Natural
O medo é natural. A vida é bela e valiosa — disso todos temos ciência. Ainda assim, cedo ou tarde a morte chega e nos tira tudo. O conforto está em saber que, depois da morte, não haverá mais dor nem sofrimento.
" Escrevo de forma natural, humana, com verdade, clareza e intenção, quero que o leitor se sinta compreendido, mergulhe profundamente em sua existência evolua e prospere " !!!
Márcos Frèitas
Tudo que vai, volta, lei natural
O amor que foi de mentira não aguenta o temporal
Eu também estou perdido, mas não estou só
No caos da cidade, eu escuto minha voz
- música Nasci pra ser selvagem do dj gato amarelo
Não, esta vida não me parece natural.
Há nela uma ordem que não escolhi e à qual, ainda assim, pertenço.
Nasci — e, antes que pudesse sentir o espanto de estar aqui,
já havia uma prova da minha presença.
Um papel declarou meu começo. Eu não.
Outros vieram depois, confirmando etapas.
No fim, outro afirmará que terminei.
É estranho que a existência precise de testemunhas,
como se o simples fato de respirar não bastasse.
Às vezes penso que não vivo, apenas correspondo.
Respondo a chamadas invisíveis,
atendo a expectativas que não formulei.
Sou menos um ser do que uma função em curso.
Pergunto-me se existo
ou se apenas me mantenho em operação.
Meus pais me pensaram antes de me conhecer.
Havia em mim um projeto que não era meu.
Minha mãe me chamava de futuro.
Eu tentava existir no presente.
Cresci entre o desejo deles e a minha própria indefinição.
Hoje não sei se falhei
ou se apenas nunca aceitei ser continuação.
Há em mim algo que resiste.
E, no entanto, todos os dias sou traduzido em números.
Sabem tudo sobre mim.
Não sabem quem sou.
Não me oprimem as paredes.
O que me inquieta é a forma —
a exigência de caber sem sobrar.
Vestimos papéis como se fossem natureza.
Chamamos dever ao que é repetição.
Chamamos escolha ao que já estava traçado.
E corremos —
não sei exatamente em direção a quê.
Dizem que isso é amadurecer.
Talvez seja apenas suportar a própria compressão.
Construímos cidades verticais
e desaprendemos a olhar na altura dos olhos.
Quanto mais alto subimos,
mais abstratos nos tornamos uns para os outros.
Multiplicamos fronteiras:
classe,
crença,
idioma,
convicções herdadas.
A aproximação tornou-se um esforço.
É preciso explicar-se antes de simplesmente estar.
Às vezes imagino um lugar
onde não seja necessário justificar a própria presença,
onde o erro não se converta em identidade.
Não sei se esse lugar existe fora do pensamento.
Não sei se escrevo para confessar
ou para observar a mim mesmo escrevendo.
Há momentos em que me sinto dividido
entre o que sente
e o que analisa o que sente.
Talvez eu seja apenas essa divisão.
Ainda assim, algo em mim não se acomoda —
uma recusa discreta que insiste.
Não sei se há saída.
Mas sei que não aceito ser apenas o que registraram de mim.
Não aceito ser engavetado.
Se não posso abandonar o mecanismo,
posso duvidar dele.
E essa dúvida, por enquanto,
é a única prova que reconheço como minha.
Não sei se posso derrubar os muros.
Mas posso subir —
enquanto não me puxam de volta.
E espiar por cima.
E lembrar, nem que seja por um instante,
que o horizonte não pertence a quem o delimitou.
Viver em Deus é estabelecer uma conexão real, ativa e constante que transcende o natural e alcança o sobrenatural.
É natural retribuir o bem; no entanto, é divino fazer o bem àqueles que não demonstraram ser bons. Em resumo, há seres humanos e seres angelicais.
Existe uma inteligência natural operando em você que não depende do pensamento analítico. Ela se manifesta quando há espaço interno, quando a mente não está constantemente interferindo. Confiar nisso não é um ato de fé cega, mas o resultado de observar repetidamente que a vida se organiza melhor sem excesso de controle.
A escassez que nos governa não é natural. Ela é inventada, construída, impressa, possuída, administrada e distribuída: Hoje, o dinheiro é infinito, ou melhor, potencialmente limitado; E isso é fato.
O primeiro equívoco está em tratar o dinheiro como se fosse um objeto escasso por natureza, como água no deserto ou ouro enterrado no chão. O dinheiro moderno não é uma coisa, é uma relação. Uma relação contábil, jurídica e política.
Briguei Natural..
Briguei com a natureza,
Discuti com a chuva,
Resmunguei com
as nuvens.
Me despi por completo,
Corri para a varanda
e fiquei esperando o
Sol atravessar as massas
Carregadas e me acertar
bem no meio do peito,
com os seus raios ultra violetas.
"O bom professor é aquele que através da sua didática natural é capaz de levar o mais complexo dos conhecimentos à fazer parte do grupo dos saberes mais simples!"
"Quando o medo se dissolve, a generosidade torna-se o nosso estado natural. Passamos a investir a nossa energia na expansão da luz, e não na defesa das sombras"
5 pilares que representam um ciclo natural da existência consciente:
1. Observar
Antes de qualquer ação, é necessário ver.
Observar é captar a realidade como ela se apresenta, sem distorções, sem pressa e sem julgamento precipitado.
É o ponto de partida da verdade.
2. Compreender
Aquilo que foi visto precisa ser entendido.
Compreender é organizar, interpretar, conectar causas e consequências.
É transformar informação em sentido.
3. Decidir
A compreensão conduz à escolha.
Decidir é assumir uma direção com consciência, não por impulso, mas por clareza.
É o momento em que o caminho é definido.
4. Agir
Toda decisão precisa se manifestar.
Agir é materializar o que foi escolhido, trazendo ao mundo aquilo que antes era apenas intenção.
Sem ação, não há transformação.
5. Autoconsciência
Após agir, é necessário olhar novamente.
Autoconsciência é avaliar, ajustar, aprender.
É o pilar que impede a repetição de erros e permite a evolução contínua.
A dualidade não é defeito. É o estado natural de quem ainda não integrou o que sabe com o que sente.
“Por que a eloquência parece tão natural, enquanto a serenidade nos soa quase surreal? No plano das ideias, somos amplos e livres. No mundo real, tropeçamos em obstáculos. Em suma: enquanto ideias, somos infinitos. Enquanto objetos, somos finitos e restritos.”
