Não Perca o seu Tempo Comigo
Meu interior
Por um tempo eu quis te salvar,
Quantos questionamentos, sem respostas, quantas verdades ditas fora de hora,
O amanhecer visto acima das nuvens pela janela de um avião tem cores tão diferentes, são tons tão surreais é um mundo novo,
Acima de nós e das nossas certezas e razões a tanto a aprender, a tanto a enxergar de outros ângulos,
Se tudo que transborda em pensamentos pudesse virar realidade isso seria tão bom,
É noite, a vela está acesa, a janela está batendo suavemente, lá fora na varanda a cadeira de balanço ainda balança lentamente,
Em um breve momento de lucidez eu descobri que quem está precisando de socorro, de ajuda é o meu eu interior.
Somente nós
Eu a cadeira e o mar,
Eu o tempo e o destino,
Eu o que vi e o que será,
Eu o sol e a lua.
"Chance de ouro"
No soprar do tempo, me apeguei ao raro,
Muitos "quases" e outros "cuidados", foram fundamentais para me definir hoje,
Fui viajante das saudades,
Fui imigrante do incerto,
Fui aventureiro nos abraços,
Curado do orgulho , me recusei a viver de ensaios,
Inflamado pela cura, me agarrei ao que era escondido e escasso e mesmo assim era livre,
O gigante notável não repousa, ele só permite valorizar aqueles que se entregam de corpo e alma.
Tempo presente
O espelho foi quebrado,
Os sentidos estão nus,
O pecado é sem vergonha,
As causas impossíveis as vezes são os fetiches dos começos,
E que o meu tempo presente contigo te traga desejos insaciáveis e memórias inesquecíveis.
Fiel
Fiel a mim,
sou bom em renascer devagar,
ao mesmo tempo que colho os frutos com uma velocidade extrema.
Que tal?
O tempo é muito curto para o tanto de coisas que eu tenho que fazer,
O mundo é muito pequeno ao meu ver quando estou sentado a noite a beira mar envolvido em pensamentos,
Quando o som da tua voz bate a minha porta transborda em saudade daquilo que já fiz morada,
A tua língua é um campo minado, ela me faz entrar em confusão ao mesmo tempo que ela me enche de coragem as cegas,
É difícil viver fingindo que não tenho coração, cansei de lutar contra o óbvio,
A distancia é uma interface do esquecimento, então prefiro interagir com o que me aproxima daquilo que me faz sentir vivo,
Que tal um mundo novo, um cenário diferente com uma realidade nova?
Dois atos
Um caminho terrível,
Dois atos sinceros,
Um pedido de tempo foi feito,
Um sorriso sarcástico foi dado,
Um presente foi revelado,
A distância e o esquecimento vieram embalados com um laço.
Nu
Despido das distrações, busquei a transparência entre o amor e o tempo, entre a esperança e o intenso,
Sem máscaras e sem roupas, tive o prazer de me conectar com a nudez simples e pura de nossas almas.
Na passagem do tempo, podemos marcar a existência através das cores, definindo o passado, o presente e o futuro como coordenadas das eras — um processo que reside no simples ato de ver a cor e compreender os mistérios do olhar.
Assim como as nuvens desenham o dia, sabendo que nenhuma nuvem é igual a outra, o registro de uma foto ou filme é capaz de resgatar aquele instante exato no tempo. Até mesmo as estrelas mudam de posição ao longo de décadas ou eras, pois o cosmo permanece em constante movimento, expandindo-se sob a consciência plena da relatividade.
ONDE O SILÊNCIO FALA.
No tempo onde o vento sussurra teu nome,
repousa a lembrança que não dorme um véu de luz e distância,
feito de sombra e esperança.
Tuas mãos, ficaram no outono,
entre as folhas que dançam sem dono; e o mundo parece menor desde então,
porque em mim ecoa tua canção.
Há dias em que o céu me devolve teu olhar, como se o azul soubesse amar.
E eu que me rendo à dor com sorriso chamo-te em silêncio, como quem reza um aviso.
Se fores estrela, brilha em mim,
se fores vento, toca-me assim.
Mas se fores só lembrança e eternidade,
permanece... como ficou tua saudade.
TEMPO INTERIOR E O PESO DO OLHAR ALHEIO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há um instante na vida em que a presença do outro se torna uma espécie de espelho de profundidade. Não o espelho superficial que devolve formas, mas aquele que devolve densidades. Quando alguém se inclina para compreender aquilo que guardamos sob as camadas do cotidiano, desperta-se uma tensão antiga: reconhecer-se, permitir-se e, ao mesmo tempo, temer-se.
