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Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

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Pois o guarda não empunha a espada apenas para o combate, mas para que o justo repouse em paz sob a sombra de sua vigília; serei a sentinela que não dorme enquanto a cidade descansa.

O seu desconforto com o meu crescimento não é um problema meu.

Pâmela nunca foi metade.
Era decisão, intensidade, excesso.
Cabeça dura, dessas que não recuam,
dessas que ensinam sem pedir licença
onde a gente precisa mudar.
Você sonhava alto demais…
e eu sempre com os pés presos no chão,
vendo o copo meio vazio
enquanto você insistia em transbordar.
Eu via maldade em tudo,
você via beleza onde eu já tinha desistido de procurar.
E talvez por isso a gente tenha se perdido.
Porque você também era fogo
e fogo não sabe ficar parado.
Gostava de flertar com o mundo,
de viver no limite,
de sentir tudo no máximo…
até quebrar o que não podia.
Você quebrou.
Sem grito, sem aviso.
Só quebrou.
Mesmo assim, tem coisa que fica.
A gente na estrada,
Formosa passando pela janela,
e o Salto do Itiquira despencando
como se tudo fosse eterno naquele instante.
E olhando o Salto do Itiquira cair,
eu pensei…
talvez eu nunca tenha sabido saltar.
Sempre fui chão,
enquanto você era queda.
E talvez tenha sido isso
que nos quebrou.
E talvez tenha sido.
Porque mesmo depois de tudo,
mesmo depois de você ter sido
tudo o que me construiu
e o que me destruiu…
ainda tem um pedaço de mim
que lembra de você
como se não soubesse
como deixar de lembrar.

O Não do Não


Não é “não”.
E sempre deve ser
Respeitado.


Mas o meu coração insiste
Que deveria existir
Um “não”
E outro “não”.


O “não” que encerra.
E o “não” que resguarda.


Ah, se eu soubesse...


Se o teu não fosse o segundo,
Eu ficaria.


Não contra ele,
Mas dentro
Do tempo
Que o separa
Do sim.

⁠Tristemente, quando olho ao redor, vejo multidões de crentes que têm fé vencedora, porém não tem um desejo veemente de estar com Cristo.

Teologia Arminiana

A diferençana não difere, ela é. Respeitar quem se é é o único caminho para a verdadeira liberdade.

O verdadeiro desafio do autoconhecimento está em olhar para dentro com honestidade. Não apenas para aquilo que gostamos de ver — nossas virtudes, ideais e intenções —, mas também para os medos, defesas, expectativas e identidades que fomos acumulando ao longo da vida.


Na busca espiritual, muitas vezes imaginamos que o caminho é adquirir mais: mais conhecimento, mais técnicas, mais experiências espirituais. No entanto, o movimento mais profundo é o contrário: deixar cair as camadas que encobrem o que já somos.


Esse processo pode ser dolorido porque toca o ego, nossas histórias e a imagem que criamos de nós mesmos.
Requer silêncio interior, humildade e coragem para permanecer diante da verdade sem fugir dela.


Assim, o autoconhecimento não é uma conquista exterior, mas um desvelar gradual da consciência que sempre esteve presente. E, nesse sentido, o caminho espiritual não nos leva a nos tornarmos algo novo — ele nos convida a reconhecer aquilo que sempre fomos em essência.

Não compares a tua vida com a de outra pessoa.


Cada um tem a sua própria história!
Não é que as histórias não devem ser parecidas,
Mas, não se deve correr o risco de termos histórias plagiadas.

Levanta, filho de Deus. Faça a sua parte, corra atrás. Deus é pai, não teu criado.


Benê Morais

⁠Idoso não é ser-se velho.
Idoso é aquele que tendo sobrevivido a todos os auges e desertos, vive alegremente a sua segunda juventude tendo em si uma criança sem idade.

⁠Atitude

Não importa o que esteja passando em sua vida, quanto dinheiro possua na carteira ou como vai a sua saúde.
Não importa quanta injustiça lhe têm causado, nem mesmo as difamações, humilhações pelas quais ao longo dos anos você poderá ter passado.

Na verdade, o que realmente importa é a sua consciência, essa sensação maravilhosa de estar em paz consigo e com o mundo, ainda que o mundo possa não o amar e muito menos o entender.

O que importa é a sua atitude perante as situações e perante o seu próximo!
Isso sim pode fazer toda a diferença em sua vida e na vida de outros.
Seja grato, pratique a gratidão diariamente como um exercício e acima de tudo limpe o coração de toda a mágoa, liberando perdão.
Exerça Amor!

⁠A minha maior liberdade é conseguir estancar o pensamento, tão simples quanto difícil, isso de não pensar em nada.

⁠Não importa quem és, quem foste, o que fizeste, o que deixaste para fazer. Não importa coisa nenhuma!
A vida é tão efémera quanto uma partícula de pó na estrada que sempre há-de continuar contigo ou sem ti.

