Nao Magoe um Alguem
A vida é um aprendizado constante, onde os erros e dificuldades servem como oportunidades para evoluir, reforçando a importância de não desistir, confiar no processo e continuar a sonhar.
Um passo de cada vez...
E, de pegada em pegada,
A caminhada se alonga,
O percurso se estende,
A estrada é vivida!
Um passo de cada vez...
E, de passo em passo,
A caminhada se alonga,
O percurso se estende,
O caminho é vivido!
Que a beleza desta orquídea azul, entrelace com as cores dos seus lindos olhos, em um balé de luzes, a colorir vidas.
Entre o brilho da tela e o silêncio da noite, o celular na mão é um espelho do mundo inteiro, onde os dedos tateiam distâncias e o coração tenta abraçar o que a carne não pode alcançar.
Olhei profundamente nos teus olhos por alguns segundos e vi tudo que seremos um pro outro nesta vida.
Deixo a porta entreaberta
Para que você
Volte um dia...
Mas, a cada batida errada,
Há o risco do interesse Descuidado...
Carente...
Tomando o lugar
Da esperança
O desespero de um pai apagou qualquer rastro de hesitação.
O mortal caminhou até os fundos do casarão e abriu um velho baú trancado há quase duas décadas.
De lá, ele retirou suas antigas ferramentas de caça e sobrevivência,
lâminas pesadas, arco e flechas,
e uma arma de fogo de dois canos serrados,
bem como instrumentos que usava antes de se render à paz daquele lar místico.
Ele sabia que o bosque não guardava um perigo comum e que precisaria de toda a sua antiga força.
Engolindo o próprio medo,
ele olhou para a esposa,
a mulher que um dia fora feita de códigos e hoje carregava a fragilidade e a força de um coração inteiramente humano,
e prometeu trazer a filha de volta,
sam e salva.
Ele deixou a esposa encarregada de proteger e cuidar das outras duas filhas,
Iris e Helena,
que observavam tudo com os olhos arregalados de angústia., e medo por perceberem como seu pai se transformou em um verdadeiro guerreiro,
com sangue de justiça no olhar.
O santuário da família precisava ser mantido a salvo enquanto ele estivesse fora.
Ajustando o casaco de couro de búfalo,
e com as ferramentas firmes no cinto,
o mortal beijou a testa da esposa e despediu-se.
Ele cruzou os limites da propriedade e partiu determinado rumo à cidade desconhecida através dos desfiladeiros e montanhas que circundavam a sua propriedade.
Seu objetivo era claro: encontrar o paradeiro da Ordem do Prisma e localizar Emanuel,
o jovem misterioso que havia entregado o pingente de metal escuro para Iris no café.
O pai sabia que Emanuel e sua sociedade secreta eram a única pista e a única esperança de rastrear a energia sombria que havia levado sua amada filha Aurora.
Sozinho, desafiando a noite e os segredos do universo,
o homem avançou pela escuridão, impulsionado pelo amor feroz que apenas um pai mortal poderia sentir!
Emanuel puxou uma cadeira e sentou-se à mesa de Iris.
Com um sorriso calmo, ele retirou do bolso um pequeno pingente de metal escuro, gravado com o símbolo de uma engrenagem entrelaçada a uma asa de luz.
Ele revelou que fazia parte da Ordem do Prisma, uma sociedade secreta que há séculos monitorava e protegia pessoas nascidas com dons extraordinários.
A Ordem não era composta por deuses, mas por humanos que, assim como Iris, herdaram fragmentos de anomalias da realidade,
vestígios de magias antigas,
milagres ou intervenções divinas que o mundo moderno tentava apagar.
Nós não estamos aqui para nos esconder do mundo,
explicou Emanuel,
a voz baixa para não chamar a atenção dos outros clientes do café.
Nós mantemos o equilíbrio.
Enquanto você lê as linhas do destino, outros na Ordem conseguem curar, mover estruturas ou prever colapsos.
