Não quero Alguém que Tenha outro Alguém

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⁠Para que exista um lado, é necessário o outro. A oposição é o espantalho conveniente de todo governante; manter ela viva é manter o controle sobre a massa.

No campo de batalha pessoal está o meu eu que joga sujo e o outro eu que joga limpo...a única competição digna de minha atenção.

"O que é a vida? Na vida, são frutos que você plantou. Porém, muitos deles são frutos do outro que te alcançou. Será que é justo colher o fruto de outras decisões? O que dizer sobre uma vida que se constrói em meio a um emaranhado de decisões que estão fora do seu alcance? E me pergunto, será que existe mesmo o livre-arbítrio? Não seria ironia dizer que o livre-arbítrio é puro ou real, sendo que todos nós somos um pouco de todos? E essa construção mesclada que acontece desde o ventre de uma mãe? Será que eu tenho o direito de questionar e refletir dessa forma por hoje? Amanhã será um novo dia, e novamente voltarei a me encaixar ao sistema da multidão. Porém, quero me dar o direito de me revoltar e remoer todas as minhas culpas e injustiças violadas contra o meu ser, só por hoje ."

"O egocentrismo na esfera política conduz inevitavelmente à derrota; por outro lado, a coesão do povo em torno de um propósito comum é o que verdadeiramente impulsiona o progresso."
— Isaac C. P. Ribeiro

Quando Deus quer te levar para outro nível, ele não arruma sua tenda, ele desmonta.

O amor é o alfaiate perfeito. O único que consegue costurar um coração no outro.






Alex Domingues

É estranho o término de alguns relacionamentos, o que um foi para o outro... O que construíram juntos... não é raro, não restarem nem lembranças!

Fragmente os ciclos experienciados que resultaram em dor.
Para não projetar no outro as frustrações e os desconfortos recalcados.

Nada adianta estarmos longe um do outro, se todas as noites quando deito-me, meus sonhos são teus. Quando a brisa toca em minha face, é como sentisse tuas mãos tocando em mim.
O mundo silencia diante dos meus pensamentos, tudo parece tão real.
Mais nada é tão real que sentir teu amor.
Seria tolices minhas não concordar com meu coração.
Elaine Santos 🌹

Tem momentos que a gente olha para um lado e para o outro e sente como se estivesse em um quarto apertado sem janelas, sem portas. É aí.. justamente aí que colocamos a nossa fé em ação e então as paredes se afastam e surge uma porta. Quando essa porta surgir, gire a maçaneta.


Gabriela Cupertino

Perder o outro é perder uma parte de si, e a dor aperta o peito. Perder-se a si mesmo, no entanto, é desfazer a soma de todas as partes — é arrancar o peito com a própria dor.

"As mulheres não se vestem para agradar a outro homem, mas sim para expressar um conceito."

O desejo de mudar o ponto de vista do outro frequentemente nos distrai da tarefa mais essencial: a nossa própria evolução.

"Quem entende o desejo, não precisa pedir — apenas criar o espaço para que o outro se entregue."

"Seduzir não é enganar, é revelar o que o outro já quer sentir."

"Quem domina o desejo do outro, nunca anda desarmado."

“Quem se apaga pra caber no outro, apaga a própria vida.”

“Calar não é fugir. É mostrar que o outro não vale nem o esforço de uma resposta.”

“Coração esperto é aquele que aprende a ler o que o outro não diz.”

COGITO, ERGO FLUO.
Começo com a cena comum: releio o que escrevi para simular a impressão do outro. Ao reler, descubro que não sou o mesmo leitor. Mudei o
referencial. O texto não mudou, eu mudei. Esta simples constatação abre o problema do “eu” e do verbo que o sustenta.
Pergunto o essencial: quem fala quando digo “eu”? Se tomo “eu” como nome de coisa, procuro uma entidade fixa. Se trato “eu” como índice de
perspectiva, reconheço uma função no jogo de linguagem. O primeiro caminho promete substância. O segundo só garante presença. A experiência
diária favorece o segundo.
Trago o cogito ao centro. “Penso” descreve ocorrência situada. Tempo. Corpo. Contexto. “Existo” soa como estado que atravessa tempos. Ao passar
de “penso” para “existo”, a gramática troca de regra sem declarar a troca. Não é dedução. É deslocamento silencioso. A força retórica do cogito nasce
dessa elipse gramatical.
Se “existir” pretende mais do que aparição, precisa de critérios de reidentificação. Quem é o mesmo amanhã. Como o distingo de outro. Que marcas
permanecem. O pensar, por si, não entrega esses papéis. Ele atesta presença. Ele não protocola permanência. Logo, de “há pensamento” segue
apenas “há sujeito-em-ato”. Não segue “há substância que pensa”.
Releio de novo, agora com os olhos de quem receberia o texto. O referencialismo se mostra na prática. O outro que penso é uma face do meu
espelho. O sentido que encontro é correlação entre posição de leitura e regras de uso. Identidade, nesse quadro, é narrativa sob um ponto de vista.
Troque o ponto e a narrativa muda. O “eu” não é laje. É curso.
Chamo Heráclito para a ontologia mínima. O rio não exige uma gota essencial para ser rio. Exige continuidade de passagem. O sujeito que pensa não
reúne provas de minério. Reúne recorrência de atos sob regras. Se isto vale, então a pergunta “quem sou eu” não busca um bloco. Busca a coerência
operativa de um fluxo.
Volto a Descartes. O cogito é inabalável se o leio como enunciado performativo. Se penso, é indubitável que comparece o fenômeno do pensar. Onde
ele falha é no salto da ocorrência ao estado e à substância. A “res cogitans” é hipóstase. Faz do índice um nome. Faz do uso uma ontologia. É feitiço
da linguagem.
Objecção previsível: o “existo” cartesiano seria momentâneo, não permanente. Se for assim, “existo” significa “apareço agora”. Aceito sem
resistência. A refutação mira o passo seguinte, quando se transforma o momento em coisa. Outra objecção: sem substância, evapora a
responsabilidade. Respondo com sobriedade. Responsabilidade é continuidade normativa e memorial. Regras, registros, reconhecimento. Não
precisa alma mineral.
Sigo com a prática discursiva. Dizer “eu me encontrei” supõe um objeto fixo e um mapa estável. Não é o que a experiência oferece. Na vida, não nos
encontramos. Nós nos construímos. O encontro pertence ao ser que pode dizer “Eu Sou” como estado absoluto. Para nós, permanecer é manter um
fio de narrativa sob condições públicas. O fio é suficiente para a ética. Desnecessário para a metafísica de bloco.
Fecho a reflexão com a precisão que devo à gramática. Do evento pensar não se lê essência. Lê-se aparição. O cogito sobrevive ao exame se perder a
pretensão de substância. Resta claro e útil como prova mínima de presença. A ontologia que o abriga é de fluxo. A semântica que o disciplina é de
uso.
Conclusão operativa: penso, logo apareço. Sou em ato enquanto o pensar acontece. Quando o ato cessa, a narrativa arquiva um contorno. Entre
arquivo e curso, escolho o curso para dizer “eu”. Em língua seca e lírica o bastante para fixar o sentido: cogito, ergo fluo.