A filosofia clássica recorda que o ser humano é dividido entre o que conhece de si e o que evita conhecer. A psicologia aprofunda esse paradoxo ao mostrar que nossas regiões mais sensíveis raramente se revelam por vontade, mas por contato. E o contato que tenta desvendar nossas zonas obscuras é sempre grave. Há uma penumbra que pulsa, uma sombra que observa, uma quietude que denuncia o quanto somos opacos até para nós.
Essa aproximação do outro funciona como rito. Exige cuidado, lucidez e um silêncio que escuta. É antropologicamente raro e é espiritualmente comprometido, pois trata do mistério da interioridade humana. Quem adentra o território da alma alheia participa de um processo tão antigo quanto as civilizações que refletiram sobre a intimidade, a confiança e o vínculo.
E, no entanto, o verdadeiro movimento filosófico surge no interior daquele que percebe essa aproximação. A alma, antes reclusa em seu próprio labirinto, começa a se ver pelos olhos de alguém que não teme a escuridão. Isso provoca uma espécie de iluminação discreta, uma revelação que não estoura, mas amadurece.
O drama existe, mas não é destrutivo. É drama de reconhecimento. É a constatação de que somos feitos de camadas que só se revelam quando alguém se aproxima com coragem e intenção sincera. Nesse gesto repousa a grandeza da psicologia do encontro humano: a alma só se completa quando aceita ser lida.
E toda leitura profunda, ainda que assombre, sempre reacende a força que sustenta a travessia.
Que cada olhar que te alcança em profundidade te lembre de que a verdadeira imortalidade começa no instante em que alguém percebe quem você é.
A verdade é que o tempo ele é relativo
E eu e você somos uma incógnita
Que o universo não conseguiu
Resolver
E enquanto ele não se resolve
Vamos vagar por todas as vidas
Existem amizades tão fortes que nem mesmo o tempo e o espaço
Estrelas e rascunhos
Dimensões e vidas passadas
Podem apagar.
Não podia impedir o tempo de passar
Só podia esperar e fazer
Com que ele nunca nos afastasse ou destruísse.
Somos tendenciosos a criar muros para nos proteger de coisas ou de algo, em vez de gastarmos tempo construindo pontes. Precisamos melhorar a nossa visão e enxergar que, diante de nós, existem possibilidades de encontrarmos do outro lado coisas que os muros nos vedaram de ver.
É tempo de construir pontes que nos motivarão a chegarmos do outro lado e descobrir coisas novas.
Estou dando uma Pausa.
Por um tempo, escolho o silêncio.
Longe dos holofotes. Longe da correria. Longe de tudo aquilo que, aos poucos, foi consumindo minhas forças sem que eu percebesse.
Não é desistência. Não é fuga. Não é falta de amor pelo que faço.
*É cuidado*
É o reconhecimento de que existe algo mais importante do que continuar correndo: Cuidar da alma.
Passei anos vivendo para tantas responsabilidades, carregando pesos, enfrentando batalhas e tentando permanecer forte. *Sorri quando estava quebrado. Caminhei quando estava ferido. Permaneci de pé quando tudo dentro de mim queria desabar*
Travei guerras silenciosas que quase ninguém viu. E algumas delas ainda estou lutando.
Mas até os guerreiros se cansam.
Até os mais fortes precisam parar para respirar, se curar e se reencontrar.
A caminhada deixou marcas. Algumas profundas. Mas, pela graça de Deus, continuo de pé.
Não sustentado pela minha força.Não pela minha capacidade. Mas pela graça que me alcançou quando eu já não tinha forças para continuar.
Por isso, escolho parar.👇
Parar para orar mais. Parar para jejuar mais. Parar para ouvir mais a voz de Deus. Parar para voltar ao lugar onde tudo faz sentido: A Sua presença.
Porque ministério sem intimidade vira ativismo. Serviço sem descanso vira exaustão. E uma alma vazia não pode oferecer aquilo que ela mesma não possui.
Jesus também se retirava para lugares solitários e orava. Se o Mestre precisou parar, quem sou eu para achar que não preciso?
Então, esta não é uma despedida.
É apenas uma pausa de tudo o que me fez cansar em minha jornada. Agora, inicia-se um novo tempo. Quero ser usado e cheio da graça para apresentar Cristo ao mundo. Agora é tempo de ter mais intimidade com Ele, porque foi Deus quem me chamou e tem me cobrado sobre isso!
Uma pausa para reabastecer.Uma pausa para restaurar.Uma pausa para voltar mais forte, mais inteiro e mais perto de Cristo.
Às vezes, a maior demonstração de fé não é continuar correndo.
É ter coragem de parar nas mãos de Deus.
"Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava." — Lucas 5:16
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