Não quero Alguém que Tenha outro Alguém

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O desejo de mudar o ponto de vista do outro frequentemente nos distrai da tarefa mais essencial: a nossa própria evolução.

COGITO, ERGO FLUO.
Começo com a cena comum: releio o que escrevi para simular a impressão do outro. Ao reler, descubro que não sou o mesmo leitor. Mudei o
referencial. O texto não mudou, eu mudei. Esta simples constatação abre o problema do “eu” e do verbo que o sustenta.
Pergunto o essencial: quem fala quando digo “eu”? Se tomo “eu” como nome de coisa, procuro uma entidade fixa. Se trato “eu” como índice de
perspectiva, reconheço uma função no jogo de linguagem. O primeiro caminho promete substância. O segundo só garante presença. A experiência
diária favorece o segundo.
Trago o cogito ao centro. “Penso” descreve ocorrência situada. Tempo. Corpo. Contexto. “Existo” soa como estado que atravessa tempos. Ao passar
de “penso” para “existo”, a gramática troca de regra sem declarar a troca. Não é dedução. É deslocamento silencioso. A força retórica do cogito nasce
dessa elipse gramatical.
Se “existir” pretende mais do que aparição, precisa de critérios de reidentificação. Quem é o mesmo amanhã. Como o distingo de outro. Que marcas
permanecem. O pensar, por si, não entrega esses papéis. Ele atesta presença. Ele não protocola permanência. Logo, de “há pensamento” segue
apenas “há sujeito-em-ato”. Não segue “há substância que pensa”.
Releio de novo, agora com os olhos de quem receberia o texto. O referencialismo se mostra na prática. O outro que penso é uma face do meu
espelho. O sentido que encontro é correlação entre posição de leitura e regras de uso. Identidade, nesse quadro, é narrativa sob um ponto de vista.
Troque o ponto e a narrativa muda. O “eu” não é laje. É curso.
Chamo Heráclito para a ontologia mínima. O rio não exige uma gota essencial para ser rio. Exige continuidade de passagem. O sujeito que pensa não
reúne provas de minério. Reúne recorrência de atos sob regras. Se isto vale, então a pergunta “quem sou eu” não busca um bloco. Busca a coerência
operativa de um fluxo.
Volto a Descartes. O cogito é inabalável se o leio como enunciado performativo. Se penso, é indubitável que comparece o fenômeno do pensar. Onde
ele falha é no salto da ocorrência ao estado e à substância. A “res cogitans” é hipóstase. Faz do índice um nome. Faz do uso uma ontologia. É feitiço
da linguagem.
Objecção previsível: o “existo” cartesiano seria momentâneo, não permanente. Se for assim, “existo” significa “apareço agora”. Aceito sem
resistência. A refutação mira o passo seguinte, quando se transforma o momento em coisa. Outra objecção: sem substância, evapora a
responsabilidade. Respondo com sobriedade. Responsabilidade é continuidade normativa e memorial. Regras, registros, reconhecimento. Não
precisa alma mineral.
Sigo com a prática discursiva. Dizer “eu me encontrei” supõe um objeto fixo e um mapa estável. Não é o que a experiência oferece. Na vida, não nos
encontramos. Nós nos construímos. O encontro pertence ao ser que pode dizer “Eu Sou” como estado absoluto. Para nós, permanecer é manter um
fio de narrativa sob condições públicas. O fio é suficiente para a ética. Desnecessário para a metafísica de bloco.
Fecho a reflexão com a precisão que devo à gramática. Do evento pensar não se lê essência. Lê-se aparição. O cogito sobrevive ao exame se perder a
pretensão de substância. Resta claro e útil como prova mínima de presença. A ontologia que o abriga é de fluxo. A semântica que o disciplina é de
uso.
Conclusão operativa: penso, logo apareço. Sou em ato enquanto o pensar acontece. Quando o ato cessa, a narrativa arquiva um contorno. Entre
arquivo e curso, escolho o curso para dizer “eu”. Em língua seca e lírica o bastante para fixar o sentido: cogito, ergo fluo.

A nossa existência é construída a partir da presença do outro. A voz que dialoga, para Bakhtin, é a fonte do ser; já para Sartre, o ser se defende do olhar que o coisifica. Essa contradição revela que o outro é, ao mesmo tempo, a força que nos edifica e a ameaça que nos reduz. É uma dualidade que, como notou Rudolf Otto ao descrever o sagrado, transpomos aqui para a própria relação humana: um mistério que nos atrai e nos inspira temor.

Vergonha não é sobre o olhar do outro, mas sobre o olhar que lançamos sobre nós mesmos quando nos afastamos do que somos.

Não é apenas sobre o outro.
Toda avaliação, opinião ou percepção é eco de quem somos no íntimo.

⁠Entre um passo e outro, aprendi a me olhar com mais ternura e a me escolher sem culpa.

