Não Vou mais Pertencer
Ainda que me faltem bens ainda que me falte a saúde, eu não vou deixar de te adorar.
#kauêhemrik
#adoradordocéu.
Vou me quebrar um milhão de vezes pra me reconstruir, até encontrar a estrutura que suporte passar por pontes, estradas esburacadas, muros, barreiras grandes e pequenas, pelo fogo, pela água, pela larva escaldante, mas quando me reconstruir estarei inteira.
E estando inteira, não haverá barreira intransponível, estrada intransitável, muros impossíveis de escalar, fogo que me queime , água que me afogue ou larva escaldante que não me permita a passagem.
Meu espírito estará forte e minhas asas me tornarão capaz de plainar sobre cada obstáculo que em algum momento não me permitiu a passagem e de algum modo me quebrou…
sei que nosso amor é proibido por isso vou te beijar como o último ato de amor antes de partir para me lembrar de você neste beijo
E olha… eu vou te contar uma coisa que a gente só entende depois de apanhar emocionalmente igual tapete em dia de limpeza pesada… amor que marca é barulhento. Faz escândalo, quebra prato invisível, deixa cicatriz que a gente até mostra com um certo orgulho, tipo troféu de guerra que ninguém pediu pra disputar. Já o amor que permanece… ah, esse quase não faz barulho nenhum. Ele chega de mansinho, senta do seu lado e, quando você percebe, já está ali há anos, dividindo até o último pedaço de pão e o último suspiro de paciência.
Eu já fui dessas que confundia intensidade com destino. Achava que quanto mais difícil, mais verdadeiro. Quanto mais lágrimas, mais profundo. Basicamente uma novela mexicana ambulante, só faltava a trilha sonora dramática e uma câmera dando zoom no meu rosto enquanto eu olhava pro nada pensando “por quê?”. E o pior é que a gente romantiza isso. A gente acha bonito sofrer. Olha que perigo.
Mas aí a vida, essa professora sem paciência e sem filtro, vem e fala “minha filha, senta aqui que você ainda não entendeu nada”. E foi aí que eu comecei a perceber que o amor que fica não precisa te convencer de nada. Ele não te deixa em dúvida, não te faz virar detetive emocional, não exige interpretação de texto às três da manhã.
O amor que permanece é quase sem graça… e é justamente por isso que ele é extraordinário. Ele não te dá frio na barriga todo dia, porque te dá algo muito melhor: paz. E paz, minha querida, não viraliza, não rende história caótica pra contar pras amigas, não dá engajamento… mas sustenta uma vida inteira.
Entre o amor que marca e o amor que permanece, eu também fico com o que fica. Porque o que marca às vezes só prova que doeu. O que permanece prova que deu certo. E no final das contas, depois de tanto drama desnecessário, tudo o que a gente quer é alguém que fique. Que fique quando o encanto dá uma cochilada, quando o dia é comum, quando a gente não está interessante, quando a gente só é… humana.
E é curioso, porque o amor que fica não grita “eu sou o amor da sua vida”. Ele só… fica. E nisso, ele vence.
Agora me diz, você ainda está escolhendo emoção ou já está escolhendo permanência?
Eu vou te dizer uma coisa que ninguém gosta de ouvir, mas todo mundo já sentiu na pele em algum momento: não é o silêncio que machuca, é o que a gente imagina dentro dele. Porque o silêncio, por si só, é só ausência de som… mas na cabeça da gente ele vira roteiro de filme dramático, com trilha sonora triste e direito a prêmio de sofrimento interno.
Tem gente que olha pra vida como quem olha pra um espelho quebrado e pensa assim, vou deixar um pedaço meu espalhado por aí, quem sabe assim eu não sumo por completo. Aí faz filho como quem planta uma placa escrita “eu estive aqui”, como se o tempo fosse um porteiro educado que respeita avisos. Mas o tempo não respeita nada, minha filha. O tempo entra sem bater, apaga luz, leva os móveis e ainda sai assobiando.
A gente cresce ouvindo nomes de família como se fossem heranças eternas, como se aquele sobrenome fosse uma espécie de colete à prova de esquecimento. Só que aí você para pra pensar com calma, numa terça-feira qualquer, lavando uma panela ou dobrando roupa, e percebe que mal lembra o nome dos seus bisavós. Às vezes nem foto tem. Viraram um vulto, uma história mal contada, uma frase começando com “dizem que...”. E pronto. Foi assim que uma vida inteira virou rodapé.
E não é falta de amor, não. É excesso de tempo mesmo. O tempo vai empilhando gerações como quem guarda caixa em cima de caixa no fundo do armário. Uma hora ninguém mais abre. E lá dentro ficam risadas que ninguém mais escuta, medos que ninguém mais entende, sonhos que ninguém mais sabe que existiram. Tudo guardado, tudo esquecido, tudo tão humano.
Aí me vem essa ideia de imortalidade através de filho, e eu fico meio assim, meio rindo, meio pensativa. Porque não é sobre permanecer no mundo, é sobre ter feito sentido enquanto esteve aqui. Não adianta querer eco eterno se a própria voz nunca foi ouvida de verdade nem por si mesma. Não adianta deixar descendência se a existência foi vazia de presença.
