Nem Sabes Chegaste quando eu te Sonhava Poema
Quando a palavra sumir
Do meu dedo inflamado
Alguém vai sentir
Falta
— desse peito esgoelado?
Quando meu cansaço
Vencer minha ira
Quando meu espaço
For, então, tão caipira
Quando meus ressignificados
Caírem em desuso
Quando meus braços desarmados
Cansarem desse abuso
Haverá quem sofra, oras
Por não ter meu poetar?
Porque tanto escrevo, tanto
Mas não sei quem ficará.
Quando não for a juventude
Nem mesmo a maturidade
Quando não for a quietude
Nem mesmo a ansiedade
Quando não for mais nada
E minha escrita não mais urrar
Haverá, assim, alguém
Que falta dela sentirá?
Porque digo e firmemente repito
Que só é protagonista quem compartilha,
Mas no palco mais restrito
Qual artista que realmente brilha?
Com a linha que me apalpa
Sinto aqui outro gatilho
E entendo o que me escapa
Se eu não ler fazendo o trilho
_____ Visto que
Só no meio desse peito atordoado
Uma voz me chama calma
E me acorda dizendo:
Quem sente falta de quem nunca disse?
Porque calado por calado
O mundo acaba se abstendo
E por isso pego minha caneta
Mesmo que ninguém a visse.
Quando a vida enfim me quiser levar
Pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar
No derradeiro beijo seu
E ao sentir também sua mão vedar
Meu olhar dos olhos seus
Ouvir-lhe a voz a me embalar
Num acalanto de adeus
Dorme, meu pai sem cuidado
Dorme, que ao entardecer
Teu filho sonha acordado
Com o filho que ele quer ter.
Saudades de mim
Quando ria sem fim
A alegria fazia morada
E viver, era uma bênção aproveitada.
Saudade da minha inocência
De Minh 'alma plena
Sem nenhum resquício de maldade ou do
pecado que me envenena.
Saudade da minha criança
Das boas lembranças
Das feridas rápidas curadas
E da contentação com o que tinha em casa.
Saudade do meu coração
Quando era inteiro
Sem cicatrizes ou medos.
" NÃO MAIS "
Eis que um esquenta o outro e vice-versa
quando há sincero amor, cumplicidade,
se o sentimento é forte de verdade
e a alma está, nesse desejo, imersa!
Se aquece, o que é paixão, felicidade,
nos braços, beijos dados, na conversa,
e o frio da solidão, assim, dispersa
mantendo o fogo da sinceridade.
Quando há o afeto puro, uma aliança
de se manter o amor que os afiança,
supera-se as geleiras desta vida…
Pois que um aquece o outro ao próprio peito
num relacionamento assim, perfeito,
não mais havendo frio que lhes divida!
Na calada da noite, quando a lua espreita,
A criatividade desperta, como uma faísca que incendeia.
Na solidão das horas silenciosas, a mente vagueia,
E as ideias fluem livremente, como uma sinfonia que ecoa e permeia.
É na madrugada que os pensamentos mais ousados surgem à tona,
E as inspirações mais profundas ganham forma, de forma entrelaçada e entona.
Entre o silêncio das ruas e o murmúrio do vento,
A criatividade floresce, sem qualquer lamento.
Assim, na penumbra da noite, sob as estrelas a brilhar,
A mente criativa encontra seu espaço, pronto para inovar.
SER PEQUENO
Quando se é bem pequeno,
tudo parece muito grande.
E, quanto maior se fica,
menores as coisas se tornam.
Não importa a pequenez
que se tem por fora,
mas sim a grandeza
que se deseja ter por dentro.
O importante é sentir-se
sempre como a criança:
minúsculo, ignorante e deslumbrado,
para curtir tudo aquilo
que serve de cenário
e que modela o caráter.
(Guilherme Mossini Mendel)
NÃO SE DESFAÇA DE SI MESMO!
A vida é dura
Até quando ela durar.
O fim nos espera,
Mas não espere para vê-lo!
Se a solidão o acompanha
Você não está tão só.
Se sua alegria se desfez...
Não se desfaça de si mesmo!
(Guilherme Mossini Mendel)
O QUE HÁ LÁ NO ALTO?
As nuvens brincam
De adivinhação
Quando as crianças
Olham para elas.
