Nem Sabes Chegaste quando eu te Sonhava Poema
Meu pai cantava essa música quando eu era criança. Me sentia tão amada e orgulhosa de ouvir ele cantando para mim:
"Quero uma mulher
Que saiba lavar e cozinhar
Que de manhã cedo
Me acorde na hora de trabalhar
Só existe uma
E sem ela eu não vivo em paz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais
Ninguém sabe igual a ela
Preparar o meu café
Não desfazendo das outras
Emília é mulher
Papai do Céu é quem sabe
A falta que ela me faz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais." (canção de Vassourinha)
"Quando me olha com esses olhos, eu já sei.
E quando me beija com essa boca, eu sempre sinto.
Quando me toca com esse toque, eu esqueço o mundo.
E quando vai embora por essa porta, eu quase morro."
Dói ser acusado por algo que eu nunca fiz.
Dói ser olhado com desconfiança quando, por dentro, eu sei exatamente quem eu sou.
Não é só sobre palavras jogadas ao vento, é sobre caráter sendo colocado em dúvida, sobre esforço sendo ignorado, sobre tentar fazer dar certo e, ainda assim, parecer que nunca é suficiente.
Eu me esforço. Eu permaneço. Eu escolho ficar.
Mas mesmo assim, sou tratado como alguém que quebraria aquilo que eu mais tento proteger.
Isso cansa.
Cansa ter que provar o tempo todo algo que já deveria ser visto.
Cansa carregar o peso de uma culpa que não é minha.
Cansa sentir que, não importa o que eu faça, a desconfiança sempre vai falar mais alto.
E o que mais machuca…
é que isso vem de quem deveria ser meu lugar de paz.
Eu não quero viver em defesa.
Eu não quero ser julgado todos os dias por um erro que nunca cometi.
Eu não quero que o amor se transforme em vigilância.
Eu só queria ser visto com verdade.
Com justiça.
Com confiança.
Porque amar também é acreditar.
E ninguém consegue permanecer inteiro onde precisa se justificar o tempo todo
Senhor,
lembrei-me de momentos dolorosos,
por amizades e também por amor.
Quando eu achava que tudo havia acabado pra mim,
Tu aparecias, e mesmo sem estar visível, eu via
como era presente a Tua presença.
Tua mão, Teu toque, são tão reais,
e Tua voz, tão audível.
Com a mão, me seguraste,
e com a voz, me acalentaste, dizendo:
“Filha, Eu estou aqui, e vou te ajudar.”
Mas admito, a dor era tão grande que eu mal Te escutava.
Minha alma gritava,
e mesmo com meu corpo querendo reagir,
Tu me seguraste.
Mais uma vez, Tua mão me amparou
e me impediu daquilo que só o Senhor sabe.
Tu me enxergaste no meu pior momento
e ainda assim me amas.
Não tem como não questionar o porquê
simplesmente: por quê?
“Por quê?” - dizes: “Ah, se tu soubesses como te vejo…”
Queria ver-me como Tu me vês,
porque tudo o que eu vejo é escória.
Mas Tu, me tratas como uma pedra preciosa.
Por isso, sei
não importa o quanto eu entregue minha vida a Ti
nunca serei merecedora de tamanho amor
de tanto cuidado
e de Ti nunca serei merecedora, meu Deus.
E no fim, Tu entregas a mim
o Teu amor e a Tua confiança.
Como podes ser tão bom
tão bom assim pra mim?
Por: Gabrielle Torok
“Quando meu amigo e eu vemos alguém mimando quem gosta, sem saber que ela troca ideia com outro.”
Mac Jhogo
“Quando eu encontrar o amor da minha vida, não vou precisar de cenário perfeito, nem de discursos ensaiados.
Vai ser simples… talvez na cozinha, entre uma conversa boba e um sorriso desajeitado.
Vou olhar nos olhos dela e saber: é ali que eu quero morar para sempre.
E, sem medo, vou pedir que caminhe comigo, não só em dias ensolarados, mas também nas tempestades.
Porque o amor verdadeiro não precisa de espetáculo, só de verdade.”
