Nem sempre
Quem busca Deus de verdade sempre inquieta aqueles que transformaram a convivência com o pecado na ilusão de que Deus continua aprovando seus caminhos.
A graça de Deus é sempre mais profunda que a nossa queda, mergulhando na escuridão para nos resgatar e nos reerguer na esperança da glória.
As Escrituras sempre nos lembram que somos apenas pó. O verdadeiro abismo é que, embriagados pelo nosso próprio ego e orgulho, nós vivemos como se fôssemos eternos, autossuficientes e indestrutíveis, ignorando a nossa frágil e transitória realidade diante do Santo Deus.
Seja fiel ao seu chamado para ser um homem. Mulheres reais sempre ficarão aliviadas e gratas, quando os homens estão dispostos a serem homens.
A Verdade não pode ser sufocada para sempre. Ela pode sangrar sob o peso do mundo e perecer por algum tempo nas mãos dos homens, mas ela ressuscitará soberana, pois a palavra do Eterno permanece para sempre.
Nem sempre o chão da alma é seguro,
às vezes afunda, se quebra, se perde no escuro.
Nem sempre o tempo cura qualquer dor,
há feridas que insistem em viver no interior.
O sabor a fim do mar, que vem do escuro,
é o eco das dores, um sabor tão puro.
É o que resta do calor que um dia brilhou,
é o suspiro quieto de um amor que acabou.
No silêncio profundo, onde a alma se esconde,
há uma espera longa, onde a esperança responde.
Nem tudo se apaga, nem tudo se vence,
mas há na dor tristeza que também nos convence.
Que mesmo o chão incerto, por mais que balance,
carrega a vida, a luta e a esperança.
E no sabor amargo que deixa o fim do mar,
floresce a coragem para recomeçar.
Ah! O amor
Porque do amor sempre há alguma coisinha a mais a ser dita
Ah! O amor...
O amor pode machucar...
seu coração magoar,
em mil pedacinhos estilhaçar,
e toda a paz de sua alma tirar...
O amor pode machucar,
com todas as suas alegrias acabar,
sem esperança sua vida deixar...
e um caminho de espinhos pra você caminhar.
O amor pode machucar,
como a brisa fria que corta a pele,
invadindo o peito com sua dor sutil.
Entre suas alegrias, doces e fugazes,
há sempre um silêncio que ecoa latente,
um vazio secreto que insiste em ficar.
Ele pode acabar, desfazendo os laços,
deixando a alma solitária a vagar,
sem esperança, sem cor, sem direção,
como folha ao vento num outono sem fim.
E mesmo assim, seguimos a caminhar,
num caminho de espinhos, mas também de luz,
pois no amor, mesmo na dor que ele traz,
há uma beleza que nunca se desfaz.
O amor pode machucar assim...
fazer você não querer mais nenhum começo
só pelo medo do fim.
Ah! O amor...
Mas o que seria da vida sem o amor?
Diz pra mim!
O que peço a Deus hoje e sempre
Que Deus me proteja, e aos meus, das más línguas, dos maus olhos e de todo mal que tentam me fazer. Que eu, pela minha fé n’Ele e pela certeza de que não faço mal a ninguém, continue aqui, de pé, como sempre estive. Porque quem me subestima não conhece a força da minha fé, nem o poder daquele que me guarda. E que todo mal que me desejarem não encontre caminho até mim, mas retorne para onde nasceu.
Que Deus siga à minha frente, cuidando dos meus caminhos, fortalecendo meu coração e me livrando de tudo aquilo que não vem para o meu bem. Assim seja.
Josy Maria 15/08/2026
Nem sempre estamos em um bom estado, mas nos momentos em que nos sentimos bem, muitas vezes esquecemos de agradecer, enquanto nos dias mais difíceis, nos lembramos constantemente de reclamar.
Há um hiato entre o que acontece e o que percebemos, por isso, para nós, o presente é sempre passado.
Tudo sempre esteve aqui e nós sempre soubemos. O que é o movimento senão a afirmação constante da mesma coisa?
Sempre me encontro comigo mesmo nas coisas que eu já escrevi. Como pude ser tão velho e sábio anteriormente e, agora, tão jovem e curioso? Todos esses eus não dependem do tempo, estamos todos aqui.
Droga
A minha casa eu conheço há tempos. E ela sempre fica maior. Já sonhei sonhos de álcool, mas ao primeiro gole eu vi que não era nada disso, era algo deprimente até na alegria forçada. Como se eu fosse uma múmia química ganhando a consciência da minha pequenez e do enjoo misturado com a tontura. Parei por aí e deixei as drogas antes de começar a usá-las. A minha droga é a imaginação e a sensibilidade. Os sonhos que me vêm da massa de árvores verdes acinzentadas. Das manchas do teto e daquele facho de luz quando estou na cama e olho para cima e vejo que é Deus.
Sim, Deus vem toda a noite por sobre a minha cama e toma a forma de um triângulo de luz amarela, silencioso e imutável. É um raio de luz, e eu sei que é Deus. Poderia ser qualquer outra coisa, mas quando eu levanto os olhos ele se revela e fico a pensar e admirar a sua imperfeição. As noites de insônia são muito estimulantes. Eu viajo e mantenho contato telepático com a pessoa ao lado. Uma vez eu pensei que dormia ao lado de um demônio, e eu tinha razão. Que saudades do súcubo!