Dinheiro compra bens. Felicidade não é um bem, é estado inegociável de uma alma pacífica...

É difícil encontrar virtudes no outro quando não conseguimos encontrar em nós. É preciso conhecer para reconhecer...

Não imprimo minhas dores, nem minhas alegrias

Imprimo minhas esperanças, meus sonhos

Minhas vontades escrevo, minhas fantasias transcrevo

Nas letras que encaixo se formam palavras, frases

Como um quebra cabeças cada peça engrena

Um caminho se abre, uma continuidade se faz

Cada coisa dita, escrita, lida, esquecida, recordada

É um pedaço doado do meu coração rasgado

É uma lágrima, um riso, um sereno olhar

Sobre cada letra digitada, sobre cada palavra formada

Uma infinidade de pensamentos colam teimosamente

Na folha em branco que aos poucos vai ganhando cor

Em tons de cinza saltam para o carmesim, e depois para o azul

Nas folhas resignadas que enlaçam as letras posso ver

Desejos que passam e se fartam, mas a vontade não, e o não passar

Faz com que queime, arda e produza...

A vontade faz o parto daquilo que nasce e nunca quer morrer

A força dessa vontade faz cor num mundo cinzento

Faz luz num coração que se abre, faz sentido na vida não sentida

O verbo chama, faz vir à tona, o verbo se faz ...

No silêncio dos sonhos teclados, das ideias pinceladas

Das vontades germinadas, impressões surgem

E delas mais sonhos, mais esperanças e mais amor

Para imprimir nas almas sossegadas a paz que anelam em paz...

Quando o Amor Carrega o Crepúsculo da Culpa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.


“Não há culpa em amar-te, mesmo quando esse amor me devora em mortes sucessivas. E, quando de ti necessito, aceito que venha envolto no presságio funesto que já habitava a primícia do próprio sentir.”

Nesta formulação, o amor surge como sacramento e sentença, um movimento que exime de culpa porque nasce inevitável, anterior à vontade. A “primícia funesta” torna-se o anúncio silencioso de que todo afeto profundo carrega sua sombra desde o primeiro gesto, e que ainda assim escolhemos permanecer.

Que o peso e a luz dessas palavras se tornem um caminho onde a dor e o desejo se reconciliam na busca pela imortalidade.

TEMPO INTERIOR E O PESO DO OLHAR ALHEIO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Há um instante na vida em que a presença do outro se torna uma espécie de espelho de profundidade. Não o espelho superficial que devolve formas, mas aquele que devolve densidades. Quando alguém se inclina para compreender aquilo que guardamos sob as camadas do cotidiano, desperta-se uma tensão antiga: reconhecer-se, permitir-se e, ao mesmo tempo, temer-se.
A filosofia clássica recorda que o ser humano é dividido entre o que conhece de si e o que evita conhecer. A psicologia aprofunda esse paradoxo ao mostrar que nossas regiões mais sensíveis raramente se revelam por vontade, mas por contato. E o contato que tenta desvendar nossas zonas obscuras é sempre grave. Há uma penumbra que pulsa, uma sombra que observa, uma quietude que denuncia o quanto somos opacos até para nós.
Essa aproximação do outro funciona como rito. Exige cuidado, lucidez e um silêncio que escuta. É antropologicamente raro e é espiritualmente comprometido, pois trata do mistério da interioridade humana. Quem adentra o território da alma alheia participa de um processo tão antigo quanto as civilizações que refletiram sobre a intimidade, a confiança e o vínculo.
E, no entanto, o verdadeiro movimento filosófico surge no interior daquele que percebe essa aproximação. A alma, antes reclusa em seu próprio labirinto, começa a se ver pelos olhos de alguém que não teme a escuridão. Isso provoca uma espécie de iluminação discreta, uma revelação que não estoura, mas amadurece.
O drama existe, mas não é destrutivo. É drama de reconhecimento. É a constatação de que somos feitos de camadas que só se revelam quando alguém se aproxima com coragem e intenção sincera. Nesse gesto repousa a grandeza da psicologia do encontro humano: a alma só se completa quando aceita ser lida.
E toda leitura profunda, ainda que assombre, sempre reacende a força que sustenta a travessia.

Que cada olhar que te alcança em profundidade te lembre de que a verdadeira imortalidade começa no instante em que alguém percebe quem você é.

⁠" Não tropece no que já se encontra abaixo de você. "

"Como o homem, o animal tem aquilo a que chamais consciência, e que não é outra coisa senão a sensação da alma quando fez o bem ou o mal? Observai e vede se o animal não dá prova de consciência, sempre, relativamente ao homem. Credes que o cão não saiba quando fez o bem ou o mal? Se não o sentisse, não viveria."
Charles, Espírito.
- Revista Espírita,julho,1860 -