Nao Magoe um Alguem

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JUDAS: Por que se escandalizam a meu respeito? Trinta moedas é um preço generoso, se comparado aos prazeres fugazes pelos quais os homens traem o seu Senhor.

- O Condenado

' TE AMEI COMO NINGUÉM '


Meu grande sonho é te amar,
Numa eternidade sem fim,
Quero um dia te encontrar,
Entre as flores do meu jardim,


Fostes meu grande sonho de amor,
Eterno enquanto durou,
Mas trilhou um outro caminho
e na solidão me deixou.
Te amei como ninguém,
não imaginas o tanto, do quanto te quero bem !

É um amor que arde em silêncio,
Na vontade não confessada,
Como uma luz apagada,
E na verdade é uma luz florescente,
Parecendo um mar agitado,
Mas no fundo, é calmo e ardente.


Meus momentos mais felizes
Foram vividos ao teu lado,
No cheiro da flor -de-lis
No calor dos teus abraços !

"ECO⁠'


Um solitário pássaro
De sua gaiola fugiu
seu canto como eco
Pelo espasso explodiu !


O eco da vida, da liberdade,
Fugindo da solidão
Feliz canta a majestade
Voando na imensidão .


Cantando alegremente
Voa, voa, passarinho
Encontrou um coração
Fazendo dele seu ninho!


Esse pássaro tem garras,
Quando ama é pra valer,
Feliz o coração que fez
dele seu bem-querer !


Maria Francisca Leite

Uma Corrida, Duas Histórias e um Novo Começo
Em mais uma de suas corridas, o motorista peregrino recebeu uma mulher negra acompanhada de dois filhos pequenos, também negros. Desde os primeiros instantes, percebeu que não eram apenas passageiros, mas uma família unida pelo carinho, pelo cuidado e pela cumplicidade. Os três cumprimentaram o motorista separadamente, com um educado “bom dia”, gesto simples que chamou sua atenção. Para o Peregrino, são justamente essas pequenas atitudes que revelam muito sobre as pessoas e podem transformar uma corrida comum em um encontro especial.
O primeiro destino seria a escola das crianças e, depois, o Laboratório Mariconde. Durante o trajeto, o motorista percebeu o sotaque diferente e perguntou de onde Yasmin era. Ela explicou que havia nascido em Nampula, no norte de Moçambique, e que vivia no Brasil desde 2018. Contou que seu marido, Mussa, havia conseguido um visto pela CPLP — Comunidade dos Países de Língua Portuguesa — e que, depois de alguns anos, retornara a Moçambique para buscá-la. Antes disso, o casal formalizara o casamento para facilitar sua vinda ao Brasil.
Curioso sobre a terra natal de Yasmin, o motorista quis saber como estava Moçambique depois de tantos anos de independência. A conversa passou pela FRELIMO, que liderou a independência do país em 1975 e permanece no poder desde então, e pelos problemas enfrentados pela população, como pobreza, desigualdade, corrupção e violência. Yasmin explicou que essas dificuldades fazem muitos moçambicanos procurarem oportunidades fora do país, enquanto sua própria família havia encontrado no Brasil uma maneira legal e segura de recomeçar.
Na conversa, surgiu também a história das crianças. Felipe, de seis anos, e Bruna, de quatro, eram brasileiros e são-carlenses. Naquele momento, o motorista percebeu que aquela família já não estava apenas vivendo em um novo país: estava construindo uma nova vida em São Carlos, com escola para os filhos, trabalho, casa e novos sonhos.
Na primeira parada, Yasmin deixou as crianças na escola. Depois, seguiu com o motorista até o laboratório, onde trabalhava como atendente. Ao perceber que ela estava feliz com o emprego, principalmente por ser próximo da escola dos filhos e de sua casa, o Peregrino entendeu que aquela mulher havia encontrado mais do que um lugar para morar. Havia encontrado uma oportunidade para trabalhar, criar os filhos e construir seu próprio caminho.
Ao chegarem ao destino, o motorista fez uma última pergunta: de zero a dez, que nota Yasmin daria ao Brasil? A resposta veio acompanhada de um sorriso: “Se pudesse dar vinte, daria”. Para ela, o Brasil havia proporcionado oportunidades que não encontrara em seu país de origem. O motorista respondeu que compartilhava do mesmo sentimento e que também não trocaria o Brasil por nada deste mundo.
Naquele momento, porém, o motorista revelou uma lembrança que guardava consigo e, quase em um sussurro, disse: “Foi Moçambique que me deu o meu primeiro grande amor.” A frase carregava uma história que Yasmin ainda não conhecia e que, de repente, aproximava ainda mais aquelas duas vidas, aparentemente tão diferentes.
Quando a corrida terminou, o Peregrino percebeu que havia levado uma família de um ponto a outro, mas recebido em troca uma história de coragem, recomeço e esperança. Para ele, a vida é assim: feita de caminhos que se cruzam, encontros que ensinam e pessoas que, muitas vezes, deixam uma marca sem sequer perceber.
Yasmin atravessara um oceano em busca de novas possibilidades. Trouxera consigo sua história, sua cultura, seus sonhos e, principalmente, a esperança de oferecer aos filhos um futuro melhor. E foi justamente isso que o Peregrino enxergou naquele encontro: não importa de onde uma pessoa vem; quando existe coragem para seguir em frente, sempre pode surgir um novo caminho.
Talvez essa seja uma das maiores lições que os caminhos ensinam: algumas viagens terminam quando o passageiro chega ao destino, mas outras continuam dentro de quem teve a oportunidade de ouvir uma história. Aquela corrida havia terminado, mas o encontro entre o Peregrino e Yasmin certamente continuaria caminhando na memória dos dois.
Até a próxima corrida. Até o próximo encontro. Até o próximo caminho.
Peregrino Nino Carneiro

