Não Tenha Medo de Mim

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Sou juíza de mim,
sentença antes do erro,
castigo antes do descanso.
Aponto em mim o que tolero no mundo
e me nego a graça
antes mesmo do pedido.

Hoje a solidão toma conta de mim, me sinto só como se nada mais fizesse sentido algum, te amo demais e não sei como lidar com isso, por sei que esse amor só vem de mim.
Hoje sinto falta de você como nunca sentir, quero viver intensamente pra você. Te amo demais.

Porque acredito ainda em certas coisas bem limpinhas que quero preservar em mim.

Talvez...


Talvez eu viva em mundo só meu e não perceba o que acontece em volta de mim...
Talvez eu seja nada por aqui, ou eu seja sim, algo importante para alguns ou outros,
Talvez um dia eu ame alguem... ou não
Talvez eu escreva um livro, uma musica ou uma poesia
Talvez eu descubra quem sou, ou morra tentando até que chegue o momento que eu não saiba de mais nada...
Talvez você possa sorri pra mim, ou me odei o resto da vida.
Quanta infantilidade eu criei sem perceber e por isso me fez afastar das pessoas que julguei erradas pra mim.
Não me julgue! Pois se tudo que fiz foi mais por impulso do que sabedoria...
Não me olhe com pena... não sou tão fragil
Também não me substime... não sou tão forte!
Talvez eu minta,
Talvez eu traia,
Talvez negue que ja amei alguem... mas na verdade eu acho que não amei...
Talvez você não me entenda... então me desculpe por...
Talvez tentar.

Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?

Espero que um dia você olhe pra mim e pense:
“Cara, porque eu deixei algo tão valioso assim ir embora? Como sou idiota.”

Por muitos anos procurei-me a mim mesmo. Achei. Agora não me digam que ando à procura da originalidade, porque já descobri onde ela estava, pertence-me, é minha.

Mário de Andrade
ANDRADE, M. 50 poemas e um Prefácio interessantíssimo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013.

Me dizem para te esquecer, isso seria o certo, mas certo nem sempre é o melhor para mim.

⁠Sinto você se afastando de mim. Já não sou o centro das suas atenções, a fonte das suas risadas nem o motivo das suas preocupações. Sua frieza me machuca, e acho que o nosso fim é cada vez mais inevitável.

⁠Meu próprio cérebro é para mim a mais inexplicável das máquinas - sempre zunindo, sussurando, voando, rugindo, mergulhando, e depois se enterrando na lama. E por quê? Para que esta paixão?

Virginia Woolf
The Letters of Virginia Woolf: 1932-1935.

Nota: Carta a Ethel Smyth, escrita em 28/12/1932.

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Toca-me com carinho e faz de mim sua menina! Ama-me com volúpia e faz de mim tua mulher.

Lobos precisam das noites de lua cheia para uivar, caçar e devorar suas presas. Quanto a mim, olhar nos teus olhos é bem mais do que o suficiente para meu ser se tornar um animal irracional e carnívoro, pois você carrega nos olhos o mais belo brilho lunar. O brilho que ilumina todo o espaço vazio que existe dentro de mim, e que me deixa aprisionado a você eternamente.

Uma coisa que tenho orgulho de mim...não me aproximar de ninguém por interesse,não fazer amizades por interesse e nem puxar saco de ninguém por interesse,porque o que me interessa,é conseguir o que eu quero por mim mesma,que queiram minha amizade por gostar de mim,não é orgulho, é que me amo e me valorizo o bastante pra não me humilhar para ninguém.

Ás vezes quando as coisas vão bem para mim, eu estrago tudo antes que alguém o faça.

Me entende, eu não quis, eu não quero, eu sofro, eu tenho medo, me dá a tua mão, entende, por favor. Eu tenho medo, merda! Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. Vou ali ser feliz e já volto.

Porque te dá um medo filho da puta: ser feliz, medo de amar, medo de ser bom. Tudo que faz bem pra gente, a gente tem medo.

Como posso descrever o que senti naquele dia? Depois disso, descobri, no livro de Isaías, uma passagem em que Deus declara:

"Meus pensamentos não são seus pensamentos
Nem os meus caminhos são seus caminhos
Pois assim como os céus são mais altos do que a terra
Meus caminhos são mais altos do que os seus
E meus pensamentos, mais altos do que os seus."

Era assim que eu esperava me sentir - mais baixo, indigno. Aquele era um dos mensageiros de Deus. Eu deveria estar olhando para cima, certo?

Em vez disso, dava passos de bebê atrás de um velho que calçava sandálias com meias. E só conseguia pensar que ele parecia meio pateta...

Tenha um pouco de Fé

"- Mitch, a fé tem a ver com ações. Você é o modo como age, não apenas o modo como acredita."

De um sermão de Rebbe em 1958

Uma menininha chegou em casa com um desenho que tinha feito na sala de aula. Foi dançando até a cozinha, onde sua mãe preparava o jantar.

-Mãe, adivinha só! - gritou, balançando o desenho.
A mãe não levantou a cabeça.
-O que foi? - perguntou, cuidando das panelas.
-Adivinha só! - repetiu a menina, balançando o desenho.
-O quê? - perguntou a mãe, cuidando dos pratos.
-Mãe, você não esta escutando.
-Estou, sim, querida.
-Mãe - disse a menina - você não está escutando com os olhos.

É possível ganhar uma discussão religiosa? De quem é o Deus melhor? De quem é a Bíblia certa ou errada? Eu preferiria personagens como Rajschsndra, o poeta indiano que influenciou Ghandi ao ensinar que nenhuma religião era superior porque todas levavam as pessoas para mais perto de Deus. Preferiria o próprio Ghandi, que interrompia um jejum com orações hindus, citações muçulmanas ou um hino cristão.