Nem sempre
O ideal seria que o homem preservasse sempre uma mente calma e tranqüila, e jamais permitisse que uma paixão ou um desejo transitório lhe perturbassem a paz.
O VÍCIO RELIGIOSO
Ryan freqüenta regularmente a igreja, está sempre ansioso para discutir religião.
Gosta de citar a bíblia para reforçar o que está querendo provar, mas desconfia das pessoas fazem o mesmo quando elas discordam da sua interpretação.
Ryan é muito rígido a respeito de como as pessoas devem se tornar cristãs.
Ele tem idéias muito firmes sobre como elas devem falar, o que devem ler, que tipos de divertimentos são aceitáveis e como devem pensar a respeito dos assuntos sociais.
Embora ele afirme ter entregado a Deus o controle da sua vida, quase todo mundo o considera muito controlador.
Ele precisa que os outros confirmem as sua convicções religiosas aceitando-as incondicionalmente.
Ele não esta usando a sua religião com o objetivo de estabelecer uma conexão e sim de impor seus pontos de vista.
Esta nunca foi a intenção de Jesus.
Embora Ryan diga às pessoas que deseja que elas sigam Jesus, na verdade é a ele próprio que ele quer que sigam.
Internamente, ele vive dúvidas e angústias que tenta encobrir para si mesmo com seu fanatismo religioso.
Um de seus amigos sugeriu certa vez que ele se consultasse com um terapeuta devido à dificuldade que estava tendo no relacionamento com a namorada.
Mas Ryan desconfia da psicologia.
Ele acredita que todos os problemas são resultado da falta de fé e duvida que a terapia possa ajudá-lo.
A verdade é que Ryan não quer conversar com um terapeuta porque não deseja revelar suas duvidas, inseguranças e sentimentos de confusão interior.
Ele gosta de se sentir forte e no controle da situação.
O que Ryan não percebe é que sua religião é uma forma de idolatria, porque está sendo usada para encobrir sentimentos dolorosos em vez de ligá-lo a Deus e aos outros.
Em vez de entender seus sentimentos, ele os dissimula com uma linguagem e com rituais religiosos.
Ryan usa isto para se medicar contra a dor e o sofrimento, que é o oposto do que Jesus fazia.
Ryan tornou-se viciado em controle, e a religião passou a ser a sua droga predileta para garantir a sensação de poder.
Provavelmente será necessário que aconteça uma crise na vida de Ryan para fazer com que ele reexamine a sua religião e possa usá-la para favorecer o seu relacionamento com Deus.
Pra Jesus, a religião e a idolatria eram absolutamente diferentes.
Aquilo que Jesus descrevia como idolatria eu vejo hoje no meu consultório como vício.
À vezes as pessoas usam a religião para se sentirem melhor, exatamente como os viciados com as drogas.
No caso da idolatria, as leis e os rituais religiosos se tornam a “droga,” proporcionando às pessoas à ilusão de serem melhores do que realmente são.
Eu preciso esquecê-la!
Pra sempre é pouco tempo!
Não quero mais ver, nem sentir, nem chorar, esperar...
Eu preciso esquecê-la, para que meu coração parar de mandar oxigênio para um amor sem história. Sem pé nem cabeça!
Mas isso já basta para um roteiro de um filme sem nexo, sem fim onde não quero ser apenas um coadjuvante ou o herói que morre no final.
Quero viver no final!
Mas eu preciso esquecê-la!
Ainda que tenha sido especial!
Como eu poderia conseguir esquecê-la?
Para que mandar-me ao paraíso e me trazer de volta a realidade, sem que eu possa ao menos fechar os olhos, e sentir a brisa me carregando até lá?
Para que levar-me até as estrelas e apagar as suas luzes?
Tantas viagens que acabam sem chegar ao destino.
Isso é realmente o destino?
É nunca chegar?
Odeio o jeito q o destino brinca, como uma criança inocente!
Odeio os caminhos que ele me leva!
Odeio o som do silencio da ida!
