Nem Sabes Chegaste quando eu te Sonhava Poema

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⁠Encontro (microconto)

Foi uma longa viagem. Não foi apenas para prestigiar um amigo. Quando a vi, encanto. Quando a ouvi, encanto. Dois anos depois, nem te conto. Seis anos depois, eu conto e ainda me encanto.

Para Camila Mielnik

⁠Faz o seguinte:
Só volta a falar comigo
Quando você conseguir deixarde ser mais do mesmo

⁠... Mas quando a maldição começou a sussurrar em seu ouvido
E confirmaria qual era seu maior medo
A mágoa e o desespero se tornaram um fardo grande demais para suportar

O momento que ele se deu conta do que tinha feito
Era tarde, para ele, para eles, a maldição havia vencido
A raiva e a angústia tomaram sua frágil alma
E causaram um furo perverso que ele nunca conseguiria controlar

⁠Aquele sorriso

O sorriso mais bonito é dado quando o coração está em paz consigo mesmo, e seu corpo não aguenta mais segurar tanta felicidade dentro de si.

É engraçado quando se aproximamos de alguém sem o conhecer.
Mas engraçado é quando mesmo sem conhecer surge um sentimento⁠ de gratidão. E o fato de que cada dia que passa esse sentimento se transforma te deixando ainda mais confuso, então você pensa, será que estou reagindo da forma certa ou estou mais uma vez caindo na minha própria ilusão?
Sentimentos são traiçoeiros, devemos sempre desconfiar mesmo esse sentimento partindo de si mesmo.

Quando as chuvas dos meus olhos forem as lágrimas nos teus, encontraremos o nosso Mar.

Doctorstrangelove

Será que fui o pedido quando assopraram o dente de leão?
Que fui o desejo ao ver uma estrela cadente?
O motivo da moeda jogada na fonte?
A inspiraçao de pelo menos um dia para alguem levantar e tentar mais uma vez?
Ou minha existencia só se apaga com borracha como os numeros de equaçoes erradas.

Imagino o que puder
Faço só quando pensar
Desejo o que é bom pra fé
Não vou deixar falhar

VOCÊ CRÊ (soneto)

Quando nos vemos nos olhos que não vê
A incerteza nos traz o desespero, solidão
Temos um bem maior que é a consagração
Tudo pode naquele que fortalece, você crê?

Acredito no amor paternal, na Trindade:
O Pai, o Filho e o Espírito Santo, amém!
Pois Ele venceu a morte, e o mau também
Acredito no verbo eterno, a única verdade

Ele veio e anunciou trazendo a vida nova
Acredito! Pois o seu amor no amor renova
E em sua compaixão, nos ama com paixão

Que a fé nossa de cada dia seja a prova
Do perdão que se clama em hino e trova
Eu acredito na Cruz de Cristo, a salvação!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

sem cena

quando menos se espera
o tempo nos aponta
fugaz foi a primavera
e damo-nos conta
sem que se queira

- ficamos velhos

sentados nesta cadeira
as dores nos dando relhos
a tempo sem eira nem beira
a solidão querendo ir e não vai
e a vida só de bobeira...

vai um
vai outro
um parente
aqueloutro
e de repente

vai a gente!
e a cena já era...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2019
Cerrado goiano

Quando você sentir medo do amanhã
É só se apoiar no meu ombro
Vou confortar você e estarei ao seu lado

"E o melhor tempo é o agora,
aqui dentro confusão, se a
verdade abre a porta, quando
a tristeza faz morada se aloja,
minha razão não me conforta."

[Jota'Fs - Abstratos intentos]

CERRADO EM PRECE (soneto)

Cerrado é a candura do tardar do dia
Quando a poesia dos sinos, em trova
Choram o clamor do donzel ave maria
Canonizando ao encanto a boa nova

O sertão de alma sempre em prova
De messe varia no chão em teimosia
Toda a glória, resignação que renova
Do sereno à sequidão que então ardia

Da tua fulgência aos olhares é certo
Tua imensidão nos faz tão pequeninos
Céu de estrelas, em divinos pirilampos

E em uma prece a Deus Pai, decerto
Enaltecemos. Estes júbilos tão divinos
Da pluralidade de seus remotos campos

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro, 14 de 2018
Cerrado goiano

Sabe qual é a pior parte?
É quando percebo o quanto sou refém
dos meus pensamentos;
dos meus sentimentos;
dos meus medos;
do meu Ego.

"Quando somos incapazes de compreender o amor, que a misericórdia nos abrace."

Giovane Silva Santos

TALVEZ ILUSÃO, QUANDO SENTI (soneto)

Talvez ilusão, quando senti, mas sentia
Que, ao desânimo da alma nela enleada
Entre a dor, o fôlego, pelos poros subia
Numa preamar de esperança prateada

E eu a via no olhar, olhava-a... Ferroada
Assim em cada raio, aí então eu resistia
E construía degraus nesta dura escada
Mesmo que se risco corria... ou se feria...

Tu, alegria sagrada! E também, capital
Sede das sedes!... que venha por nós
Tal reticências, e não como ponto final

E, ó desejada! E tão buscada, aporte
Como um emaranhado de um retrós
Súbito. Vi que rompe na medida sorte!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Fé e mais nada.

Quando você não tiver mais nada e ainda assim ainda tiver fé, acredite, já é o suficiente.

Quando ficamos verdadeiramente doentes (não é apenas uma simples dor de cabeça e coisas do tipo), é aí que percebemos quão insignificante é um batom nos lábios, o retoque das raízes brancas dos cabelos ou até mesmo pentear-se.
Nada disso tem importância quando a prioridade é a sua saúde, a sua enfermidade. E isso ocorre de repente, quando menos se espera. Quando adoecemos, nos agarramos à fé e a qualquer fio de vida, de esperança que nos tire daquele momento tão doloroso (por dentro e por fora).
Por isso, a cada dia que passa, tenho a maior certeza de que essas coisas supérfluas, essas trivialidades, essas normas de beleza midiática não fazem parte de mim. O que realmente importa é a saúde, a longevidade e o nosso bem-estar.
Estar verdadeiramente viva e estar próxima daqueles que amo e que gostam de mim. Não sabemos o que o amanhã nos reserva...

Abandono

Depois de teu olhar triste
Nada mais se alegrou sem você
A noite se fez dia, quando partiste
E o sol se disfarçou de lua em turnê
O relógio parou naquele momento
Cada segundo de dor era clichê
De saudade, de solidão, de tormento
A poesia ficou sem poeta, à mercê
As ruas sem calçadas, sem pavimento
E a vida, ah a vida ficou sem você
Depois que partiste, olhar triste.
E eu aqui no abandono do porquê.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/03/2016, 16'33" - Cerrado goiano

Sabe!
As vezes fazemos tanto pelo outro…
… ao ponto de ficarmos cego.
Mais quando vamos ao oftalmologista…
… ele nos receita o grau…
… daquilo que precisamos enxergar.
E veja só!
A decepção é grande…
Aliás!
Ela é enorme!

Admilson
02/11/2019