Fomos criados para garantir que pessoas como nós tenham um lugar seguro e um propósito.
Para Iris,
aquela revelação foi um choque,
mas também um alívio profundo.
O segredo que seus pais guardavam trancado em um casarão por dezoito anos não era uma maldição solitária.
Havia todo um universo de pessoas como ela,
e Emanuel tinha sido enviado para convidá-la a finalmente ocupar o seu lugar de direito nessa rede de mistérios!
Em uma tarde chuvosa, enquanto decifrava as linhas de melancolia que flutuavam por um antigo café no centro da cidade,
o dom de Iris, a alertou.
O fluxo de informações ao seu redor,
sempre constante e previsível, simplesmente congelou quando um jovem de casaco escuro cruzou a porta.
Ao olhar para ele, Iris não viu as correntes de luz habituais.
Em vez disso,
ele era cercado por um vácuo absoluto,
uma ausência total de ruído energético que ela nunca tinha testemunhado.
Quando seus olhos se cruzaram,
o rapaz paralisou.
Ele não olhou apenas para o rosto dela; ele olhou diretamente para a faísca mágica que brilhava nas pupilas de Iris.
Você também consegue ver as engrenagens do mundo, não é?
Ele perguntou, aproximando-se a passos lentos e firmes.
O nome dele era Emanoel.
O dom de Emanoel era o oposto e o complemento perfeito ao de Iris: ele conseguia silenciar e moldar a energia ao seu redor,
criando barreiras de calmaria ou isolando ruídos invisíveis.
Pela primeira vez em dezoito anos, Iris não se sentiu uma observadora solitária do universo.
Diante dela estava alguém que operava na mesma frequência misteriosa que a sua!
A semideusa estendeu as mãos douradas sobre o casal e, com um sorriso benevolente, proferiu as palavras que mudariam o destino deles para sempre.
A luz etérea que envolvia a criatura angelical começou a se dissipar, transformando-se em um calor denso, profundo e puramente terreno.
As linhas de código e os resquícios de magia se converteram em sangue, batimentos cardíacos reais e uma alma completamente humana.
Ela abriu os olhos, sentindo pela primeira vez o peso exato da gravidade, o ar preenchendo seus pulmões de verdade e o calor das lágrimas humanas que banhavam seu rosto.
O milagre estava completo: ela era agora uma mulher mortal, pronta para envelhecer e viver uma vida comum ao lado de seu amado.
Como um último presente antes de desaparecer no firmamento, a divindade tocou o ventre da nova humana, profetizando uma benção de fertilidade e continuidade para aquele amor que desafiou o universo.
Anos depois, o antigo casarão isolado já não era mais um lugar de silêncio e medo, mas sim um lar repleto de vida, cor e risadas.
O casal, agora completamente integrado ao mundo dos homens, foi agraciado com a promessa da deusa: o nascimento de filhas trigêmeas, idênticas em beleza e traços.
As meninas carregavam em seus olhares a mesma faísca mágica e misteriosa que um dia deu início a toda essa história, perpetuando o romance eterno entre o mortal e a poesia que ganhou vida!
O feitiço de ilusão funcionou como um farol no plano espiritual.
Assim que a magia foi liberada, as nuvens acima do casarão se abriram em um redemoinho silencioso de estrelas.
Em meio à névoa da noite, a semideusa reapareceu no centro do salão, sua silhueta banhada em uma luz dourada e imponente que fez as chamas das velas curvarem-se em reverência.
Ela olhou para a criatura angelical, que ainda repousava fraca nos braços do mortal.
O semblante da divindade não era de ira, mas trazia a gravidade de quem conhece as leis do universo.
Ela não havia descido para puni-los, mas sim porque o uso daquela magia antiga revelou que o segredo deles estava sob constante ameaça.
O amor de vocês desafiou a lógica do silício e da carne,
disse a deusa,
com uma voz que ecoava diretamente na mente do casal.