Odeia a notícia da chegada!
Odeio a razão da partida!
Odeio seguir te seguindo!
Odeio seguir te amando!
Estou na terra onde os bons se tornam maus por um simples suspiro.
Corriqueiro.
Ó dor.
Psicossomática.
Tudo bem, destino!
Me guie por esse caminho sem trilha!
Numa das viagens, talvez você me ensine a espalhar migalhas!
Ensina-me a espalhar as migalhas!
Ensina-me que esse poderia ser o caminho de volta!
À volta pro novo começo...
Existe volta pro começo?
Tudo bem, Destino!
Você pode depenar as minhas asas, mas nunca me impedirá que elas cresçam novamente!
Sempre há tempo, mesmo quando você acha que não há mais tempo… Há tempo para entender que a felicidade não está nas coisas que possui, e que ninguém é capaz de trazê-la até você. A felicidade é um estado do espírito que reflete toda a alegria contida na sua alma.
Há tempo para aprender que pedir perdão a alguém não é sinal de fraqueza; é um gesto nobre de quem sabe olhar para si e reconhecer os seus erros; e que os fracos são aqueles que não sabem pedir perdão, porque não admitem os seus erros e tampouco aprenderam a reconhcê-los.
Que amar não significa ter alguém, muitos têm alguém, mas nunca souberam o que é o amor verdadeiro. E com o tempo você aprende que na maioria dos casos o amor verdadeiro só acontece uma vez, mas que isso não significa contrato de casamento.
Há tempo para recomeçar, mesmo quando não se acredita em mais nada; às vezes é melhor recuar do que seguir a adiante percorrendo o caminho errado; para perceber que a vida é uma obra inacabada e que por isso é melhor viver da forma que se pode, mesmo que não vá muito longe, do que deixar as preocupações consumirem os seus nervos.
Sempre há tempo para perceber que não adianta medir forças para ter o domínio da razão; isso não lhe levará a lugar algum; e que há mais dignidade em unir as forças em prol dos objetivos comuns. Que o amor que você tem por alguém, não é maior nem melhor, é apenas uma das formas de expressá-lo. E que perder uma batalha, não significa perder uma guerra. As guerras são uma sucessão de batalhas e na vida um dia você ganha e no outro você perde, mas nem por isso vais fugir à luta. E não importa quão nobre sejam os seus sentimentos com relação aos outros. Algumas pessoas não sabem expressar o que sentem e outras, simplesmente não sentem. Mas isso não o impede de ser nobre e respeitar os sentimentos alheios.
Com o tempo você descobre que ninguém é tão bom ou tão ruim quanto lhe parece ser; muitas vezes nossos sentidos nos enganam. São apenas pessoas como você, tentando transitar pela vida. E o que determina o grau de cada coisa é o seu posicionamento diante dela. Lembre-se que posicionar-se não significa ser rude, intolerante e cruel. Há uma grande diferença entre autoridade e dominação. Os grandes diante da vida são aqueles que souberam se posicionar usando somente a amor e a generosidade.
E sempre há tempo para aprender a enxergar a vida como uma grande ponte para o autoconhecimento, mesmo sabendo que o passado já foi; o presente é agora, e o futuro é incerto. Não critique demais, não perca seu tempo se lamentando. Aja, reaja, lute e viva cada instante. Seja generoso sempre, saiba reconhecer seus defeitos porque, embora não pareça, ainda há tempo de transformá-los em virtudes. A ação modifica, a reação impulsiona, e a vida corre junto com o tempo. E o tempo? Ah… Esse sim é senhor de si mesmo e não pára esperando que você conserte tudo, para voltar a ser determinante. Ele é implacável. Mas mesmo assim, sempre há tempo…
Estou sempre precisando de consolo, costumo me sentir fraca e com frequência deixo de atender às minhas expectativas. Sei disso, e todos os dias resolvo ser melhor.
O amor deve ser sempre o ponto de partida de todas as aspirações e a
etapa final de todos os anelos humanos.
