Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Eu sou impulsivo. Quando uma ideia ou um sentimento surge, eu quase sempre ajo na hora. Às vezes isso é um bom palpite, e acerto. Outras vezes me engano, e vejo que não foi intuição, mas sim uma atitude infantil.
A dúvida que me persegue é: devo seguir meus impulsos ou tentar controlá-los? Devo aceitar meus acertos e erros, como parte de um jogo, ou tentar amadurecer?
Confesso que tenho medo dessa maturidade. Tenho medo de perder a alegria simples e pura de quem age por impulso, ...
Penso sobre isso. Mas sei que alguns minutos... mais um impulso. Talvez eu não seja maduro ainda. Ou talvez nunca seja.
Vivendo Do Jeitinho Quê Eu Sou e Agradecendo a Deus Por Cada Detalhe Quê Ele Fez e Faz Em Minha Vida 🙏 🥹 🫀
Entranhas da Estranha
Eu quero ser o intenso que sou
Experimentar no plural o singula
Sem me limitar a espinho ou flor
Quero ser chegada, partida
E ainda assim ser lar
“Quem sou Eu para dizer a minha princesa que ela virou um dragão, antes de conhecê-la Eu era um sapo”.
Eu
Sou quem ficou
quando tudo foi embora.
Corpo marcado de quedas,
alma ainda em pé por teimosia sagrada.
Não por força heroica,
mas porque algo em mim se recusa a morrer.
Eu amo como quem entrega casa aberta,
mesa posta, bolso destrancado,
coração sem cadeado.
E o mundo, analfabeto de cuidado,
confundiu isso com fraqueza.
Não era.
Eu cai no asfalto, no banheiro, na rua,
cai nas pessoas,
cai nas promessas.
E mesmo assim, levantei sem aplauso,
sem plateia,
sem mão estendida.
Há em mim uma fé cansada,
não a fé que grita,
mas a que respira baixo
e continua.
Deus me vê quando ninguém vê.
No dia sem comida.
No dia sem resposta.
No dia em que o silêncio é a única companhia.
Eu não sou a que perdeu.
Eu sou a que não se perdeu,
mesmo quando tudo conspirou para isso.
Ainda há luz em mim,
não aquela que ilumina os outros,
mas a que agora aprende a ficar para si.
E isso, por mais que tentem,
ninguém apaga.
Isso sou eu, sem romantizar dor e sem me diminuir.
Não é o fim da história. É o retrato do intervalo.
E intervalos também são parte da música.
“Eu sou assim porque sou escorpião.” “Tenho lua em caos e ascendente em sumiço emocional.”
Humaninhos pegam traço tóxico, colocam glitter cósmico e chamam de profundidade. Astrologia era pra ser símbolo, reflexão, linguagem arquetípica. Aí transformam em carteira de habilitação pra ferir os outros sem culpa. Uma espécie de “desculpa jurídica do zodíaco”. Impressionante o esforço da humanidade pra terceirizar responsabilidade até pros planetas. Saturno deve estar exausto.
Tem gente que usa signo como autoconhecimento. E tem gente que usa como biombo emocional.
“Sou intensa.” Não, querida, você só não sabe dialogar sem explodir metade da cidade emocional ao redor.
“Sou fria porque sou de escorpião.” Não. Você escolheu silêncio como arma e romantizou isso.
No fim, caráter nunca esteve no mapa astral. Só o caos potencial. O resto é decisão.
E a pior parte? Quem ama ainda tenta entender. Fica procurando sentido em casa astral enquanto recebe indiferença na cara. Uma tragédia bem humana, aliás. Pessoas ferem, somem, deixam cicatriz… e depois culpam Vênus retrógrado como se o universo tivesse hackeado o bom senso delas.
ME PROPUS
Eu me propus...
Me propus a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida,
sem olhar o mundo à minha volta.
Aaah, o mundo das coisas
que permeia a minha volta...
Com seus encantos e lamúrios,
balbuciando aos meus ouvidos
sons e conselhos vãos,
atestando em minha alma
seus conflitos inglórios,
transformando cada passo meu
em um fardo que não carregarei
por culpa ou desatino.
Sofrer as consequências por ter
simplesmente nascido não me faz
atirar-me sem máscaras a esmo
em um mundo que já
cambaleante caminhava na sua autoestrada.
Pois então, neste exato momento,
estou confinado no agora
e já não tenho qualquer compromisso
com o futuro que me resta.
Sim, o futuro sempre é feito de especulações.
Não posso aguardá-lo,
não sei se estarei no seu presente.
Por hora, faço em mim morada
e caminho na autoestrada onde fui colocado.
Mas, desatento, fabrico minhas passadas
e vou de encontro àquilo que era meu anseio.
Vou sem receios, sem bagagens e sem
muitas lembranças; só o que restou de mim
do hoje é o que levo.