No fim, a gente não fica. O que fica é um gesto, um jeito, uma frase repetida sem saber de onde veio. Fica um costume, um traço no rosto de alguém, uma mania de rir em hora errada. A gente vira detalhe. E talvez isso seja até mais bonito do que virar monumento. Monumento ninguém toca. Detalhe vive sem pedir licença.
Então talvez o segredo não seja tentar não ser esquecida. Talvez seja viver de um jeito que, mesmo esquecida, tenha valido cada segundo. Porque a verdade, meio sem glamour nenhum, é essa: o esquecimento não é o contrário da importância. É só o destino comum de quem passou por aqui.
E eu, sinceramente, acho libertador. Dá um alívio danado saber que não preciso carregar o peso de ser eterna. Já basta ser inteira enquanto dura.
No dia 28 de julho de 2024, vivi uma situação que jamais vou esquecer.
Eu estava em casa, muito doente, sem imaginar que meu corpo estava entrando em colapso. O que mais tarde descobri era que eu estava com septicemia, uma infecção generalizada gravíssima, que já estava levando meus órgãos à falência.
Procurei atendimento na UPA de Barra do Corda, Maranhão. Mostrei os exames que tinha em mãos, expliquei o que estava sentindo e deixei claro que havia uma suspeita séria do meu quadro. Mesmo assim, recebi uma injeção e fui mandada de volta para casa. Disseram que o que eu tinha era ansiedade.
Mas não era ansiedade.
Enquanto eu tentava sobreviver, meu organismo estava travando uma batalha silenciosa contra uma infecção que avançava rapidamente.
Voltei para casa sem a cirurgia que precisava e sem a urgência que a situação exigia. Passei aquela noite em uma condição extremamente grave, sem saber se veria o dia seguinte.
Foi então que Deus usou outras pessoas para mudar o rumo da minha história.
No dia seguinte, meu sogro entrou em ação. Através de um contato que ele possuía, conseguiu mobilizar ajuda para que eu finalmente recebesse a atenção necessária. Graças a essa intervenção, fui encaminhada para uma cirurgia de emergência.
A cirurgia aconteceu a tempo.
Os médicos constataram a gravidade do meu estado. Eu estava com septicemia e falência de órgãos. Quando penso em tudo o que aconteceu, não consigo deixar de refletir sobre o quanto estive perto da morte naquele período.
O mais impressionante é que, algum tempo depois, retornei à mesma unidade de saúde. Durante o atendimento, me perguntaram quais eram minhas alergias. Respondi normalmente e informei tudo com clareza.
Ao receber a receita médica, resolvi ler antes de sair.
E ali estava prescrito justamente um medicamento ao qual eu havia informado ser alérgica.
Naquele instante, um filme passou pela minha cabeça.
Se eu não tivesse lido a receita, o que poderia ter acontecido?
Esses acontecimentos me ensinaram que ninguém deve abrir mão de acompanhar o próprio tratamento. Ler receitas, conferir exames, fazer perguntas e buscar esclarecimentos não é desconfiança. É cuidado com a própria vida.
Hoje, olhando para trás, sinto gratidão por estar viva. Gratidão a Deus, ao meu sogro e às pessoas que cruzaram o meu caminho naquele momento tão crítico. Porque a verdade é que, sem essa ajuda, talvez eu não tivesse a oportunidade de contar esta história.
E isso é algo que nunca esquecerei.
Eu não vou julgar, o perdão é Deus quem te dará!
É interessante como a Fé e a espiritualidade podem ser tão profundas e pessoais, refletindo a crença de que nossas ações e intenções são sempre vistas e julgadas. Muitas pessoas realmente acreditam que o arrependimento sincero é o caminho para o perdão, mas também é verdade que a sinceridade é algo difícil de medir.
Tem pessoas que parecem brincar com a misericórdia de Deus, que dizem estar arrependidas, mas no fundo querem apenas o perdão para seguirem com a consciência tranquila.
Finge convenção apenas, mas com Deus ninguém brinca, ele tudo sabe, tudo vê e é por esse motivo que eu lhe entrego nas mãos dele!
Para esse Natal, eu não vou pedir.
Vou agradecer os livramentos. 🤚
Principalmente agradecer as bênçãos 🙏
Os novos integrantes que chegaram à família 🚼
Fazer muita oração pelos nossos doentes.
Comprar um panetone de frutas ao invés de roupa nova, ir ver a árvore em Botafogo com minhas visitas e se possível fazer um luau num dia de noite perfeita, Se a lua brilhar, eu irei vibrar
Esse será o momento incrível desse Natal.
Que o Espírito Santo me invada e eu consiga transformar essa data não num momento de comercialização, e sim de união e amor.
Amor, a minha áurea e que ela irradie luz a todos à minha volta.
E que tudo tenha sentido, em forma de sentimentos verdadeiros que só a presença traz.
Não os presentes 💝
2026 vem com calma que eu tô bem tranquila...
Hoje eu não vou pedir nada ✋ só vou agradecer 💕
Agradecer sempre, cultivar a gratidão pelas pequenas coisas, como o fôlego de vida e a família, agradecer os pequenos detalhes aumenta o bem-estar, melhora a saúde física e fortalece o corpo e a alma. Bom dia! 🌻☕🌸
Ninguém me disse nada, eu também não quero saber.
Se não for para ajudar, eu não vou atrapalhar.
São esses os meus ditados favoritos.
🙈🙉🙊