Quando se cala um servo do Senhor, adia-se o inevitável.

Devemos atribuir a educação e ao conhecimento um duplo e significativo papel. Ajudar a compreender o presente para criar as bases do futuro.

A dança fez parte da minha vida por muitos anos. Infelizmente, devido a um acidente grave no pé, precisei parar de dançar, mas carrego a arte em minha história.

Maldito seja o cristão que, para defender um político, precisa odiar um irmão. Fez de um homem seu messias, de um partido sua igreja e da política sua religião. Carrega Cristo na boca enquanto crucifica tudo o que Ele ensinou.

Um milho pode ser apenas uma boa e rápida refeição. Mas, com sabedoria e suor, também pode se transformar num milharal.

A vida é um sopro, e a única coisa que realmente levamos são as conexões que construímos. Se hoje nós dois não nos falamos mais, entendo que não é culpa minha, nem sua; foram apenas os caminhos que se desencontraram.
Mesmo no silêncio, guardo o que foi bom. Se estou partindo para esse novo lugar, vou com o coração leve e em paz com o nosso passado, agradecido por cada conversa, cada abraço e cada superação que vivemos juntos.
Não fiquem tristes pela minha partida, mas celebrem o fato de que nossos caminhos um dia se cruzaram. Deixo aqui o meu perdão por qualquer mágoa que tenha ficado e peço que guardem de mim apenas a essência do que fui. Que o tempo cure o que as palavras não puderam resolver, e que a lembrança dos nossos bons momentos seja mais forte do que qualquer distância. Sigo meu caminho desejando que você encontre a luz.

Hoje eu entendo muitas coisas que antes eu me recusava a enxergar. Eu te amei de verdade, com um coração limpo e uma sinceridade que não se encontra em qualquer esquina. Para mim, o que vivemos nunca foi algo passageiro, nunca foi uma brincadeira ou um passatempo.
Enquanto eu depositava sentimento, cuidado e verdade em cada detalhe, você parecia estar apenas deixando o tempo passar. Fui íntegro em cada palavra, em cada atitude e em cada momento que escolhi permanecer ao seu lado. Nunca escondi o que sentia, nem hesitei em mergulhar no que acreditava que tínhamos. Eu confiava nas nossas conversas e em tudo o que, para mim, exalava realidade.
Mas o tempo é mestre em tirar as vendas dos nossos olhos. Comecei a perceber o que o meu coração, antes ocupado demais amando, não me deixava ver. Dói encarar o fato de que, enquanto eu me entregava por inteiro, talvez eu fosse apenas um intervalo na sua vida — alguém para ocupar um espaço vazio por um tempo determinado.
O que mais machuca não é a distância física ou o fim do ciclo em si. O que realmente fere a alma é perceber que eu vivi uma verdade sozinho. É notar que o brilho que eu via nos nossos olhos era apenas o reflexo da minha própria dedicação, enquanto você mantinha os pés no raso, pronta para partir a qualquer momento.

É triste ver como a política virou um mercado de trocas. Se a população entendesse que o voto é a nossa única arma real, essa bagunça acabava hoje! Mas, infelizmente, tem quem ainda adore votar por migalhas, esquecendo que o que eles dão hoje, tiram em dobro na saúde, na educação e na segurança amanhã.
​Essa política de 'pão e circo' só serve para manter os mesmos nomes no poder há décadas. Está na hora de parar de mendigar o que é nosso por direito e passar a exigir respeito. Quem aceita migalha, nunca vai ter o banquete da dignidade. Vamos acordar e dar um basta nessa palhaçada!