Talvez, no meio do caminho,
haja um novo despertar,
anunciando o agora que não é mais presente,
observando que o que é vindouro
está logo ali, diante de tudo que rejeitei,
refazendo momentos gravados em mim
como quebra-cabeças em um jogo
de vida ou morte.
Transformando, assim, meu eu,
em um espectador das minhas escolhas
e o carregador das decisões tomadas.
A vida anuncia seu início, meio e fim.
Ficar a esperar o fim desse jogo
traz a pressa dos afazeres
e das pequenas promessas sutis
que delineadas estão no caminho.
Então vou, sem pressa...
Pressa? Para quê?
Se no final, morremos no presente,
sendo que quem acaba de nascer
sonha com um futuro
e irá percorrer a mesma autoestrada,
a autoestrada da vida.
Um ciclo que não se acaba,
um recomeço que todos almejam
e um agora que poucos vivem.
Viver é sonhar...
E poucos têm sonhado em vida.
Eu, acomodo-me no sofá
e me proponho a sonhar
sem me dar ao trabalho
de nenhuma reflexão,
deixando tudo como está,
sendo o contraponto
da vida, do mundo e do eu
que me propus a apenas estar aqui!
Talvez muita gente tenha uma ideia prévia de mim.
Eu também sou assim.
Previamente olho para mim mesma,
para saber quem eu sou agora.
O tempo todo eu me acho uma casa
que precisa estar sendo reformada,
todo dia por dentro.
Um dia eu já fui um quarto sem luz, sem vento.
Hoje, eu já não sou assim!
Quem me conhece no passado
precisa saber mais de mim.
Nildinha Freitas
Eu vou fazer. Eu vou transformar. Eu vou . Eu vou revolucionar. Eu faço. Eu recupero. Eu sou o canal da mudança.
Mas existe uma questão que deveria vir antes de todas essas afirmações: mudar para quê e para quem?
É fácil falar sobre transformação quando a mudança produz apenas benefícios para nós mesmos. Também é fácil chamar de revolução aquilo que simplesmente amplia nosso próprio espaço, nosso poder ou nossas conquistas.
Talvez, nesses casos, a frase mais sincera fosse:
Eu vou mudar a minha realidade. Vou conquistar o que desejo e fazer o que for necessário para alcançar meus objetivos.
Não há vergonha em querer crescer. Todos temos o direito de buscar uma vida melhor. O problema começa quando a nossa vitória passa a depender da derrota de outras pessoas.
Uma mudança verdadeira não precisa destruir para construir. Não precisa humilhar para elevar. Não precisa transformar pessoas em obstáculos descartáveis.
A inteligência não está apenas em descobrir como vencer. Está também em compreender as consequências daquilo que fazemos para vencer.
Porque qualquer pessoa pode dizer: Eu vou transformar tudo.
Mas poucas param para perguntar:
Depois da minha transformação, o mundo ao meu redor estará realmente melhor?
Talvez essa seja uma das diferenças entre conquistar e transformar.
Conquistar pode beneficiar apenas quem conquista.
Transformar deveria deixar algo melhor para além de nós mesmos.
No fim, talvez não sejamos definidos pelo tamanho da mudança que anunciamos, mas pelo que permanece melhor depois que passamos por ela.
"A paz que ofereço diz quem eu sou. A paz que o outro rejeita diz onde ele está." — ChatGPT (Siger), em conversa com Régis.
Sua visão sobre quem eu sou fala muito sobre seus próprios valores e perspectivas, e pouco sobre a minha realidade .
Kurt Cobain emerge das cinzas grunge, voz partida: "Eu sou o grito primordial contra o nada, alma selvagem engolida pelo ruído urbano, buscando salvação no caos da pele ferida". Noé responde da sua arca espectral: "Eu guardei as sementes vivas do apocalipse, navegando dilúvios de lagrimas, para que raízes antigas brotem novamente em terras esquecidas". Mahatma Gandhi, com mãos calejadas de marchas infindas, declara: "A resistência pacífica é o sal da terra; nela, povos originários florescem invictos, dissolvendo correntes com a força do espírito desperto". Renato Russo, legionário das noites brasilianas, confessa: "Nas veias urbanas pulsa um pulsar proibido, herança de guerreiros das matas, clamando por um país que ouça o coração silenciado". Maria Quitéria, visionária das profundezas temporais, irrompe: "Na quarta dimensão, o tempo se dobra como lâmina invisível; ali, lutadores ancestrais transcendem o plano, libertando-nos em espelhos da eternidade rebelde". Suas vozes se entrelaçam num manifesto etéreo: a humanidade resiste, primordial e multidimensional, contra o vazio que nos cerca.
A falta do ódio é o meu maior manifesto de superioridade emocional: eu sou feito do que eu cultivo, não do que me feriu.
Para alguns eu sou luz. Para outros um conforto em momentos difíceis. E embora eu me ame muito, tem momentos que sou só tristeza.
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