Não Perca o seu Tempo Comigo
"'Volte enquanto é tempo' é uma frase que não existe para mim. Eu não volto pra lugar nenhum, eu só vou em frente"
Eventualmente, com o tempo, nos tornamos nossos próprios sósias. Sabe, essas pessoas completamente diferentes que por acaso se parecem com a gente.
Ela conta o tempo com as marcas que carrega no sorriso. Uma forma que encontrou de, apesar de tudo, expressar alegria cativante sem esquecer do gosto salobro das lágrimas que lavou a sua alma. Seu coração, massacrado, ainda bate. E isso, pra ela, é uma virtude e um sinal. Sinal de que se ele, que tanto doeu, continuou batendo, porque ela haveria de parar? E aquele sorriso atraente seguiu à risca as ordens. Brilhando. Por onde ela anda, explodem rastros de superação que inspiram outras dezenas dela. Meninas, mulheres. Que se espelham tentando sobreviver a essa onda de desilusões sistemáticas. As marcas do seu sorriso é o recado para quem hoje chora o desespero do livramento daquilo que tortura o peito, nos trilhos pavorosos que carregam vagões cheios solidão. Sua resiliência ensina que ser feliz é a única e mais inteligente forma de seguir em frente. Por mais que as dores sejam intensas a ponto de fazer curva o corpo. No jogo da vida, ela diz, não perdemos nada além daquilo que não era pra ser nosso. Entendê-la é compreender que seguir em frente não basta. Que dançar na balada ao som de modões e copos cheios de álcool não é suficiente. Que beijar bocas anônimas e declamar poemas de desapego em legendas de selfis só causam ruídos na comunicação entre o que você é e aquilo que você quer acreditar que seja. Entendê-la, é perceber que o sorriso de felicidade vem após a exata compreensão da vida. E que, assim como ela, as que admiram ela também irão carregar em seus sorrisos abertos um livro de experiências, saudade e amores que não deram certo. Entendê-la é saber que um dia ela, e as que admiram ela passar, irão se olhar no espelho, respirar fundo e pensar: Ainda bem que não deu certo. Mas, um dia, dará.
“É errado pensar que o amor vem do companheirismo de longo tempo ou do cortejo perseverante. O amor é filho da afinidade espiritual e a menos que esta afinidade seja criada em um instante, ela não será criada em anos, ou mesmo em gerações.”
Compreendendo ciclos
O tempo todo se fala de começar e fechar ciclos. Chega uma hora na vida em que a gente tem que crescer, sair do comodismo, se adaptar as mudanças e deixar pra trás tudo aquilo que já não se encaixa mais.
Primeiro que ninguém deve exigir reciprocidade por mais que a gente queira, cada um é dono de si próprio, das suas escolhas, ações e dos seus sentimentos.
Segundo que viver não é esperar a tempestade passar mas sim aprender como dançar na chuva.
Terceiro que a nossa vida é dividida em fases como, a ingressão na universidade no curso tão esperado, conhecer novas pessoas, uma adaptação na mudança de cidade, adquirir novas experiências e por aí vai... Cada um está vivendo suas fases do modo tem que ser. É egoísmo querer interferir na vida de alguém para suprir os nossos próprios sentimentos.
Perceberás depois que assim é que deve ser, o que for pra ser vai ser, de nada adianta sofrermos com a realidade dos fatos. Mudam as estações, mudam-se os tempos. Existem pessoas que devem ser excluídas do nosso pensamento. Agora sim recuperei meu senso de ‘’deixa estar’’. Só Deus tem o poder mudar as coisas de lugar. Chega de dor, clichê e drama. Agora é seguir em frente mantendo a fé de que coisas novas estão por vim e também podem ser boas.
Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos retorna à minha mente. Relembro como tudo começou, pois agora essas memórias são tudo o que me resta.
Tanto tempo eu perdi em outros olhos, outros nomes, outros lugares. Tudo estava ali tão perto, mas era difícil o medo ir embora e te pedir: fique aqui. Porque sempre foi você. SEMPRE. Mesmo quando eu insistia que não, eu secretamente rezava à noite para você aparecer de repente e me dizer meio sem jeito: é, eu também não te esqueci.
O tempo de uma fotografia
Não era nem ontem, e nós éramos um rostinho inocente posando para um retrato escolar. Olhinhos apertados, espertos, ávidos por ver a vida crescer. Crescemos nós. Já no mundo adulto, aquela foto da escola perdeu-se em alguma caixa parda que guarda fotografias do tempo em que elas eram reveladas. Eram aguardadas no suspense de seu conteúdo. Havia prazer em esperar. Fala-se disso:
_ As fotos ficaram boas? _ Vem aqui em casa pra ver!. Diálogos dos século passado.O mundo adulto, hoje, é cheio de pressa. Nem bem viveu-se algo, e esse algo já foi postado em alguma rede. Desfruta de uns segundos de visibilidade, para depois perder-se, em memórias cibernéticas. Será que as crianças de hoje ainda tiram fotos do tipo grupinho escolar? Todas as carinhas reunidas, professora do lado, e um fotógrafo gorducho mandando fazer xis.Não há muito tempo para esperas e aguardos. Hoje, é tudo para hoje. Será que no meio de tanta aceleração, dá tempo de se perguntar onde estarão aqueles meninos e meninas do nosso retrato escolar? Caminhos que nos engolem enquanto tentamos acrescentar alguns minutos à mais nas nossas horas corridas, e lá se foram os nossos primeiros melhores amigos.
