Não Tente Entender
Para mim, amar uma mulher de verdade é entender que ela não é minha propriedade. Amar é respeitar sua autonomia e deixá-la viver sua própria essência.
Amar uma mulher de verdade é entender que o meu mundo não deve ser a cela dela. Ela não é minha propriedade; amar é deixá-la viver a própria vida e ser feliz por isso.
O amor é um mistério: a gente tenta entender com a cabeça, mas ele só funciona com o coração (e um pouco de paciência).
É estranho como o coração demora tanto para entender o que os olhos já cansaram de ver: que o nosso 'nós' virou apenas saudade acumulada.
Amar você é entender que seu brilho próprio não me pertence, mas me encanta. É saber ouvir o que sua alma pede, ser seu melhor amigo e ter a coragem de te deixar voar rumo aos seus sonhos — porque amar também é querer te ver feliz, mesmo quando o seu destino exige que você siga sozinha.
O verdadeiro amor não é posse, é parceria. É ouvir com o coração, entender com a alma e amar tanto ao ponto de deixar que ela viva seus sonhos, pois a maior felicidade de quem ama é ver a mulher que escolheu brilhando onde ela sempre quis estar.
Maturidade é entender que o 'novo' nem sempre é 'melhor'. Às vezes, a modernidade é só um barulho que tenta esconder a falta de elegância.
Te peço desculpas por ter demorado tanto para entender o meu lugar na sua vida. Eu insisti em algo que só existia no meu coração, e sinto muito por qualquer desconforto que minha insistência tenha causado. Hoje entendo que amar sozinho não é suficiente. Por isso, estou indo embora para me encontrar. Me deseje sorte, porque vou precisar de cada gota de coragem para não voltar atrás.
Como ser racional, ter bom senso e entender uma lógica ?
Em situações inesquecíveis, inesperadas, inusitadas e inexplicáveis.
Eu demorei para entender que minha fé não precisava de moldura. Não era sobre pertencer a um templo específico, repetir palavras decoradas ou provar algo para alguém. Um dia percebi, quase em silêncio, que Deus não estava distante nem escondido atrás de rituais; Ele morava em mim. E quando entendi isso, algo dentro de mim ficou tranquilo, como se finalmente eu tivesse chegado em casa.
Não depender de religião não significa desrespeitar quem encontra Deus nela. Pelo contrário, cada pessoa tem seu caminho, sua ponte, sua forma de conversar com o céu. A minha foi mais silenciosa, mais íntima. Foi no meio das minhas dúvidas, das quedas, das noites em que eu conversava sozinha com o teto, que comecei a sentir uma presença que não precisava de intermediários. Era uma fé simples, quase cotidiana, como respirar.
Eu descobri que Deus aparece quando eu cuido de alguém, quando eu escolho ser justa mesmo sem aplauso, quando eu perdoo, quando eu me levanto depois de um dia difícil. Ele está nos gestos pequenos, nos pensamentos que tentam ser melhores do que ontem. Mora nas decisões que tomo quando ninguém está olhando.
E isso muda tudo. Porque quando a gente acredita que Deus vive dentro da gente, a responsabilidade também muda. Eu passei a olhar mais para dentro, a vigiar minhas próprias atitudes, a tentar ser um lugar bom para Ele habitar. Não perfeito, porque ninguém é, mas verdadeiro.
Hoje eu caminho assim: sem precisar provar fé para ninguém, sem carregar rótulos pesados, mas com uma certeza calma de que não estou vazia por dentro. Há uma luz ali, discreta, constante, que me lembra todos os dias que Deus não está longe. Ele está aqui, comigo, vivendo cada passo da minha história.
O equilíbrio tá justamente aí: sentir sem se perder, questionar sem atacar, e entender sem se anular.
Eu demorei para entender que o que eu sentia não era mentira… mas também não era exatamente o que eu pensava que fosse. As conversas existiram, sim. Em algum lugar distante no tempo, em alguma versão de nós que um dia foi real, elas aconteceram. Não eram invenção da minha cabeça. Mas o que eu fiz com elas depois… ah, isso já foi outra história.
Eu peguei lembranças vivas e transformei em abrigo. Fiquei ali dentro, revivendo cada palavra como se ainda tivesse calor, como se ainda tivesse presença. E, por muito tempo, eu confundi memória com continuidade. Como se só porque algo foi bonito um dia, ainda tivesse o direito de existir no agora.
