Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Chorar não adianta mais. Eu e meu choro fazemos companhia um ao outro.
Já chorei até não sentir mais nada, as lágrimas se esgotaram, deixando apenas um vazio duro. Hoje, o choro é como um amigo que visita minha face sem quase derramar gota, ele lembra o tanto que tentei e falhei em encontrar alívio na própria tristeza.
Não importa o caminho, o desfecho é sempre o mesmo. Eu, naufrágio de mim. É como se o erro estivesse gravado em minha essência, antes mesmo de eu nascer. Cada escolha apenas uma variação do inevitável. Luto, insisto, me debato, mas há algo maior, invisível, que já decidiu meu lugar, é à margem, entre os que tentam e nunca chegam.
Maldito dia em que eu nasci e Deus disse lá do alto, terás grandes virtudes porém não será o suficiente para as pessoas te amarem, não como eu.
Eterna Paixão
No clarear desse dia chuvoso penso em você
Minhas lembranças de amor não deixam eu te esquecer
Letras que formam palavras perfeitas falam de amor
Fecho os olhos e te enxergo ao som do Anjo e a flor
A chuva insiste em cair e o meu corpo molhar
Queria estar ao teu lado e sua boca beijar
Linda anjinha te sinto a todo instante aqui
Sonho com seu lindo rostinho e o seu amor só pra mim
Isso me faz delirar, me faz chamar só você
E quando a noite cair ainda irei te querer
Por toda eternidade te levarei em meu coração
Saiba amor que te amo minha eterna paixão.
Em você eu não paro de pensar
Sobre você eu não paro de escrever
Sera que estou a te amar?
Pois em tudo eu vejo você...
O teu rosto eu vivo a imaginar
De manhã até o anoitecer
Sera que eu vou te encontrar?
E te olhando poder te dizer
Que você se tornou especial
Suas palavras são cheias de amor
O que sinto, sei, não é normal
Pra você já escolhi uma flor...
Que estava no jardim de um quintal
Eu peguei e senti um calor
Foi uma força sobrenatural
Isso tudo parece ser amor.
Se for pra enxugar suas lágrimas estou aqui
E mesmo se for com cosquinhas te fazer sorrir
Eu não sou medico mas curo o coração
É só me dar uma chance que eu apago a ilusão
Se se sente só
Comigo não mais
Se ta na pior
Quero ser sua paz
E te trazer dor
Eu digo jamais
Eu sou o amor
Que não se desfaz
Os sonhos roubando minha vida
Eu durmo e não quero acordar
Lá, tenho de novo a família
É lá que eu posso voar
E mesmo tendo pesadelos
Não se compara a realidade
Onde eu vivo a dor o tempo inteiro
Mundo + dor = maldade
Eu perdi o jogo, mas não perco a fé
Eu sei que vai valer meu amanhã
As vezes louco antes do café
Eu chego em casa e já é de manhã
Oh mãe desculpa por eu não ser mais
Aquele filho que pediu a Deus
E mesmo se eu quisesse voltar
O meu sofrer não ia mais cessar
Pois a dor cobriu o amor
E eu sei que será impossível
De ele se curar
Sei
As vezes a vida me da o mais triste acorde
Esperando que eu acorde e perceba que não vou ser feliz
Se eu sorrio sem fingir é sorte
A dor aqui dentro é forte, que não da para seguir
Nessa melodia triste
O mundo rima: desiste
Não tem porque insistir
Viver sem existir é triste
A dona morte insiste
Em querer me levar daqui
Velha casa de meus pais,
Eu não te esqueço jamais
Por esta existência em fora,
Só porque tu me retratas
As fantasias mais gratas
Daqueles tempos de outrora!...
Mamoeiro! Bananeira!
Joazeiro! Goiabeira!
- Que cinema sem igual!
Jogando sobre as alfombras
Um rendilhado de sombras
Na tela do teu quintal!