Eu me sinto um pouco mal assim, quando algumas pessoas falam pra mim:
você é muita coisa pra essa pessoa!'
ai eu vejo que é verdade!
"Quando o ouro se desfaz"
Enquanto eles confiam no poder do dinheiro
Eu confio no silêncio da oração,
Na força que nasce da fé verdadeira,
No brilho que vem da esperança em ação.
Enquanto eles contam moedas e cifras,
Eu conto estrelas no céu da noite,
Cada uma lembrando que a vida é mais rica
Quando o coração se mantém em açoite.
Enquanto eles erguem muralhas de ouro,
Eu ergo pontes de amor e bondade,
Pois sei que o tesouro que nunca se acaba
É o que floresce na eternidade.
Enquanto eles confiam no poder do dinheiro,
Eu confio no olhar de Deus que guia,
E encontro na fé o caminho inteiro,
Que transforma a dor em poesia.
E no fim, enquanto o ouro se desfaz,
Restará apenas o vazio em suas mãos,
Pois o poder do dinheiro é sombra que passa,
Mas a fé floresce e permanece nos corações.
"O mundo se silenciou. Silenciou da mesma forma em que eu me silenciei quando há vi entrar pela primeira vez por aquela porta...
O mundo se silenciou. Nós nos silenciamos... Ficamos ali lado a lado, faltou voz e palavras, mas sobrou amor. Até parece que ele sabia que ela ao entrar por aquela porta deixaria de ser o mundo e passaria a ser só o meu mundo."
"Eu Te Vejo, Mesmo Que Não Digas"
Te vi quando ninguém mais via,
quando teu abraço calou meu fim,
quando tua oração venceu o abismo
e me fez lembrar que ainda havia um “sim”.
Tu foste a ponte sobre águas escuras,
a mão no meu ombro, o peito no meu choro,
e agora és tu quem afunda em silêncio,
escondendo a dor sob um falso decoro.
Por fora, um sorriso cansado:
“tá tudo bem, pode deixar...”
Mas eu escuto o grito abafado:
“por favor, alguém… vem me buscar.”
Tu carregas o mundo sem pausa,
tentando ser força onde falta chão,
mas até heróis precisam de descanso,
até os fortes merecem compaixão.
Não posso tirar tua dor com palavras,
nem consertar o que em ti desmorona,
mas posso sentar ao teu lado em silêncio,
segurando tua alma que ainda ressona.
Se não quiser falar, tudo bem,
se fugir de ajuda, eu entendo.
Só não pensa que está invisível —
eu te vejo, amigo, eu tô te vendo.
E mesmo se teu mundo ruir em pedaços
e tu não tiveres força pra chamar,
lembra: fui salvo pelo teu abraço…
e agora, eu só quero te abraçar.
Dizem por aí
Dizem por aí, que sou eu quem rouba as tuas lembranças,
quando estás pensativa.
Dizem que sou eu quem rouba os teus amigos,
roubo alimentos e delírios e levo embora a tua bússola de destinos.
Dizem por aí, que roubo a tua água, sabão e esponjas que lavariam os teus erros.
E dizem mais.
Dizem que fui ligeiro, ao encher os teus olhos de areia e pendurar aranhas nas luas cheias plantadas em teus jardins.
A Globo não diz, mas teus seios cresceram me esperando.
Não diz que os meus arbustos floresceram, exercitando os seus músculos, dentro da solidão e saudade de ti.
Dizem por aí, que eu me fiz passar por alguém que a levaria ao cinema.
Mas, de bolsos vazios? Claro que não apareci.
Te neguei refúgio, neguei-te a claridade e roubei os teus cigarros.
Fiz desenhos alunares e a deixei sonhando com o altar.
É claro que todos estão certos, afinal, sou esse monstro repleto de traças e de brochuras. Sou único, a montar e desmontar os teus quebra-cabeças.
Dizem as esquerdas, que conhecestes a liberdade, através de mim!
Não dou testemunhos falsos.
Juntos, caminharemos firmes rumo ao massacre.
Deixe que falem que sou romanesco e até simplório. Deixe que chorem.
Lágrimas salgadas de oceano são sintomas sem vidas. Foi o Fernando quem falou essa coisa.