E é aí que mora o engano mais silencioso de todos.
Porque não é sobre ter sido real ou não. Foi real. Foi sentido. Foi vivido. Mas não é mais. E aceitar isso exige uma maturidade emocional que a gente evita, porque, no fundo, dói menos continuar visitando o passado do que encarar o presente sem ele.
Eu chorava não porque era fraca, mas porque eu ainda estava conectada a algo que já não me pertencia. Eu alimentava aquilo como quem tenta manter acesa uma chama que já virou brasa. E, de certa forma, eu conseguia… mas só dentro de mim.
Até que chegou um momento em que eu percebi que lembrar não era o problema. O problema era me prender.
Foi quando eu resolvi escrever. Não para recriar nada, não para reviver… mas para encerrar. Eu coloquei para fora tudo o que ainda ecoava aqui dentro, tudo o que ainda me atravessava. E quando eu terminei, não foi mágico, não foi instantâneo… mas foi definitivo.
Porque eu entendi que aquilo que existiu não precisa continuar doendo para continuar sendo válido.
Ele também sentiu, também reconheceu, também olhou para trás com aquele mesmo “e se…”. Mas a vida não se constrói com “e se”. A vida exige presença, escolha, responsabilidade com o agora. E nós dois, de alguma forma, escolhemos respeitar isso.
Não houve drama, não houve volta, não houve recaída. Houve silêncio. E, dessa vez, um silêncio que não machucava… um silêncio que curava.
Hoje, quando eu penso, já não pesa. Não porque eu esqueci, mas porque eu parei de carregar. Eu não apaguei a história… eu só devolvi ela para o lugar dela: o passado.
E isso me ensinou uma coisa que eu carrego comigo todos os dias… nem tudo que foi bonito precisa continuar. Às vezes, a maior prova de amor, inclusive, é deixar ir.
Eu sigo. Leve. Inteira. Sem precisar negar o que vivi, mas sem permitir que isso defina o que eu sou hoje.
Se você ainda está aí, segurando algo que já foi… talvez o que você precise não é esquecer. É só aceitar que existiu, honrar o que foi… e ter coragem de continuar sem.
Eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais querer contemplar que tentar entender, eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais solitude que solidão; a verdade é que eu tento entender o que eu sou ou não sou, o que penso que sei, e a verdade do que sou ou do que sei ou do que penso, as respostas pra tudo isso são de nenhuma significância, nenhuma relevância, todas as conjecturas compõem esta existência, esta vida. Eu olho o mar a engolir todas as minhas ansiedades; e a cuspir a minha arrogância, zombando dos meus marasmos com toda essa imensidão profícua e infinita generosidade divina, que acolhe a minúscula jangada e sopra sua vela com a suavidade de sua brisa propondo retorno e reencontros... os pescadores catam seus apetrechos com a satisfação de amplos sorrisos por pesca satisfatória; são nobres dentro de suas roupas rotas, consumidas pelo sol e pelo sal. Retorno à minha introspecção sob a poeira da estrada e as cores fubentas de um final de tarde gris; ao longe a cerca de marmelo que delimita o meu mundo, uma meia-água que guarda a minha verdade e "mofo" o jumento, a zurrar a monotonia e "quebra-queixo" a alarmar suas infinitas suspeitas fiel e leal com seu latir e ganir. Zuíla é silenciosa, mas eu sei que tem todas as respostas para as minhas introspecções, abraços para as minhas ansiedades, tem o mar nos olhos com a mesma imensidão do atlântico, que acolhe a jangada e gratifica os pescadores; e tem uma barriga proeminente que cresce a cada dia, onde germina a promessa de novas introspecções, outras conjecturas oceanos e imensidões para este meu espirito de pescador.
Devemos focar no que esta ao nosso redor, ao nosso alcance, e perceber e entender que isso é nossa maior riqueza.
Se te derem uma hora para resolver um problema use no mínimo meia hora buscando entender se é realmente um problema, caso seja, mais metade do tempo que faltar para analisar bem ele antes de mover um só músculo.
"No dia em que um caminhoneiro entender de economia e política, o Brasil dará um passo à frente! Mas não será com qualquer Zé Trovão que reformaremos o Congresso. Esse é um espaço para debates políticos, não para brigas de boxe!"