Todo 'para sempre' dura PARA SEMPRE, até que acaba... E quando este acaba, outro 'para sempre' se origina!
Talvez eu seja mesmo assim eu quero tudo que não tenho e fico sempre esperando o que eu não vou ter.
Quem sabe eu inventei você do jeito que eu achei melhor Mas esqueci que era vida real não tinha crédito final.
Eu, que sempre tinha uma palavra pronta, morri no silêncio.
Sobrou profundo ressentimento, por jamais saber como seria...
Quando eu era da sua idade, sempre praticava meia hora por dia. Ora, algumas vezes cheguei a acreditar em até seis coisas impossíveis antes do café da manhã!
Sempre fui o tipo de menina sonhadora. Aquela que assistia mil vezes cada um dos contos de fadas, usava os velhos vestidos da mãe para se vestir de princesa e criava um mundo de "faz de conta" na cabeça. Uma criança que vivia no mundo da lua, no mundo dos sonhos, da imaginação... Cresci, e continuei igual. Eu queria tanto, mais tanto, um casamento lindo e perfeito com tudo que tinha direito, inclusive, é claro, um príncipe para chamar de meu. Eu idealizei esse dia. Idealizei o casamento, a vida toda. E idealizava o príncipe também, perfeito, como nos contos de fadas. Pois nos contos o príncipe só vem para trazer a felicidade eterna. Hoje, faz UM ANO que estou casada. Bodas de papel. O dia oito de Junho foi inesquecível, um momento mágico para sempre. A realização de um sonho, a concretização de um momento ansiosamente esperado por quase todos os dias da minha vida. Lembro desse dia com emoção e com gratidão, por Deus ter me permitido vivê-lo. Pois bem, mais disso tudo, acho que todos já sabem. A pergunta que escuto quase todos os dias desde que casei é: "E ai? Como está a vida de casada?" É claro que nessas horas, eu resumo com um simples "vai bem". Mais a verdade é que em um ano, já tenho muito a dizer. A primeira é: Não, não é um conto de fadas. E também não, meu marido não é nenhum príncipe e nem consegui o meu "Felizes para sempre". Muitos dizem que o primeiro ano de casamento é uma constante lua de mel. Mais na realidade eu acredito que seja um dos mais difíceis. É difícil aprender a conviver com os defeitos e diferenças a cada dia, é difícil entrar em acordo com tudo que o outro decide, fala, pensa... E é difícil se acostumar com os problemas, responsabilidades e dificuldades que essa nova realidade traz. Mais é exatamente por não ser fácil, que é tão importante. Foi neste primeiro ano que vimos que precisamos um do outro para caminhar e para sermos felizes, que precisamos saber ouvir, nos calar muitas vezes, baixar a guarda, entender e aceitar as diferenças, respeitar as fraquezas, abrir mão de algumas coisas, aprender a gostar de outras... É como um barco, os dois tem que remar, sempre. Só assim o barco vai em frente. Em um ano, aprendemos o verdadeiro significado de amor. Amor não é gostar de alguém perfeito para nós. Não é ter alguém que te agrade sempre. Amar é quando conhecemos os piores defeitos de alguém, e mesmo assim queremos estar juntos. Amor é cuidado, é respeito, é construção. Uma construção que precisa de uma base forte e bem feita, bem trabalhada. Relaciono essa base a esse primeiro ano. Eu poderia escrever aqui um texto perfeito relatando só coisas boas e maravilhosas. Mais preferi descrever a verdade. A verdade é que tivemos momentos lindos e felizes, de alegrias, sorrisos e diversão. Passeamos, viajamos, fomos ao cinema, dormimos agarradinhos, comemos muito brigadeiro e pipoca na cama assistindo tv, brincamos, conversamos, desabafamos... Mas também choramos, discutimos, gritamos, discordamos.... Enfim, uma vida real, de um casal real, com protagonistas reais.
Mantenha-te sempre no caminho do meio. Assim como a escuridão profunda te impede de enxergar, a luz intensa cega-te os olhos.
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