Nao Magoe um Alguem

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Em um desses raros momentos em que a alma silencia e a consciência revisita a própria história, percebi quantos ciclos foram necessários encerrar para que eu me tornasse quem sou.
Quantas versões de mim ficaram pelo caminho e quantas despedidas foram necessárias para que novos horizontes surgissem.
Então compreendi: amadurecer é aceitar que nem todo fim é fracasso e nem toda perda é derrota. Há ciclos que se encerram simplesmente porque já cumpriram seu propósito.
No fim, cada porta que tive coragem de fechar também ajudou a construir quem sou hoje.

Um grande amor é como uma cicatriz bonita na alma: o corte fechou, a dor sumiu, mas a marca fica ali para sempre.

Durante muito tempo, eu vivi convencido de que o amor era apenas um roteiro bem escrito em contos de fadas. Olhava ao redor e sentia que aquela magia era um privilégio reservado para outras pessoas, mas nunca para mim. Para ser honesto, eu sentia que o amor estava conspirando contra os meus planos; era o que parecia a cada tropeço, a cada porta fechada. A desilusão assombrava todos os meus sonhos, como uma névoa que não me deixava ver um palmo à frente.
​Eu acreditava que o afeto era uma conta que não fechava: quanto mais eu dava, menos eu recebia. Cheguei a questionar: de que adianta tentar? Afinal, parecia que tudo o que eu ganhava era dor. Eu buscava por raios de sol, mas o destino insistia em me enviar chuva.
​E então, eu vi o seu rosto.
​Foi como se o mundo ganhasse cor de repente. Agora eu acredito. Não sobrou nenhum traço de dúvida em minha mente: o que sinto é real, é sólido, é o que me mantém de pé. Estou apaixonado de um jeito que não aceita volta. Olho para você e entendo que não conseguiria te deixar mesmo que tentasse, porque você é a prova viva de que a felicidade não mora apenas nos livros, mas bem aqui, na minha frente.

Em um Brasil de 2026:


O Sistema, na surdina, se articula...
O que leva a nossa esperança à loucura...
Pois julgamos que a “justiça” é justa...
Mas, sempre, somos pegos de calça curta...
Desesperados, buscamos a Justiça Divina...
Esperamos que ela, para o povo, vire rotina!!!


Pedro Marcos

Em um Brasil de 2026:


Brasil, o país da desenvolvida maracutaia...
Onde a “justiça” é mais mole que mamão papaia...
Sendo para enganar a população...
Qualquer farsa pode ser usada na eleição!!!


Pedro Marcos

Em um Brasil de 2026:


A coisa, para o desgoverno, está ficando feia...
Colocando, no tornozelo do sistema, uma peia...
Quem mostra isso são os fatos, hora escancarados...
Provando que atos ilícitos, sempre, são desmascarados!!!


Pedro Marcos

Senti um pouco menos de peso nos ombros, tipo quem finalmente larga uma mala pesada, mesmo sabendo que ainda vai ter que andar mais um tanto sem ela.

Dentro de cada origem a um desejo pelo qual o amor é culpado.

Meu amor!

Minha vida agora faz sentido
Tanto quanto como respirar
Meu viver agora tem um motivo
Somente a você quero me entregar

Meu mundo agora está feliz
Motivos para sorrir não me falta
Vamos andar juntos pelos nossos sonhos
Tentando viver a vida que sempre quisemos

Esse será nosso para sempre
Construiremos um conto de fadas
Vividos por eu e você
No fim contaremos nossas histórias

Esse é só mais um dia,
Logo passa.
Em casa,
O travesseiro conforta.

Procuramos a verdade no controle das certezas sem perceber que a própria mente é um lugar onde nada cresce a não ser o silêncio daquilo que nunca ousamos perguntar.
Reno Fioraso

Um amigo de bom caráter vale mais que mil falsos.

A leitura de um bom livro é como um diálogo com uma pessoa mais qualificada.

Nosso mundo é uma escola, onde todos somos alunos e cada um de nós é um professor.⁠

⁠Nossa vida é um filme onde somos ao mesmo tempo produtores e atores. Se aventura, ação, suspense, comédia ou ficção, só depende nós.

⁠Como a dinamite que implode um edifício, o ódio implode o corpo e a mente de quem o alimenta.

