Nao sou uma Pessoa que Espera a Elogiar
Se me Ainda Amas, por Amor não AmesJá sobre a fronte vã se me acinzenta
O cabelo do jovem que perdi.
Meus olhos brilham menos.
Já não tem jus a beijos minha boca.
Se me ainda amas, por amor não ames:
Traíras-me comigo.
Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Não fale para todos dos teus sentimentos, dos teus sonhos, dos teus medos. Nem todos possuem a grandeza de compreendê-los. Partilhe com quem se alegra com tuas conquistas, te apoia, te quer bem.
Em um mundo de iguais, seja diferente. Não para ser melhor que os outros. Mas, para não viver sempre os mesmos erros: a falta de empatia, falta de amor, falta de amizade. Ninguém é igual a ninguém. Porém, na falta de algumas coisas, somos bem parecidos.
Abram-me todas as portas!
Por força que hei de passar!
Minha senha? Walt Whitman!
Mas não dou senha nenhuma...
Passo sem explicações...
Se for preciso meto dentro as portas...
Sim — eu, franzino e civilizado, meto dentro as portas,
Porque neste momento não sou franzino nem civilizado,
Sou EU, um universo pensante de carne e osso, querendo passar,
E que há de passar por força, porque quando quero passar sou Deus!
Duas horas te esperei
Dois anos te esperaria.
Dize: devo esperar mais?
Ou não vens porque inda é dia?
"O homem mentalmente são não está certo de nada, isto é, vive numa incerteza mental constante; quer dizer, numa instabilidade mental permanente; e, como a instabilidade mental permanente é um sintoma mórbido, o homem são é um homem doente."
Eu Sinto Muito!
Deixe-me aqui, eu não quero ir há lugar algum! Não me digam o que fazer. Estou farto de tanta grandeza alheia! Daqueles que julgam estarem menos loucos que eu. Eu também não suporto a loucura de todos vocês que tentam me convencer de que tudo aquilo que sinto, um dia irá passar.
Vocês não sentem nada!
Eu Sinto Muito!
Óutrem Pessoa
17 de Dezembro de 2015
A realidade é cada minuto que vivemos, planeje o futuro mais viva o presente como se o amanhã não existisse.
Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. Faço férias das sensações. Compreendo bem as bordadoras por mágoa e as que fazem meia porque há vida.
Há dias de tanta angústia
Que não sei do que ela é.
Não sei se me sobra o sonho.
Não sei se me falta a Fé.
É uma angústia que nasce,
Como de um solo, de mim,
Que parece ser eu todo
Com razão de ser assim.
E esmaga-me toda a alma,
Confunde todo o meu ser
E tudo gira em meu torno
Sem eu o compreender.
Mágoa como um portão velho,
Ferrugem da quinta em fim,
É uma angústia que cai,
Como num solo, por mim…
Achei que iria chorar,sofrer,que iria querer sumir ou quem sabe até morrer...mas não,não fiz nada disso,eu apenas segui como se não houvesse acontecido nada...acho que já me acostumei com a dor,pois esta já virou rotina.
O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta...