Loucuras sem método? Aguarde notícias.
Só não interfira no que faço. Deixe-me errar. Eu sei errar sozinho.
Quando o poeta está errando, deixe que enlouqueça.
Não afugente os seus delírios.
De mãos dadas, rumaremos ao desastre.
Pode ser que nos matem e que nos rasguem, e até nos apaguem. Se a direita ressuscitar, isto é certo.
Mas vamos nos pertencer. Formaremos uma só ideia. Alimentaremos a tudo que de certa forma possa gerar futuros.
Chegaremos ao futuro expondo nossas vísceras. Seremos dois gigantes destemidos. Não vamos perpetuar orçamentos em segredo.
Quando eu contava cerca de sete anos de idade, vivi um episódio singelo na forma, mas profundo em suas consequências. Havia, nas cercanias de minha infância, um homem dado à intriga fácil, desses que fazem da palavra instrumento de desordem. Num instante de impaciência, ainda imaturo, nomeei-o pelo que me parecia ser: fofoqueiro.
A palavra, uma vez proferida, não se dissipa — retorna. E retornou. Chegou aos ouvidos de minha mãe, que, sem hesitação, aplicou-me a devida correção.
Não foi a dor que me marcou — pois essa é efêmera. Foi a intenção pedagógica, precisa, quase cirúrgica. Minha mãe não punia por ira, mas por princípio. E suas palavras ecoam até hoje com a força de um mandamento: “Respeite os mais velhos.”
Naquele tempo — e aqui não falo com saudosismo barato, mas com senso histórico — o respeito não era tema de debate, era prática cotidiana. No transporte público, por exemplo, não havia hesitação: a presença de um idoso bastava para que nos levantássemos. Não por obrigação legal, mas por formação moral.
Éramos moldados sob a égide de limites claros. Havia hierarquia. Havia disciplina. Havia, sobretudo, a compreensão de que viver em sociedade exige contenção do ego e consideração pelo outro.
O que observo hoje, entretanto, é uma perigosa diluição desses fundamentos. Confunde-se liberdade com ausência de freio. Exalta-se o indivíduo em detrimento do coletivo. E o resultado é visível: uma erosão silenciosa do respeito, da paciência e da responsabilidade.
Não se trata de nostalgia — trata-se de estrutura. Nenhuma sociedade se sustenta sem pilares. E pilares como respeito, disciplina e responsabilidade não são acessórios: são indispensáveis.
A pergunta, portanto, não é retórica — é urgente:
que tipo de caráter estamos formando… e que tipo de sociedade estamos autorizando a existir?
Preferem duvidar, apontar, se calar quando mais preciso.
Mas o que eles não sabem… é que eu já vi o futuro.
Já imaginei a virada, o momento em que tudo muda.
Cada conquista, cada passo firme, cada vitória que ainda vai chegar.
Eu não faço isso pra provar nada.
Não preciso convencer quem nunca esteve comigo.
Eu faço isso pra calar.
Calar as vozes que disseram “você não vai conseguir”.
Calar os olhares que subestimaram.
Calar o passado que tentou me limitar.
Porque quando acontecer e vai acontecer
eles vão assistir em silêncio.
Vão ver tudo o que eu construí.
Vão engolir cada dúvida, cada palavra não dita.
E eu?
Eu vou sorrir.
Não por vingança.
Mas porque eu sempre soube.
É fácil ser mulher quando convém
Pra viajar, eu te escolhi.
Mas vi você combinando de ir… sem mim.
Pra te presentear, eu te escolhi.
Mas até uma cueca você negou — como se te fizesse menos mulher dar algo em troca.
Pra te ajudar, te apoiar, te levantar… sempre foi você.
Em cada escolha, em cada gesto, em cada plano — era você.
Mas seu apego por redes sociais, por validação, por essa vida perfeita que você tenta vender…
Me fez enxergar que você ainda não sabe quem é.
Sem identidade, sem raiz.
Ei, lá fora ninguém se importa quando a gente tá com problema.
Mas aqui dentro, eu vi tudo. Eu senti tudo.