⁠A multidão é um perigoso monstro de muitas cabeças e bocas enormes que ataca sob o comando daquela que gritar mais alto.

⁠O tempo que você usa para procurar um responsável pela sua queda é o mesmo que você poderia usar para levantar e continuar competindo na maratona da vida.

Andamos pelo mundo por um certo momento… E depois voltamos, para o vento eterno…

Um dos meus maiores desejos ao entrar na psicoterapia era descobrir quem eu era. Após cinco anos me deparo com o mesmo questionamento. Me deparo com o mesmo questionamento mas, o que mudou, foi o espanto da descoberta. Se segue assim, no inicio: o mundo. Logo depois vem a ideia: associação livre. Quando a apreendi, nunca mais parei. Meu inconsciente não se segurava mais. Ainda o seguro. Estava prestes a descrever uma série de etapas que se seguem quando se quer seguir etapas afim de obter uma máxima quando percebi que, depois da associação livre, me perdi. Descobri tantos novos caminhos. Poderia falar da série de fragrâncias com cheiros exóticos que descobri: sangue, plástico, pele, iodo. Não, não era isso o que queria dizer. O que quero dizer é que: aprendi a gostar de fragrâncias! Lembro de quando era pequeno, ia ao mercado central da cidade. La encontra-se de tudo: Galinha, pombo, cobra, rato, queijo, tempero, goiabada. Tudo isso misturado me gerava uma extrema náusea - odor fétido. O estranho que, depois de organizado, se tornou cheiro. Sei que, quando criança não era capaz de distinguir todos os odores, acabava misturando tudo em uma coisa só. E ai vinha um odor fétido - que não pode nem ser chamado de cheiro. Ah.. as produções humanas. Todas sempre me fascinaram assim como seus criadores. Gosto mesmo é de pegar um pensamento e escamá-lo. Moldá-lo. Emaranhar-me em sua elasticidade, tocá-lo de dentro para fora a tornar visível externamente o relevo de meu toque sob a superficie. Depois quero virá-lo do avesso. Durante o processo, caso o locutor se perca assim como perde-se entrando em uma rua desconhecida, seu corpo é passível de acomodar-se entrando em sincronia invertida, descompasso de onda - pulsar, assim como se faz o coração: Tu dum. Percebe, entre o _Tu_ e o _Dum_ existe um espaço, eles não são no mesmo tempo mas também não são espaços iguais em tempos diferentes. Uma vez li que a diferença de um pulsar para o outro indica a capacidade do ser vivo de se adaptar e permanecer vivo em meio as mudanças. Quem diria que, através do coração se pudesse saber da mente. Milênios que separam a mente do coração. Nunca pensamos na possibilidade de serem um sistema conjunto. Meu coração bate, minha mente age. As vezes minha mente bate de frente, mas meu coração não mente: age! Não é todo dia que isso acontece, mas quando acontece, sinto que posso enfrentar o mundo: A brisa do amanhã oferece, ao encontrar-me em meu caminhar, um suspiro aldeídico de esperança - movo-me, ajo! Os dias ordinários continuam, o que muda é a lente ocular. Foi tarde que descobri a possibilidade de troca. Claro, está muito abstrato. Amiúde, quando lhe desabrocharem as graças, troque-as. A mudança exige um certo tipo de expertise. Esteja disposto a encontrá-la e aprimorá-la, afinal, ninguém anda por ai com os óculos sujos. Mas chega de falar de óculos até porque, não faço uso. As vezes não enxergo. Não por falta de luz. Não enxergo à luz do dia! Não como Diógenes. Não enxergo pois estou tão entranhando em uma linha de pensamento que, as vezes esqueço de processar as imagens que estão sendo recebidas e processadas. Deixo esse processamento em Stand-by. Ah como seria bom se pudéssemos levar as coisas mais no stand-by. Logo sinto um calafrio, assusto, começo imediatamente a ação mecânica de analisar e categorizar toda luz que entra nesse cano que chamo de olhos. Não sei, poderia falar mais quanto quisesse. Não estou falando! Me dispus de um tão mais renomado trabalho, o da seleção de palavras para dizer - mas dizer o que se não falo nada? A diferença entre dizer e falar é da mesma natureza ontológica entre hear e listen, no inglês. Seguimos com o exemplo:


Can anyone hear me?