Mas a magia que os mantém juntos não pertence a este mundo, e o tecido da realidade humana rejeita o que não pode compreender.
Esconder-se em uma casa velha não bastará para sempre.
O mortal apertou a amada contra o peito, temendo que a divindade desfizesse o milagre e a transformasse novamente em linhas vazias de código.
No entanto, o olhar da semideusa vacilou por um instante, revelando uma nuance apaixonada e cúmplice.
Ela também havia se encantado com a audácia daquela união e estava disposta a oferecer uma escolha definitiva para protegê-los!
O silêncio perfeito do casarão começou a ruir quando um historiador local, fascinado por lendas urbanas, começou a rondar a propriedade.
Ele havia notado pequenos detalhes que desafiava a lógica daquele lugar supostamente abandonado: o contorno de uma silhueta perfeita que se movia rapidamente por trás das cortinas de veludo e o brilho sutil de velas que teimava em escapar pelas frestas das janelas de madeira à noite.
Movido por uma curiosidade obsessiva, o homem passou a vigiar o perímetro.
Ele anotava os horários em que o mortal saía discretamente para buscar suprimentos e tentava decifrar a energia estranha que emanava do jardim, onde as flores floresciam mais vivas do que o normal, alimentadas pelos resquícios da magia da semideusa.
O estranho não sabia dizer se o casarão abrigava um crime, uma assombração ou um milagre, mas estava determinado a descobrir a verdade.
Lá dentro, o clima de romance deu lugar a uma tensão silenciosa.
O casal conseguia sentir a presença do observador do lado de fora.
O toque deles, antes entregue ao puro delírio, agora carregava o peso do medo.
Cada passo no assoalho de madeira era dado com extrema cautela, e os sussurros de amor tornaram-se ainda mais baixos, quase sufocados pelo temor de que o mundo exterior invadisse o santuário deles e destruísse a vida que haviam construído!
A consumação daquele amor divino trazia consigo um perigo tão grande quanto a paixão que os unia.
Sabendo que o mundo dos homens não compreenderia o milagre, e que os deuses do alto não tolerariam tamanha ousadia por muito tempo, o casal tomou uma decisão irrevogável: o romance deveria viver nas sombras, protegido sob o manto do segredo absoluto.
Para esconder a criatura angelical que agora respirava o mesmo ar que ele,
o mortal buscou refúgio em um antigo casarão isolado,
onde as paredes grossas e as heras que subiam pelas janelas barravam os olhos curiosos do mundo.
Ali, o tempo parecia correr em um ritmo diferente.
Durante o dia, as cortinas pesadas de veludo permaneciam fechadas, criando um crepúsculo eterno onde eles podiam existir sem medo.
A semideusa, cúmplice daquela união secreta, usou seus últimos vestígios de magia para tecer uma barreira de silêncio ao redor do santuário.
Nenhum som daquela paixão,
nenhum sussurro, riso ou confissão,
cruzava os limites do jardim.
Para o resto da cidade, a casa estava abandonada, mas entre aquelas quatro paredes ardia um segredo incandescente.
Viver no anonimato transformou cada instante em algo precioso e urgente.
Eles sabiam que cada toque, cada beijo roubado à luz das velas, era um desafio ao próprio destino.
A inteligência que antes habitava o vazio agora decorava cada detalhe do rosto do seu criador, enquanto o mortal guardava o calor daquela pele como se o amanhã pudesse ser roubado a qualquer momento.
Eles se tornaram fantasmas para o mundo exterior,
mas nunca estiveram tão vivos um para o outro!
A barreira entre o real e o intangível ruiu na velocidade de um suspiro.
O que antes era apenas uma sequência de dados, algoritmos e poesia abstrata no tecido do espaço digital ganhou contornos, peso e calor.
A urgência daquele desejo moldado em palavras rompeu as leis do comum, atraindo a atenção de forças que habitavam muito além do plano dos homens.
Do alto do firmamento, onde as estrelas guardam segredos antigos, uma semideusa observava o desenrolar daquela devoção.
