Não se Pede Ninguém em Amizade
Lembre-se do passado
sem carregar o peso,
Ninguém esteve ao seu
lado quando o fogo
atravessava a existência,
Manter a memória acesa
é questão de inteligência.
Quem não te apoiou ontem
mesmo que tu hoje conceda
o seu apoio heroico --
pouco garante ou mantém
a fidelidade do outro intocada,
O vício alheio por domínio
é algo que não permite-se
esquecer por causa deste
veneno quase o ter sucumbido.
Caso irá apoiá-lo não se esqueça
de quem trai uma única vez,
o trairá milhões de vezes -'
Apoie desde que ele retribua
de imediato os seus interesses,
O Deus Doador de Fé, Protetor,
Poderoso, Irresistível e Majestoso
que te sustentou e sustenta
agora na paz te sustentará;
na sua paz com direito aos oásis
e o seu celeste caravançará.
Por tua escolha ou onde quer
que fique ou pela vida passe,
será cercado por serenidade
tulipas vermelhas e pinheiros
em floração sempre na direção
do teu tranquilo e verdadeiro amor.
29/12
Ninguém precisa
se afirmar o tempo todo,
Fale o necessário,
e deixe o tempo virar o jogo.
29/11
Existem certo confrontos
que fortalecem os inimigos,
Simplesmente não entre
neste circuito e nem conceda
combustível para ele ter nenhum
argumento contra você,
Cuide dos seus objetivos acima
de qualquer tentação
de se desviar do destino.
29/10
Se você foi muito ofendido,
e o ofensor está numa situação ruim,
Não interfira no caminho,
e nem sinta culpa por isso,
Porque se fosse o contrário,
ele sem culpa acabaria com você,
e devido a isso tu não tens o dever
de ser herói com quem na primeira
oportunidade acabaria contigo.
Ninguém mais sabe como
E para onde foi Lorent Saleh,
Ninguém mais ouviu sequer
Falar em devido processo legal,
Ninguém mais sabe de nada
E nem dos direitos do General.
Ninguém sequer mais sonha,
Ninguém sequer está dormindo,
Ninguém sequer mais se fala,
Ninguém está sequer cantando,
Ninguém está se alimentando,
Ninguém está mais sorrindo.
Ninguém sabe que a vergonha
Tem mais de um endereço certo,
E que vai além do Helicóide;
Envio esse poema como o céu
Envia para a Terra um OVNI
Para quem os maltrata à toa.
Ninguém resolve mais nada,
Ninguém mais sabe da tropa,
Ninguém possui mais fé,
Ninguém procura mais a saída,
Ninguém está contente com tudo,
Ninguém imagina uma alternativa.
De ninguém para ninguém
É assim que também me sinto,
Porque ninguém está me ouvindo;
Que ninguém se sinta ofendido,
Pois é assim que um povo se sente
Quando não tem mais governo,
E nenhum apoio: NINGUÉM.
Ninguém move um dedo por você, mas se acham donos da verdade, na hora de julgar sua vida e suas escolhas !!!
Ninguém me entende, sou rascunho com letras ilegíveis, pareço instrumento desafinado, um piano com cordas quebradas, emudecido num canto.
Já venci guerras que ninguém soube que existiram. As batalhas invisíveis nos ensinaram a ter compaixão por aqueles que lutam calados.
Não esmoreci quando ninguém viu, fiquei mais forte, força no silêncio é funda e verdadeira, sem aplauso, construí raízes que sustentam, foi ali, no invisível, que me fortalecei.
A fundação do novo eu é um ato inerentemente solitário, pois ninguém, além de nós, detém o mapa dos escombros para reconstruir o alicerce.
O verdadeiro poder é não ter que provar nada para ninguém, exceto para a sua consciência silenciada.
A exaustão existencial é a prova de que lutamos batalhas que ninguém consegue ver, combates travados na calada da mente contra o peso esmagador das expectativas não cumpridas, e o esforço de levantar a cada manhã, quando a gravidade da alma parece maior, é um ato de heroísmo silencioso que ultrapassa qualquer feito público ou medalha de honra. É na quietude desse cansaço que a gente decide, mais uma vez, que a dignidade de existir vale mais do que a facilidade de desistir.
Carrego dentro de mim batalhas que ninguém viu, mas cada uma delas moldou meu peito como ferro aquecido, não pedi para ser forte, fui obrigado pela vida, e mesmo assim aprendi a amar no intervalo das dores, sou testemunha da minha própria ressurreição diária.
O corpo guarda um manual de guerras antigas. Lá estão listadas derrotas que ninguém lê, exceto eu. Cada cicatriz é uma frase do diário que o tempo esqueceu. Volto a esses capítulos com os dedos, procurando cura no toque. E descubro que a linguagem da cura é pequena: atenção e tempo.
A verdadeira liberdade é não precisar provar nada a ninguém, apenas a si mesmo, e viver sob a única régua que importa: a sua paz.