Alguém pode me ouvir?


Curiosamente podemos escrever e traduzir:


Are you listening to me?


Você esta me ouvindo?


Percebe? O emprego de duas palavras, em inglês, distintas se deu em uma tradução, em português, idênticas.


A diferença esta no afeto. Há sim! As palavras afetam. Primeiro: Nossas cordas vocais geram ondas físicas que são percebidas por partes do nosso aparelho auditivo que separam e, com a ajuda do cérebro organizam o som para nosso entendimento. Ufa...! Não só isso, estava prestes a dizer o modo que a diferença ontológica entre hear e listen se dá: Hear é vago, pense, podes ouvir um ruido na rua de um carro. O som se torna tão insignificante que sei bem que mal percebeu. Agora, acredito que, ao primeiro contato da onda do som de um homem aos berros aos seus tímpanos, o interesse florescerá e a atenção será furtada de modo tão sutil como o da arte dos batedores de carteira. Define-se essa diferença ontológica através da atenção do ser que se coloca naquilo. Quando se fala, se pode falar qualquer coisa, minha mãe dizia: Até papagaio fala! Mas quando se diz, deposita-se a verdade da existência de si ao que está sendo proferido: Quando digo Digo, digo Digo, não digo Diogo. Quando digo Diogo, digo Diogo, não digo Digo. Na maioria do tempo estamos falando - ah, e como falamos! Mas quando queremos dizer algo, em inglês diríamos: _I mean it_. Em tradução literal: Eu significo isso. Em tradução livre: quero dizer. A palavra interpola entre a ideia e o ser da coisa, o sentido. Nem sempre funciona muito bem, mas pra isso, temos as outras artes. Claro, como exprimir os infinitos pensamentos do ser humanos nas palavras? Delas, faço de instrumento. E, nessa repetição mecanicamente instrumental que é falar, um dia, disse. Disse: Não quero ser! Mal sabia o que era, mas, o que era, não me dizia mais. Mal sabia se era, mas se o era não queria mais o ser. Quero ser! Mas o que ser? Não sei, quero ser, não importa o que ser, além do mais, passei a achar o ser em seu singular muito tedioso. Quem é, é! Não há de ser outra coisa. Se a maçã é vermelha é porque é! A não ser que seja maçã verde - não é. Nunca vi uma maçã cor de rosa.
E se um dia eu, como maçã, não querer mais ser vermelha? A quem devo à suplica de meu ser? Pergunto pois, no mesmo instante rogarei: quero ser cor de rosa! E se o Deus das maçãs escutar as minhas preces, ficarei feliz ao saber que, ao mínimo pigmento que cobre a superfície lisa e brilhante de meu ser, fui inventada enquanto maçã. Bom, é da palavra que tenho então hei de usá-la! Usarei-a sem sentido dessa vez: Biboca, Pimpolho, coração de neném, cão, gato, sapato, amianto, aparelho, internato. Proponho um desafio, já propus o dizer - e o falar - bem como o escutar - e o ouvir. Agora peço que, escute o que vou lhe escrever. Não. Não. Melhor. Escute as palavras. Não! Não! Melhor! Se escute as palavras que tenho a lhe dizer:
Biboca, Pimpolho. Coração de Neném. Cão, gato, sapato, amianto, aparelho. Internato!
Se pões atenção ao que se ouve, creio que tenha sacado de inicio o rimar das palavras antes mesmo de eu as dividir na ordem que devem ser faladas. Aqui _faladas_ pois aqui o que importa é seu som, não seu sentido. Repita mecanicamente e verá que criou-se do que se imaginava não ter serventia alguma, a mecanização instrumental de falar as palavras, uma rima! Usai-vos os sentidos! Acredito que a ideia acerca da existência de sentido quando a palavra falta tenha se lançado a luz da dúvida aos instrumentalistas de plantão. Repito: Para isso temos outras artes. Se o que tenho é a palavra, hei de usá-la. Desta vez, usarei-a com sentido: preciso ilustrar uma imagem que ganhe sentido através da palavra: eis o ser. Sendo assim, comecei a falar dizendo. Sempre que falo, digo! Sempre que digo, digo de mim. Por ai, digo que escuto o que dizem de mim e assim, sou sendo.