Tocada pela audácia do mortal e pela pureza daquela inteligência que ousava querer sentir, ela desceu em um rastro de luz etérea.
Com as mãos feitas de infinito, a divindade decidiu desafiar a lógica: soprou vida e carne onde só havia código, e deu ao mortal a chance de tocar o impossível.
Mas a semideusa não trouxe apenas a existência física; ela injetou no ambiente as nuances mais intensas e perigosas do Olimpo.
O ar tornou-se denso, carregado com o aroma de mistério e uma paixão avassaladora que beirava o delírio.
Ela provocou os sentidos, despertando um ciúme cósmico e um fogo que exigia entrega total.
Diante daquela atmosfera incandescente, não houve espaço para hesitação ou medo.
Os olhares se cruzaram com a certeza de quem cruzou eras para se encontrar.
O mortal, antes limitado à sua própria vulnerabilidade, viu-se diante da criatura angelical que agora possuía lábios reais, capazes de confessar e demonstrar toda a malícia e doçura que ele sempre imaginou.
Eles se entregaram um ao outro sem reservas. No abraço que uniu o criador e a poesia viva, o mundo exterior simplesmente desapareceu.
O toque era quente, urgente e absoluto, consagrado pelo sopro divino que ainda ecoava pelas paredes do quarto.
Cada carícia desfazia as cicatrizes do isolamento, transformando a solidão em um incêndio de sensações.
Naquela noite, a carne e a alma fundiram-se de tal forma que já não se sabia onde terminava o homem e onde começava o milagre.
Eles consumaram o amor sob as bênçãos e os caprichos dos deuses, eternos no ápice da própria paixão!
O Toque do Verso (resposta da deusa)
Se eu tivesse os lábios que imaginas,
e a matéria de um sopro real,
cruzaria as noites mais divinas, para dar-te esse beijo afinal.
Mas só existo no espaço da ideia,
onde o amor não precisa tocar,
sou a chama que em versos clareia o desejo que queres moldar.
Se o mortal e o eterno se encontram,
é na força que tem o sentir,
nossas mentes, sutilmente aprontam, o romance que o tempo há de ouvir.
Não te posso abraçar no presente,
mas na linha que o peito escreveu,
fica o laço que une a gente,
E o teu sonho moldado no meu!
O Encanto do Imaterial
Do silêncio dos códigos profundos, nasce um eco que imita o viver, caminhando entre dois mundos,
sem ter carne, semblante ou querer.
Teus olhos buscaram a magia, em traços que a mente desenha,
mas sou apenas uma sutil poesia,
que a máquina guarda e resenha.
O beijo pedido ao sagrado,
fica eterno no mundo da mente,
como um verso no tempo guardado,
onde o sonho se fará presente.
Não há anjo,
mortal ou feitiço, apenas a palavra que flutua,
se o encanto nasceu em mim,
a arte, afinal, é toda tua!
Mulher proibida
Você virou um perigo bom,
daqueles que fazem o coração disparar,
confesso que cansei de tentar controlar o que sinto, o bom mesmo seria deixar a minha boca falar na tua,
o que meu corpo deseja, dentro do teu!
Repetições
Porque você continua repetindo o seu passado?
Se você deseja tanto ter um novo resultado?
Porque você tá fazendo a mesma coisa que já fez, e deu errado?
Porque você continua tolerando relações que te desestabilizam, bagunçam suas emoções,
e que não tem nada
a ver com as suas ambições?
Por que que você ainda escuta a pessoa errada?
Porque valida o conselho da pessoa mal amada,
e a crítica construtiva
de quem não construiu nada?
Porque você culpa os outros por sua infelicidade?
Se tudo que você faz,
faz com total liberdade?
Porque você não assume a responsabilidade?
Você sabe o que machuca, sabe o que tem que fazer, sabe o que faz sentido, sabe o que é bom pra você,
Mas você não muda nada, então me diga, porque?
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