Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Eu amo meu amor. Sinto-me grato por ser agradecido. Sinto-me bem por ser quem percebe. A vida é um presente que me dei.
Livre
Quando eu estou desgostoso do mundo dos mortais, me refugio no meu mundo de abstrações e formas puras. Aí fico flutuando entre as nuvens e os outros anjos, esquentando as asas na luz azul, voando com os pássaros. Eu, tão lacônico e sintético, também posso alongar o verbo e falar, falar. Posso satisfazer o desejo insaciável de novidade, de vida, daqueles que não a conhecem. A tentação é ter piedade pela ignorância do mundo, quando só cabe a compaixão de reconhecer que eu dou valor aos que não se valorizam. Assim, amargo, só posso rir das trapalhadas, do mau hálito, a barba por fazer. Sinto simpatia pelos bajuladores e os violentos. Vejo a graciosidade dos mentirosos e sem educação. Os meus irmãos são os fracos, como eu, os que a hipocrisia impede que falem, aqueles que adoram o dinheiro. Só não tenho piedade pelos loucos, porque eles estão além de todos nós, viventes de um lugar em que existe a liberdade.
O meu repertório
Coisas vazias brilham ao sol.
Nulidades querem se destacar do nada.
O tempo procura mostrar sua existência, mesmo não sendo possível.
Os sentimentos fingem ter vida própria.
Essa é a casa dos ancestrais.
Fria noite
Caminho pela rua à noite. A luz mortiça se refletindo nas lajes. Ó meu querido papel que aceita tão docemente a minha mágoa, o que não encontramos na noite, lar do sonho e da imaginação? Enquanto abro caminho na névoa, os espectros tomam forma, passam por mim protegidos pela escuridão. O escuro contém algo que eu perdi, que não me deixa encontrar. Foi a luz do dia, a clareza e a certeza da compreensão. A certeza da morte ao final. O breu do meu sonho cria vagos lampejos de nebulosidades. Durmo e vivo num mundo em que não há memória, que não tem passado nem futuro, ele existe sem termos consciência. Não quero, não posso voltar, a noite me seduziu e me tomou como posse. Só quero imaginar e isso acontecerá.
‘Muitos virão em meu nome.’
Cuidado com hipócritas e falsos profetas. Os fariseus eram doutores da lei, mas não tinham entendimento. Muitos falam em nome de Deus, mas poucos examinam a própria vida. Somente o verdadeiro conhecimento da Palavra liberta; quem vive na ignorância espiritual acaba acreditando em qualquer coisa.
Os ventos da solidão são constantes e frios em meu ser. A falência do amor corrói meu coração e infecta meu discernimento, me tornando um dependente viciado nos prazeres do passado recente. Como sempre afirmei, o amor é viciante! Após a sua perda, a dependência te deixa doente e requer um tratamento para uma doença crônica. Sentir-se ao menos uma vez amado causa esse mal e sua sobrevivência sempre dependerá de um amor presente e companheiro.
Minha melelancolia.
Vejo lapidação do meu país,
O Brasil é simplicidade e maravilhoso.
Mas, ate a terra é roubada pois é rara
É em peso do tesouro brasileiro...
O ouro já não tem mesmo valor das cores da nossa bandeira,
Nossas crianças são abusadas e colocadas a venda,
Mulheres são vista como mercadorias exposta numa exposição.
Os valores de ética e moral moram num discurso de palanque eleitoral.
Somos objetos o apenas crianças esperam o lanche da tarde,
A terra se devasta para que alguns seres fiquem felizes.
Essa felicidade é soberana.
As lágrimas de muitas mães estão distantes do fim pois um político se acha como dono da existência.
Meu espírito animal
Tão livre no livre-arbítrio...
Ossos da imensidão...
Tanto glorifico as aspirais espirituais...
No arco das almas o caminho sempre dourado ate por do sol...
Brilho dos trovões no apse dos ventos.
Arde anil desejo que brota no vasto vazio...
Antro de sentimentos observamos o mundo abraçamos o silêncio.
O grito da morte em lábios frios no glamour de outras autoras reluzente transcende nossos sonhos.
Lamento de Sangue e Cinzas
No ventre do caixão, no meu descanso eterno,
Corvos vertem seu sangue sobre a sepultura.
Minha alma se esvai no fogo do inferno,
Rendida à vaidade e à própria loucura.
Ouvir teu coração gritar na escuridão
Fez-me ansiar pela vida, por ser um mortal;
Meus olhos sangraram em pura aflição
Por te amar além do bem e do mal.
No desfrute da noite, a vida me toca,
Mas a alma rebelde congela no Éden.
O tempo devora, a memória me evoca,
Enquanto os anos e as eras se cedem.
Seus lábios sedentos calaram meu peito,
Fiz parar meu pulsar por este pecado.
O amor proibido, julgado e desfeito,
Pela Igreja queimado e expurgado.
Vízceras lançadas na abissal profundeza,
E no entanto, a carne estremece em desejo.
Entre o céu e o inferno, na vasta frieza,
Encontrei a solidão no calor do teu beijo.
Nas ruínas do tempo que cercam meu caixão,
Teu rosto e tua imagem jamais vão morrer:
Exijo a equivalência d’alma e coração,
Pois só no teu amor eu aceito renascer.
Recipientes distintos no retrato exato do meu ser: no abstrato do cubismo, eu me fragmento.
Para toda colonização da consciência, o "eu" é um paradoxo na cronologia do tempo e do espaço. Tentamos transcender o "ser eu" para o "eu sou eu", admitindo a modificação imposta pelo olhar do espelho bidimensional. Vemos aglomerados urbanos sob o viés do "eu sou eu", compreendendo como fomos formados.
A interrogação que resta é: será que compreendo realmente quem sou? Ou seriam meros estudos e livros que conduzem o "eu sou" diante das experiências do "eu pertenço"? Os fundamentos e realizações acadêmicas parecem se chocar contra o "ser eu".
Com a alma diante do espírito relativista, o "eu geopolítico" parece devorar o viés, dando origem a seres bizarros na filosofia. O Tecbot é o fruto definitivo desse tecno-feudalismo digital.
Por - Celso Roberto Nadilo
Sou noite sobre a madrugada...
Meros arficios atrozes...
Cala te silêncio do meu algoz....
Sobre olhares da lua sois o amante..
Galante flor do amanhã
Sensato e soberano meu sono
Parece ser o filho angustiado pelo leite da mãe...
Frio paira a alma...
No meio do espinhos escorre a dor
O doce aroma que embriaga...
Mais mais no profundo da alma.
Doce tom da madrugada.
Sejas teu ato meu desejo.
Tão seja teus atos insanos.
Virtuoso o impensável
Novas descobertas teus sonhos.
Para aquele dia seja maravilhoso.
Doce tom da meia noite
O dia lindo que amanhece chovendo é a mesma chuva cai no meu coração...
Sendo digno o frio a noite será quente ao seu lado.
O eu pode ser eu
E quem posso ser eu
O eu fanático pela vida...
Inspiração do meu eu pu apenas eu
Mesmo eu me calo no silêncio
Apenas seu sei que nada sei
Tudo aprendi nas asas da filosofia sou eu...
O eu absurdo abstrato caminha no sentido do eu...
Euforia seria apenas meu ser pairando pelo eu.
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