Nao sou uma Pessoa que Espera a Elogiar
Um pai pode se tornar um herói ou um vilão na vida de seus filhos.
O que vai definir sua classe, será sua índole e caráter, depois o amor e a dedicação.
Pais,
Vistam suas capas e usem seus super poderes para proteger e amar sua descendência.
Só assim será possível colher bons frutos.
nem um mínimo de amor e vida nos chega, aos homens, sem que antes ardamos no entendimento vasto do que totaliza a mulher... seja pela mãe que viemos ou para àquela que nos destinamos, como futuro parceiro, nossa jornada masculina é o que ocorre entre esses dois amores.
amor é a incompetência de desistir, a deselegância de querer bem a qualquer custo, o fracasso em soltar as mãos.
tenho sido todo-meu: me cuidado no abraço-amigo do eu-amoroso.
tenho me preservado-pertencido pra me renunciar quando teu desejo me chamar.
medidas afetivas:
paixão é contar estrelas,
descontar atrasos, recontar detalhes.
amor é perder as contas.
Nada é mais democrático que um debate com pensamentos divergentes em que, ao final, haja compreensão de todos os prós e contras de cada proposta e sejam deliberadas escolhas sobre as reais necessidades, priorizadas pelas possibilidades.
VI
Venho de longe e trago no perfil,
Em forma nevoenta e afastada,
O perfil de outro ser que desagrada
Ao meu actual recorte humano e vil.
Outrora fui talvez, não Boabdil,
Mas o seu mero último olhar, da estrada
Dado ao deixado vulto de Granada,
Recorte frio sob o unido anil...
Hoje sou a saudade imperial
Do que já na distância de mim vi...
Eu próprio sou aquilo que perdi...
E nesta estrada para Desigual
Florem em esguia glória marginal
Os girassóis do império que morri...
XIII - Emissário de um rei desconhecido
Emissário de um rei desconhecido
Eu cumpro informes instruções de além,
E as bruscas frases que aos meus lábios vêm
Soam-me a um outro e anómalo sentido...
Inconscientemente me divido
Entre mim e a missão que o meu ser tem,
E a glória do meu Rei dá-me o desdém
Por este humano povo entre quem lido...
Não sei se existe o Rei que me mandou
Minha missão será eu a esquecer,
Meu orgulho o deserto em que em mim estou...
Mas há! Eu sinto-me altas tradições
De antes de tempo e espaço e vida e ser...
Já viram Deus as minhas sensações...
Questiono a inteligência do homem a partir do momento em que equipes, empresas, instituições e governos não são liderados pelos mais qualificados.
O governo dá de graça tudo aquilo que o pagador de impostos produziu e teve que deixar para o seu sócio menos participativo.
Há muitos sorrisos que eu amor nesse mundo, mais também eu gosto, muito de tomar um café com o sabor especial.
Houve um dia em que subi esta rua pensando alegremente no futuro.
Pois Deus dá licença que o que não existe seja fortemente iluminado.
Hoje, descendo esta rua, nem no passado penso alegremente.
Quando muito, nem penso...
Tenho a impressão que as duas figuras se cruzaram na rua, nem então nem agora,
Mas aqui mesmo, sem tempo a perturbar o cruzamento.
Olhámos indiferentemente um para o outro.
E eu o antigo lá subi a rua imaginando um futuro girassol.
E eu o moderno lá desci a rua não imaginando nada.
Guardo ainda, como um pasmo
Em que a infância sobrevive,
Metade do entusiasmo
Que tenho porque já tive.
Quase às vezes me envergonho
De crer tanto em que não creio.
É uma espécie de sonho
Com a realidade ao meio.
Girassol do falso agrado
Em torno do centro mudo
Fala, amarelo, pasmado
Do negro centro que é tudo.
