Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
A última cena da minha vida é você. Bem, então acho que eu tive uma vida muito boa.
Saudade da escola... Eu tô muito feliz que as férias chegaram mais... O que me trazia mais felicidade era a escola. Era bom rir das piadas deles, brincar uns com os outros, ser amigos, serem felizes, mas quando chega o último dia de aula... Tudo acaba, você se sente triste, feliz, ansiosa, começa a sentir algo estranho e começa a chorar do nada. Alguns saem da escola, outros mudam de cidade, outros mudam de sala. Eu sinto saudades da escola, da minha sala, dos meus amigos, das brincadeiras sem graça, das piadas sem sentido, dos professores engraçados, dos professores legais.
Dia vencido,
agora é só agradecer.
Obrigado senhor por eu ter chegado
até aqui, abençoado com o seu amor.
A suíte
A casa era grande.
Grande demais para o que eu sentia, talvez. Ainda assim, deixei a luz acesa. Não por alguém, mas porque apagar seria admitir o escuro. E eu ainda confundia claridade com salvação.
Houve um tempo em que acreditei que abrir era virtude. Que permitir era sinal de força. Hoje sei que abertura demais também cansa. Também fere. Também confunde.
O quarto ficava ao fundo. Sempre fica. Não por mistério, mas por necessidade. O íntimo não gosta de ser primeiro. Gosta de ser alcançado. Chegaram sem chegar. Entraram sem perceber que não se entra assim.
O cuidado morreu sem alarde. O medo continuou. No chão, marcas. Não sei dizer de quem. Sei que eram muitas. Sei que eram minhas também.
Deixei ficar porque era confortável. E porque havia em mim uma fome antiga de partilha. Achei que emoção se ensinava pela convivência. Errei. Emoção não se aprende por uso. Emoção é nascimento ou é ausência.
As sandálias vieram da rua. Trouxeram o mundo para dentro do lugar onde eu me limpava. Algo em mim percebeu, mas tarde. Sempre tarde. Retirei a sandália com um gesto simples. Às vezes, a lucidez não faz barulho.
Arrastei coisas que não eram minhas. Não por amor, mas por cansaço. Quando a força vira rotina, a gente chama de vida o que já é peso. E segue.
Eu morava no silêncio. Não como quem se isola, mas como quem respira. A pressa não me alcançava ali. A casa era grande demais e, talvez por isso, eu tenha achado que precisava ser ocupada.
Quem entrou espalhou-se. Confundiu abrigo com posse. Deitou onde eu sonhava. Comeu do que eu guardava. Aos poucos, fui ficando estrangeira daquilo que era meu. É estranho perceber isso. Mais estranho ainda aceitar.
Bebi da água errada. Não por ignorância, mas por sede. A sede explica muita coisa. O lar, então, deixou de ser lugar e passou a ser pergunta. Fechei portas por dentro. Pela primeira vez, não quis olhar.
Os nomes vinham como vento. Ficavam. Ocupavam. Não pediam. Usavam. Tudo era palco de um movimento que eu não dirigia mais. E não era destruição. Era desgaste. O que se perde devagar dói diferente.
Até que a noite cansou. Ou eu cansei da noite. Não sei bem.
Retirei a sandália. Abri a porta. Não para receber. Para deixar ir. A saída aconteceu sem drama. O que precisava passar, passou.
Voltei à cama. Sentei. Respirei. Há momentos em que respirar é uma decisão.
Ainda moro na bagunça. Porque reconstruir não é limpar, é sustentar o vazio enquanto ele se organiza. A porta de entrada permanece fechada. Não por medo.
Por atenção.
Por mim.
(...) o preço que eu pago é ver a tua partida,
perder para sempre o amor da minha vida.
O presente de despedida que eu te peço agora,
leva o meu amor contigo quando tu for embora.
Eu te vejo no sol do meio dia
Brilhante e forte, cheia de alegria
Eu te ouço sempre que a chuva cai
Entra pelos ouvidos e do pensamento não sai
Eu cheiro teu perfume nas flores de jasmim
E em oração peço pra Deus "traga ela pra mim"
Eu te reconheço das páginas de um livro antigo
É perfeita, singular. Materialização do perigo (...)
"As pessoas me chamam de louco por acreditar no impossível e sonhar alto, eu as chamo de loucas por não acreditarem nem em si mesmas!"
"Vai demorar muito para o ser humano despertar para os verdadeiros valores da vida" e eu, vendo o ser humano ser incapaz de evoluir só me resta rir!
MADRUGADA DE SOLIDÃO
Já é madrugada e eu, sozinho, rolando na cama, sem o teu amor. As horas passam e você não vem matar a minha solidão. Sem você do meu lado, eu não sou ninguém. Para de pirraça e vem me amar. Também vem matar essa saudade que invade o seu peito. Vem me amar também. Sem você, eu não sou ninguém. Vem ser feliz e me fazer feliz tambem.
Sem dó e misericórdia de joelhos irei te deixar, pra ti serás uma penitência, eu te possuirei assim sem perdão sem dó de joelhos meus desejos sastifarei, sabe porque, porque com o amor não há perdão, assim não fujas e não finja que não sabe ou não vê, porque vai ser minha, de julho sem ter perdão será sua sina a mim entregar seu coração, escrito por Armando Nascimento
Eu me afoguei
Eu me afoguei
Por amar intensamente
Nos atos e formas de conduzir o navegar desse (a)mar
Maresias das promessas e beijos
Cai nas águas das tuas ilusões.
Kaike Machado
Eu cheguei a pensar tanto por você que quase esqueci de mim.
Perdi-me em mapas de desejo, tracei rotas onde só havia silêncio,
fiz do teu nome um refrão que batia no peito como maré.
Um sentimento louco, desbravado, sem porto nem retorno,
criou jardins onde não havia promessa, acendeu faróis em noites vazias.
A cada passo eu inventava um abrigo, mesmo sabendo que o vento não trazia teu cheiro.
Afinal você não ofereceu nada, e ainda assim me dei inteiro,
como quem planta flores na beira do abismo esperando que cresçam.
Doei-me em versos, em esperas, em pequenas rendições ao teu olhar ausente.
Mas há força no que sobra quando o tempo não chega:
aprendi a colher a minha própria luz, a regar o que pulsa dentro de mim.
Transformei saudade em coragem, silêncio em canção, ausência em caminho.
Hoje guardo o que fui por você como um livro que me ensinou a ler,
e não mais como prisão. O amor que me fez esquecer-me virou lição e ternura.
Com a doçura de quem sabe que merece ser verdadeiro.
Tem caminho que não volta, vai encontrar alguém que se escolheu primeiro,
um coração que ama sem se perder, que oferece afeto sem se anular.
Seguirei amando-me, doce e forte, com a paz de quem se reencontrou.
E o que eu desejo para todos nós?
Paz, muita paz!
Paz pra hoje, amanhã e depois, e depois,
e depois....
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