Assim, viram ovelhas,
Viram vacas,
Viram tudo aquilo
Que você imaginar.
Mas elas choram
Quando essas crianças
Não brincam com elas.
É o medo da solidão.
É o que acontece quando chove.
(Guilherme Mossini Mendel)
Cansada e indisposta, num frio sem fim
Pois quando aquilo decidi
O meu casaco tu roubaste de mim
Por isso aflita me surpreendi
Aquele em que mais confiei enfim
Levou na maior ilusão tudo que ofereci
A sós com uma lareira sem fogo
Percebi calmamente meu erro
Percebi infelizmente o quanto sou bobo
E que é fácil se entrar em desespero
Pois no meio de tudo ainda há medo
A dor avalassadora que me conduz
É saber de que nada adianta
Que só posso ser o que já fui
E que a vida ainda me espanta
Tenho vergonha da situação em que me pus
Neste caminho observamos os fatos, a vida alheia, as paisagens; quando percebemos que ali mesmo estávamos construindo a nossa própria história. O tempo do agora é o que importa, tudo o que passou não voltará, não temos o futuro, somos o que somos.
Ao final da vida percebemos que o arrependimento se deu por aquilo que não fizemos, pelo que deixamos de realizar pelo medo da crítica, do insucesso. Os nossos passos devem ser firmes, deixando marcas para a eternidade, calcados em nossa essência. Os passos mais firmes são aqueles do presente, quando o vivemos intensamente, em total consciência.
Prefácio do Livro Passos Reflexivos, Memórias Eternas - Poemas.
Sinto falta quando minhas
respostas eram todas
respondidas pela minha mãe
Sinto falta do cansaço leve e
da preocupação rala
Quando a agonia era acalmada
por um abraço
Minha cabeça já não trabalha
com ideias mirabolantes e
sonhos impossíveis
Mas lembro
Tudo era tão claro e doce
O aperto não durava
O choque passava com um toque
de mão
Por isso,
Sinto falta de cheirar à
poeira, de olhar-me
no espelho e ver-me
Aqueles olhos insinuantes
Os cabelo bravos
A pele suja
E um sorriso
- Um sorriso que eu sinto a falta
Amargo é o gosto que se sente
Quando quando a gente
Não sabe amar.
Amarga é a pessoa
Que um dia veio a me amargurar.
" DEIXO "
Quando um olhar me corta, assim, ao meio
e me reduz ao pó, sem compaixão,
eu deixo-me levar pela ilusão
de que é o amor que, cortejar-me, veio!
Permito que me dispa ali, então,
que me descubra, livre, sem receio,
e que se manifeste num floreio
me arrebatando, ao fim, o coração.
Talvez o olhar me engane, sorrateiro,
e se disfarce num tiro certeiro
apenas pra me ver sofrer o drama…
Me deixo, pois, levar pela magia
e faço-o se intrigar na fantasia
de como que será me ter na cama!!
Sinto dores de felicidades.
O desinteresse gritante me fez acordar.
Quando vi meu rosto frente ao espelho, os olhos inchados com um sorriso largo e afetuoso - sorridente de alívio -.
Um sorriso de - já passou.
Agora sinto uma emoção forte batendo em meu peito.
Uma solidão plena - primária - assim como a matéria.
Recortes de uma vida
Irei tecer uma colcha de retalhos com todos esses sentimentos
No final, terei tecido uma grande colcha e, o que sobrar, farei um tapete para que possa pisar quando vier - se vier -.
A indisponibilidade fizera enxergar minha solidão
Hoje te celebro, pois descobri a minha melhor versão
E te celebro novamente
Se eu passasse a pombo
Às vezes penso em ser um pombo. Sim!
Fiquei cinco minutos observando, frente à padaria, e bastou para ver que eles precisam de pouco - de migalhas -.
Acho que fui pombo durante uma fase da minha vida.
Se eu passasse a pombo
A felicidade desesperadora que sinto por não ser mais pombo me conforta
O fim é o começo de tudo.
Quando o sol desaparece!