A que se presta esta nostalgia? Serventia prática, nenhuma! Pensamentos miúdos não se prestam. Eles prezam. Prezam alguma coisa de valor que vai se perdendo pra não se perder tempo, e que podia ‘não’.
Podia-se não perder contato com as pessoas queridas.Podia-se responder os e-mails com muito mais palavras.Podia-se telefonar ao invés de encurtar tudo por sms.Podia-se ganhar da preguiça e chamar amigos pra um jantarzinho.Podia-se ultrapassar o tédio e organizar uma viagem.Podia-se fazer mais visitas, pra se ver ao vivo e à cores.Podia-se escrever uma carta, pra lembrar da própria caligrafia.Podia-se largar mão de artificialidades e conversar com mais vontade.Podia-se deixar pra lá a vaidade, e expor os sentimentos com mais verdade.Podia-se deixar o orgulho de lado e procurar reacender os afetos congelados.Podia-se dar um tempo aos formalismos das relações, e sair por aí, abraçando os outros,beijando os outros, olhando nos olhos dos outros…
Podia-se redescobrir aquele amigo, daquele tempo, e surpreender…
Em meio à tantas metas e prazos, a gente sabe que é na companhia do outro, na intenção e na atenção dedicados à amizade e ao encontro que a vida faz sentido. Sem perder tempo com as miudezas que importam, perdemo-nos todos. Perdidos e acelerados, periga que um dia, a gente não se ache mais.
‘Ultimamente têm passado muitos anos.’
Infelizmente,quando o tempo passa,percebemos as besteiras que fizemos e principalmente as que deixaram de ser feitas. Por que pelo menos comigo foi assim. Lembro-me de como poderia ter ousado mais,de como poderia ter metido a cara e falado o que eu sentia,mas nem sempre foi assim.Hoje depois de uns tempos,acho que até melhorei um pouco,não muito, já que continuo com o mesmo temperamento (mas um pouco mais madura). Prefiro pensar que se alguém vêm até mim,é por que esse alguém gostou e teve bons motivos pra me achar. Prefiro pensar que ele gostou do meu jeito, do meu sorriso sem graça, dos meus olhos, da minha boca (e até mesmo do meu coque de cabelo que não o tiro por nada). Às vezes me pergunto se sou tão diferente assim dos outros. Bom, eu sei que posso ter a pessoa que eu quiser, aliás, todos podem!É só acreditar nisso (EU POSSO, EU QUERO, EU CONSIGO!), mas tem horas, ou dias, ou meses e até anos que aquela insegurança toma conta de você e sempre te faz deixar pra depois aquilo que já devia ter sido feito há tempos!Pode até ser engraçado, mas creio que as pessoas deveriam se conhecer mais. Existem aquelas pessoas que por serem um pouco ‘desatrevidas’ ou tímidas mesmo, acabam fazendo o contrario do que gostariam de ter feito,e as outras por não entende-las simplesmente as ignoram. È certo que adivinhar o que a outra pensa não traz resultado, mas as pessoas poderiam dar mais abertura, no jeito de agir de falar de se expressar, para que assim as outras (mais tímidas e acanhadas) pudessem a partir daí se sentir mais seguras. Não é por que fulano ágil de forma contraria ao que você estava esperando, que este mesmo fulano não estava afim de você. Falo isso por experiência própria, pois muitas vezes deixei de falar, de agir ou até mesmo de sentir algo por medo de ser totalmente desentendida (rejeitada). Às vezes eu queria sim ter falado daquele sorriso e daquele jeito irreverente de me olhar, mas infelizmente não fiz nada! Queria poder ter sido mais simpática aquele dia em que foram me ver, mas fiquei tão surpresa ao ver quem era, que quase não acreditei que aquela pessoa fosse me procurar, poderia sim ter a chamado pra almoçar, sei lá, qualquer coisa, mas nada fiz! Queria ter falado que gostava de um certo jeito carinhoso e peralta de ser de alguém, que por mais que me irritava ele sempre me distraia. Mas a minha insegurança foi tanta que também nada fiz!
Eu queria muito ter aproveitado o tempo para poder não contar hoje as minhas histórias inacabadas, mas sei que ainda me resta uma esperança. Não sei quando, mas sei que hoje estou mudando. Prefiro esperar o momento certo para não me arrepender lá na frente ou por ter me precipitado por medo ou insegurança. Prefiro ter a certeza de que Deus colocou alguém na minha vida com um propósito certo, do que me arrepender procurando na pessoa errada um sentimento que não existe.
a vida ensina o valor de cada coisa, e com o tempo a gente aprende… Aprende a sentir com suavidade e delicadeza o seu encanto; aprende a não desperdiçar nenhum instante de ternura e abraçar com coragem, tudo aquilo que ela derrama sobre a nossa existência, como um ato de amor e generosidade.
E é por isso que eu sorrio
Faz um tempo
Desde que todos os dias e tudo tem dado tão certo
E agora
Você está bagunçando tudo
E de repente
Você é tudo que eu preciso, a razão pela qual
Eu sorrio
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