Quando o dinheiro chegou, você mudou.
A consideração que eu tive por você, você não teve por mim.
O homem que esteve ao seu lado virou peso. Virou passado.
Você não pensou duas vezes antes de abandonar a tal da “situação”.
Você fala de amor, mas age com arrogância.
Fala de respeito, mas não pratica.
Fala de parceria, mas só quando te convém.
Mas tá tudo certo.
Deus é justiça.
E Ele viu tudo.
Quando o medo sou eu
Às vezes, o coração dispara sem aviso. Não há perigo aparente, mas o corpo reage como se estivesse cercado.
É como se o mundo inteiro apertasse os ombros, como se o ar ficasse mais denso, como se cada pensamento virasse um grito dentro da cabeça.
São os picos de ansiedade ,FG1essas ondas que vêm sem pedir licença, que tomam conta do corpo e da mente. Nessas horas, tudo parece demais: as cobranças, as expectativas, os olhares, até o silêncio. A pressão se acumula como se eu tivesse que ser forte o tempo todo, como se falhar fosse o fim do mundo.
E o mais assustador é quando o medo não está lá fora. Está dentro. Quando começo a temer a mim mesmo meus impulsos, meus pensamentos, minha incapacidade de controlar o que sinto. Quando me olho no espelho e não reconheço quem está ali. Quando me pergunto: “E se eu não aguentar? E se eu fizer algo que não consigo desfazer?”
Mas mesmo nesses momentos escuros, há uma parte de mim que resiste. Que sussurra, mesmo que fraco “Você já passou por isso antes. Você não é o que sente agora. Isso vai passar.” E passa. Sempre passa. Não sem dor, não sem luta, mas passa.
Falar sobre isso não é fraqueza. É coragem. É admitir que ser humano é, às vezes, ser vulnerável. E que tudo bem ter medo até de si mesmo desde que a gente não se perca nesse medo. Porque há força em reconhecer a própria dor. E há esperança em continuar, mesmo tremendo.
Evans Araújo
Quem sou eu?
Pé no chão, cabeça firme e coração leal.
Posso até demorar, mas quando decido ir, ninguém me para.
Não vivo de promessa, vivo de constância.
Não falo muito, faço.
Não corro atrás de aplauso, corro atrás de resultado, aprendendo e buscando fórmulas
Quem anda comigo sabe,
sou tranquilo até me testarem,
paciente até abusarem,
forte porque aprendi a lei da espera.
Não pulo etapas.
Faço Construção interna
E quando chego, fico.
Quando eu atravessei o meu deserto, vi muita gente que dizia estar perto simplesmente desaparecer.
Os de longe, poucos, ainda perguntavam o que tinha acontecido, mas era apenas pra alimentar a discórdia e fofoca , afinal, corações rancorosos.
Ali eu entendi, quem me sustentou não foi plateia, foi Deus. Ele foi minha fonte quando tudo parecia seco. A Palavra que diz “ser forte e corajoso” não ficou só na Bíblia, virou prática diária dentro de mim.
As poucas mãos que ficaram não eram muitas, mas eram verdadeiras. E com elas fiz conexões, levantei a cabeça e continuei caminhando. No meio da luta, tive que matar o menino ingênuo que ainda tentava sobreviver na minha alma. Não foi perder a essência, foi amadurecer.
Antes, o meu coração era aberto demais. Hoje ele é firme.
Não aprendi a destratar ninguém, mas aprendi a selecionar.
Não mudei minha verdade, só parei de jogar sozinho enquanto os outros jogavam diferente.
Sobrevivi.
E, no fim, foi um único braço que me sustentou de verdade.
Obrigado, Deus, por nunca soltar minha mão.
Graças ao perdão que me limpa.
Graças à energia que me mantém de pé.
O CHORO!
Nessa grande angústia da vida
Que eu tenho passado
O choro é meu companheiro
Quando fico angustiada
Me mantém aliviado
Faço ele de aliado
Nessa insônia profunda
Uma ansiedade fora do normal
Um aperto forte no peito
Chorar é minha solução
Um alívio pro coração
Lágrimas escorrendo
De todo jeito caindo ao chão.
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