- Edna de Andrade

⁠Problemas eles não param de chegar, você resolve um, mas logo aparece outro e não basta o seu. Tem os agregados e terceirizados também, e você só falta explodir. Deixa eu te falar todos os nomes santos tiveram inúmeros problemas, tenha fé e nunca desista, porque Deus irá te mandar muito mais problemas, porque Deus precisa te tornar forte, imbatível e persistente para poder estar junto dele.

⁠A perfeição é tão relativa quanto a felicidade. Nem sempre o que é para um também é para o outro. É humanamente impossível agradar a todos. Ter essa consciência nos leva ao encontro do nosso EU e das nossas próprias verdades. Assim, encontraremos aquilo que nos faz realmente feliz

⁠Relacionamento bom é aquele
em que os dois regam juntos.

Onde um cuida do outro
como quem cuida do jardim:
com tempo, com afeto, com constância.

Não é sobre perfeição,
é sobre presença,
paciência
e vontade de fazer dar certo todos os dias.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Não precisamos ser prioridade na vida de ninguém, basta que o outro demonstre que somos essa pessoa importante na vida dele com gestos e ações.porque simplesmente gosta da nossa companhia.

⁠"Há corações que, para suportarem o peso das próprias escolhas, preferem vestir o outro com a roupa da ingratidão.
Talvez um dia, alguém precise convencer o mundo — e a si mesmo — de que você foi injusta, cruel, ou insensível...
Mas não se engane: isso é apenas a tentativa desesperada de encontrar paz onde só caberia arrependimento.
Infelizmente, há quem precise distorcer a sua luz para justificar a própria sombra.
Mas a verdade, serena e silenciosa, permanece. Ela não se apressa. Ela sabe o caminho de volta."

A historia de um amor um tanto misturado, de um lado café forte e amargo, do outro leite morno e gostoso. Um dia o café, foi ao encontro de sua pura amiga água, ela estava nervosa, fervia que só ela! E foi assim que tudo começou, numa conversa que ali se misturou, desceram a boca da rua do coador, escorregaram sobre o coador, seguiram firmes e como sempre misturados, quando desceram a rua do coador, cairam sobre um grande buraco, se encontravam na rua da cafeteira, beco apertado que só, alguma coisa havia os prendido, parecia que aquela rua não tinha saída nem volta, de repente uma luz surgiu, cairam novamente, estavam dentro de um cilindro ou pelo menos era o que parecia, meio raso, mas cabiam. Chegou uma moça, se chamava leite era branquinha, corpulento, beldade era ela, doce devia ser. Café ficou nervoso, que fez o pobre do copo transpirar, sua grande amiga, saiu por toda aquela transpiração, café já era mistura, já não precisava da água pura, reinava dentro do copo. Leite foi jogada aos molhados de café, ele se assustou, mas o café gostou. Leite era quase fria, mas meio quente, café logo sorriu. Faltava algo, o anjo Colher, logo soube do ocorrido, já conhecia café, foi logo se achegando. Colher era anjo de amor, chegou bem no pé da fumaça de café e falou:- Café, vou te dizer o que falta pra essa branca ser sua, permita-me entrar e misturar vocês, vai demorar muito não. Colher logou se movimentou em pro daquele belo casal, se mexeu de um lado pro outro, é parece que deu certo, o café que era só café, leite que era só leite, se apaixonaram, seguiram ao futuro estomago, FIM.

O mundo está cheio de intervalos e cigarros! Qual a diferença de um para o outro?
Nenhuma, os dois causam câncer nos órgãos.

Sinto muito, por ter sentido pouco(muito) por ter sido pouco(muito) por ter sido gente(outro) é que quando a gente sente(entende), não se esvazia(enche) os olhos, mas sim, o fundo do poço( Oco)

( Paixão e amor, um corre nu por emoção, outro ultrapassa os vazios da alma.)

Não queira
roubar o Luz do outro
correndo na frente,
empurrando,
com dedo acusador.
Todos lhe ouvirão,
todos lhe enxergarão,
mas, ao chegar lá na frente,
e descobrir que
o Sol vem de cima
e a todos ilumina,
talvez,
você perceba que chegou
sozinho
e o quanto seu cansaço
foi em vão.

31/10/2015

Dizem que o melhor amigo do homem é o cachorro,
o cachorro pode ser amigo do outro cachorro,
por que o homem não pode ser amigo do outro homem?

Valter Bitencourt Júnior
Você Pode: Antologia, 2018.

Quando o amor será verdadeiro?
Não haverá traição?
Poderíamos confiarmos um no outro!

O problema é que o Brasil que eu quero, pode ser o Brasil que o outro não quer... Só que, nessa questão, todos dizem torcer por um Brasil melhor, e de fato torcem - cada um tem de fazer a sua parte.

Amar é deixar o outro ser livre, todo ser humano é livre por natureza, todo casal que quer ser feliz tem de saber respeitar o espaço do outro, ter algo chamado afinidade, saber dialogar sem ferir...

Para sobreviver na selva o animal matar o outro para saciar a sua fome, enquanto na selva de pedra os homens se matam para saciar o ódio e propagar a destruição da vida, por falta de amor a Deus.