha dormido e não conseguia acordar;
Saudades do tempo em que eu adorava tocar violão;
Do tempo que desmanchava o rádio pra arrumar ele, mesmo quando não estava estragado, mas depois sim que estragava;
Hoje olho pra trás e vejo que era feliz e não sabia, não sabia aproveitar a fase melhor da vida, e se pudesse voltar atrás, nossa, com certeza teria aprontado muito mais do que eu aprontei, teria aproveitado melhor cada momento;
Hoje sei que o tempo não volta e que basta agora é viver cada momento da melhor forma possível;
Hoje as pessoas olham pra mim e nem imaginam o quanto eu fui uma criança rebelde;
Quando olham pra mim, vêem uma pessoa forte, sempre sorridente e incapaz de magoar alguém;
Vêem uma pessoa cheia de sonhos, que não sabe se poderá realizar todos, mas que fará o possível para realizá-los.
Fui feliz, sou feliz e se ajudei apenas uma pessoa a ser feliz, valeu a pena ter vivido.
Faço minhas as palavras de um dos maiores poetas de nossos tempo, Mário Quintana: “Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena”.