Quando o sol desaparece
A lua resplandece
As nuvens escurecem
As estrelas enaltecem
Quando o sol desaparece
Os oceanos se enfurecem
As ondas se estremecem
Os peixes se divertem
Quando o sol desaparece
As plantas enriquecem
As flores florescem
Os animais adormecem
Quando o sol desaparece
As pessoas se divertem
As ruas embelecem
O amor reaparece
Bastando-se com o viver
o diferente é o diferencial tão necessário quando o tudo igual só aponta um mesmo caminho para o qual não nos sentimos fazer parte
o emergir em novidade de vida se dá a partir do mergulhar mais profundo que podemos ir, aquele adentra e ultrapassa as correntezas do tudo igual que nos levam sempre pelo mesmo caminho
que nos inundam e abundam do sentir que não concebemos poder suportar mas uma vez neste inundar transbordamos e quando percebemos num passe de mágica como se fossemos cuspidos de dentro para fora nos damos a margem tocandoa grama, sentindo as flores e contemplando as correntezas desde as mais profundas às mais rasas que circulam e circundam nosso ser
os pés firmes na areia úmida dando a certeza dos rastros que nossos passos haverão de deixar e quais o vento e as águas irão apagar
aromática solidão trazida pelo vento, olha-mo-nos de fora para dentro, despidos de alma enfim, reconhece-mo-nos
poderemos sobreviver sem as águas que nas correntezas profundas nos fazem transbordar?
quais rastros nossos pés suportarão que os ventos da solidão e as correntes nas ondas de águas rasas apaguem pegadas?
nos bastará em infinita beleza e profunda dor o entender?
eis que
um olhar para dentro, inevitável
e inevitavelmente o mar nos sopra canções do sentir onde e quando nada se entendia e sentindo-se com vida, não importava-se com o entender, bastando-se com o viver..
Buscando o saciar
quando Amor, as saudades não tem fim, mesmo juntinhos, a gente conversa e sente saudades de passar as mãos nos cabelos, acariciar o rosto
então a gente passa as mãos nos cabelos, acaricia o rosto e sente saudades de abraçar
logo, a gente abraça, bem apertado e demorado, e ja sente saudades de beijar
aí a gente beija e sente saudades de estender o beijo para o resto do corpo, navegar com os labios, deslizar com as mãos e sentir pele na pele o arrepiar
então a gente estende o beijo para o resto do corpo, navega com os labios, desliza com as mãos, sente pele na pele o arrepiar e então sente saudades de fazer Amor
logo, sem mais por onde derramar-se, a gente faz Amor como se fosse a primeira e última vez e quando chega ao êxtase, sente saudades de começar tudo de novo...
se Amor que se vive, desejos e vontades são apenas outros sobrenomes para as saudades..
as saudades só aumentam, não possuem fim, mas quando nos dispomos e ha reciprocidade em viver nosso sentir, embora nunca as saciemos alem do momento que nos provocam, elas simplesmente não doem, são gostosamente sentidas e perpétuamente desfrutadas em cada momento que buscamos as saciar..
— Saber quando…
— Me lembro como se acontecesse neste exato momento, tudo continua vivo em meu pensamento.
— Nos dois alí, presos no enlace daquele abraço, na hora do triste adeus, e eu ali, amparada nos braços teus.
— Recordo aquele beijo, com capacidade de uma vida inteira durar.
— Ainda consigo sentir as lágrimas, no meu e no teu olhar.
— Difícil despedida, naquela hora da partida.
— Sabendo que não poderia ficar.
— Alí… Naquele exato momento o nosso, tinha que acabar.
— Duas vidas, no emaranhado de uma história de paixão e loucura, obrigados há caminhar, cada um em uma rua
— Precisando sufocar os desejos do coração.
— Aquele sentimento que era furacão e tormento,
— Ardia em desejo e paixão
— Carícias, beijos e sofrendo pela possessão
— Anos se passaram, e as vezes me pego com o olhar perdido, visitando aqueles momentos vividos,
que levo comigo nessa viagem pela vida!
— O bom é isso,
viver e saber quando é preciso partir, e quando se pode ficar,
— E ter histórias pra contar!
Rosely Meirelles
"Quando a gente estar triste demais, gosta do por-do-sol...." -Disse o pequeno príncipe; "Antoine de Saint-Exupéry".
Mas se o dia a pouco amanheceu, espero o entardecer. Provavelmente o sol se encobrirá de uma bela miragem só para me ver sorrir.
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