E aquela batida longa
Da cantiga da araponga
Que entre os rasgos do concriz
E os estalos do canário
Ia formando o cenário
Daquela quadra feliz!
Mas o tempo - este malvado!
Para matar o meu passado,
Numa explosão de arrogância,
Jogou de encontro ao mistério
Toda a beleza do império
Dos sonhos de minha infância!
Árvores, pássaros, tudo
Rolou para o poço mudo
Do abismo do nunca-mais!...
Enquanto a sonoridade
Dos gorjeios da saudade
Se esparrama em teus beirais...
Por isso em tuas janelas,
Em tuas portas singelas
E em cada vidro quebrado,
Onde a tristeza se deita,
Vejo uma réstia perfeita
Das estórias do passado!...
Ai velha casa sombria
Quem, nesta vida, diria
Que aquele céu sucumbisse,
Que aquela fase passasse,
Que aquela ilusão fugisse
E que não mais voltasse!...
Na festa descolorida
Da paisagem destruída,
Aos olhos da Natureza,
Só tu ficaste de pé
Confortando a minha fé!
Matando a minha tristeza!
Velha casa desolada
Guardas na tua fachada
Uma indelével lembrança
Dos meus dias de quimera,
Das rosas da primavera
Que plantei quando era criança!
E agora que o sol se pôs
E a bruma envolve nós dois
Na sua atroz densidade
Enfrentemos a incerteza
Tu - conduzindo tristeza!
Eu - transportando saudade!
Eu tenho uma coisa boa dentro de mim... Não guardo as pessoas... Guardo o que elas representam para o que eu represento em mim
Não exijo amor alheio
Mas insisto em amar o alheio
Eu já naufraguei tantas vezes e tão profundo... que não é qualquer dor que vai me tirar o fôlego ou fazê-lo doer. Como dizem: "Cada um tem de mim exatamente o que cativou."
Eu vou, mas não como quem perde—vou como quem escolhe. Escolho partir porque ficar exige demais de quem já deu tudo. Vou porque sei o meu valor, porque o amor que me habita não cabe em metades, não sobrevive de migalhas. Não carrego mágoas, apenas a certeza de que mereço mais do que olhares distraídos e gestos que nunca chegam.
Fiquei o tempo que achei justo, dei o melhor de mim sem reservas, mas aprendi que presença não se implora, que reciprocidade não se pede. Amor sem cuidado é terra árida, e eu sou feita para florescer. Então vou, não por fraqueza, mas por respeito a quem sou e ao que ainda posso ser.
Saio sem pesar, sem rancor, com a cabeça erguida e o coração inteiro, porque sei que quem perde não sou eu. Eu fico comigo, com minha força, com o caminho aberto diante dos pés. Levo o que é meu: a coragem, a leveza e a certeza de que mereço o que é inteiro, o que é verdadeiro.
Vou, sim. Mas vou por cima, sem olhar para trás, porque o que não soube me ter, nunca foi capaz de me acompanhar.
Flores sintéticas
Eu não sei cuidar de flores.
Nunca soube a medida certa de água,
o quanto de sol é demais,
o quanto de sombra é abandono.
Mas sempre apreciei as flores plantadas,
raízes firmes,
folhas dançando ao vento,
vivendo no tempo que lhes pertence.
Há quem as queira em vasos,
presas à ilusão de um cuidado constante,
mas eu prefiro não arrancá-las.
Prefiro vê-las ali,
onde escolheram nascer,
onde pertencem sem precisar provar nada a ninguém.
Flores colhidas vivem menos,
morrem lentamente entre dedos ansiosos,
em jarros de vidro,
em promessas que nunca chegam a desabrochar.
E eu, que já vi tantas flores morrerem fora de casa,
prefiro guardar apenas a lembrança
do perfume que nunca precisei roubar.
Se não sei cuidar,
que pelo menos eu saiba admirar.
E deixar que fiquem onde devem estar.
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