Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

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Acordo. Não levanto. Prolongo o momento de despertar como quem escreve sem querer chegar ao final. O telefone toca. É minha irmã, lembrando-me de tomar os meus remédios. Sou obrigada a levantar para celebrar a rotina diária de quem tem uma doença crônica. Mas isso não importa mais. A doença virou cotidiano abstrato. Hoje acordei me sentindo melhor do ontem, o que me apraz. Véspera de Natal e troco comemorações por um silêncio que não me incomoda no momento. Eu observo os quadros que eu pintei. E me agrada o que vejo. Bom sinal. Hoje não quis rasgar os livros, pelo contrário, tirei alguns minutos para organizá-los na estante. E se ontem blasfemei, hoje fiz uma canção de fé. Deus se misericordioso é, perdoa minhas oscilações de humor. Deus não precisa de mim. Eu preciso de Deus. Preciso que cada poro do meu corpo respire a presença divina, para me colocar de pé e caminhar meu passo exato. Se ontem me fartei de ironia, hoje acho uma forma de expressão pueril. Sim, estou séria e não me cabe brincar com as palavras, nem querer profanar o sagrado. Se profano o sagrado, profano a mim mesma. E hoje será noite de Natal. A Bíblia está aberta em cima da mesa e lerei, não porque é Natal, mas porque busco a fé que me falta. Estou cansada de escrever o grotesco, negando minha própria natureza, que é farta de afetos, ainda que solitários. Hoje o maior dos homens será homenageado. Jesus, grande pacificador, e eu, centelha do seu amor.

Estou chegando redimido.
Não dos aplausos, nem das promessas fáceis, mas dos meus próprios sonhos — aqueles que caíram antes de pousar. Eles aterrissaram tortos, feridos, desfigurados pela espera e pela realidade que não pede licença.
Não há vitimismo aqui. Há consciência.
Perdi o mapa, sim. Os caminhos se confundem, o certo e o incerto caminham lado a lado, e fugir já não é opção. Fugir é para quem ainda acredita que escapar resolve. Eu não.
Carrego dúvidas, mas não carrego medo.
O que restou em mim foi a lucidez dura de quem caiu e levantou sem plateia. Se o rumo não é claro, eu faço do passo a direção. Se o chão é instável, eu piso mesmo assim.
Não sigo promessas, sigo responsabilidade.
O caminho certo não se revela — se constrói. E o incerto não assusta quem já perdeu tudo que podia perder. Estou chegando não para pedir passagem, mas para ocupar o espaço que é meu por decisão, não por acaso.

Quem perdeu tudo na vida perdeu o que precisava ser arrancado, não o que merecia permanecer. Há perdas que não são castigo, são encerramento. O que cai quando tudo desmorona nunca esteve firme o bastante para seguir adiante.
Não existe repetição para certas quedas. A vida não desperdiça lições oferecendo o mesmo abismo duas vezes. Quando tudo se vai, não é para testar força, é para definir limites. Depois do fundo, não há outro fundo igual — há apenas a escolha de subir ou continuar vivendo de restos.
Nem todos os caminhos se cruzam novamente. Pessoas, oportunidades, versões de nós mesmos ficam para trás porque cumpriram seu papel. Insistir no retorno é negar o aprendizado. Quem entende a perda deixa de implorar pelo passado e passa a construir com o que sobrou de verdade: consciência, silêncio eó maturidade.
Perder tudo não é o fim. É o ponto exato onde a ilusão morre e a verdade começa.

Aprender dói menos quando é compartilhado
e pensar fica mais sério quando não vira vaidade.

As redes criam um ambiente onde o pedantismo prospera e a consciência disso não nos absolve.

Quando você compreende que a sua igualdade não se mede pela vida do outro,
e que não existe espaço em você para disputar superioridade,
é nesse instante que descobre: a transformação já estava em curso há muito tempo.
Agora, não é mais sobrevivência — é vida plena.
Um recomeço firme, consciente, diferente.

Jesus o Cristo estava apaixonado por si-mesmo, não era por Israel e nem por nenhuma moça em específico, ele namorava a vida porque tinha liberdade.

Não me fale de Deus, me mostre Deus em você.

Ó, filho do pecado, de que vale ganhar se não guarda as lembranças do que perdeu?

o silêncio se tornou mais cruel do que qualquer palavra.
Não houve grito, não houve despedida — apenas o peso da ausência,
um corte invisível que sangrava dentro de mim.
Simplesmente se virou contra mim,
como quem fecha uma porta sem olhar para trás,
como quem apaga uma chama sem se importar com o frio que virá.
E eu, perdido
descobri que tudo o que sabia, tudo o que ofereci,
não foi o bastante.
O que restou de mim não é parte dela.
Restou-me apenas a força de continuar,
a coragem de transformar dor em poesia,
a certeza de que até o amor mais devastador se foi.
Porque amar é também perder,
e perder é também aprender a renascer.
E se um dia ela lembrar de mim,
não será do homem que ficou para trás,
mas do fogo que ardeu tão intensamente
que nem o tempo conseguiu apagar.

Quando ela percebeu que já não era mais parte de mim,
não tentou entender… escolheu se virar contra mim.
Como se o amor, ao deixar de ser abrigo, precisasse virar guerra.
Foi nesse silêncio quebrado que descobri:
tudo o que dei, tudo o que soube, tudo o que senti
não foi suficiente para quem nunca soube permanecer.
Amar não me faltou.
Faltou nela a coragem de ficar quando o encanto virou verdade.
O que restou de mim agora carrega marcas,
mas também carrega limites.
E aquilo que sobreviveu à queda, à perda e à dor
não será dela outra vez.
Não por orgulho,
mas porque quem se refaz em silêncio
aprende que amor não é retorno —
é despedida quando já não há respeito.

Você não pode curar aquilo que recusa aceitar.

Não somos o que somos, somos aquilo que dizemos ser.

Quando não reconhecemos o orgulho, somos dominados por ele.

O Lar é uma hierarquia e não uma democracia.

Felicidade não é um destino, é postura durante o percurso.

O fim só existe pra quem não acredita em recomeço.

A coisa mais inteligente a se fazer não é buscar ser inteligente, mas evitar ser burro.

O seu passado foi apenas uma lição, e não uma sentença.

O melhor abraço não é o que aperta, mas sim o que toca.