Dizem que a sabedoria reside na cautela, que o homem prudente guarda seu coração como um tesouro trancado, esperando o momento exato — ou a segurança plena — para revelá-lo. Se isso for verdade, então confesso, com toda a honestidade do meu peito, que sou o mais tolo dos homens.
​Tentei erguer barreiras, tentei seguir o ritmo lento que o mundo sugere, mas há forças que ignoram qualquer esforço humano. Assim como o rio não pede permissão para correr em direção ao mar, meu caminho parece ter sido traçado para desaguar em você. Não é uma escolha racional; é uma inevitabilidade.
​Eu me vejo diante de você sem armaduras. Se entregar-se assim for um erro, que seja o meu mais belo pecado. Não quero apenas caminhar ao seu lado; quero que você segure minha mão e, com ela, aceite tudo o que sou, meus dias e meus sonhos. Minha vida inteira parece fazer mais sentido se estiver em suas mãos.
​Não consigo evitar. E, para ser sincero, não quero. Algumas coisas simplesmente estão destinadas a acontecer, e amar você é a minha certeza mais bonita.

Me perdoa por te procurar mais uma vez, mas tem hora que o silêncio vira um fardo pesado demais para eu carregar sozinho. Senti que precisava deixar o meu coração falar, nem que seja a última vez na minha vida. Com o tempo, a pancada da vida me ensinou que amar de verdade não é prender, nem lutar contra um amor que o destino resolveu redesenhar. Amar, de verdade, é ter a grandeza de deixar o outro ser feliz, mesmo que essa felicidade seja longe de mim.
O amor de verdade é silencioso, ele aguenta o tranco. Ele não morre com a distância e nem se apaga com os anos que passam. Ele muda de forma; vira memória, vira o único lugar onde eu consigo descansar quando os meus dias estão cinzentos e vazios. Ninguém esquece um grande amor. A gente só aprende a conviver com o buraco que ele deixa, como se a gente aprendesse a respirar com menos ar.
De vez em quando, o passado vem e me dá um soco no peito: eu lembro da sua voz e daquela única foto que a gente tirou... você sabe muito bem onde foi. Você estava com um sorriso tão lindo, e os seus olhos brilhavam mais que as estrelas daquela noite maravilhosa. Aquela foto se perdeu porque, naquele tempo, a resolução do celular era ruim, mas a nitidez do que eu senti quando olhei para você continua intacta aqui dentro.
Sabe, ainda existe aquela música... a nossa música. Toda vez que os primeiros acordes tocam no rádio, o mundo ao meu redor fica mudo e, por alguns segundos, eu só consigo enxergar nós dois. A letra parece que foi escrita lendo a minha alma: "O tempo passou, só que nada mudou / O mesmo vazio de antes / Sua voz eu ouvi, nosso mundo eu senti / E a mente vem recordar..."
E, meu Deus, como a mente recorda... Eu me pego pensando naquela sexta-feira maravilhosa em que a gente se encontrou no Parque 13 de Maio. Aquele dia foi simplesmente mágico. A gente rindo de bobeira, andando de mãos dadas no centro de Recife feito dois adolescentes que não ligavam para mais nada no mundo. Foi ali, olhando no meu olho, que você mesma me disse que nunca tinha acontecido algo assim na sua vida, que nunca tinha sentido aquilo por ninguém. Aquelas suas palavras grudaram na minha mente para sempre. Como é que eu esqueceria o dia em que o mundo foi perfeito do seu lado?
Eu passei anos te evitando, morrendo de medo de mexer em cicatrizes que nunca fecharam. Escolhi sumir porque achava que o silêncio ia me curar, mas a verdade é que ele me corroeu por dentro, me matou aos poucos. Desde a última vez que a gente se falou, eu te disse e vou repetir até o meu último suspiro: você sempre vai ser o grande amor da minha vida.
Se um dia me perguntarem qual é o maior arrependimento da minha vida, a minha mente vai voar direto para aquela viagem a Petrolina. Eu nunca deveria ter ido. Aquele foi o começo de uma despedida que eu nunca quis aceitar. O tempo é um rio que não corre para trás, mas eu saio deste silêncio com uma certeza que ninguém pode me tirar: você nunca, em toda a sua vida, vai poder dizer que eu não te amei. Se eu não te amasse, eu não teria passado por cima de tudo e ligado para a casa da sua patroa. Mas já era tarde, né? Você não quis mais saber de mim.
Eu fui muito moleque, fui orgulhoso demais e falei um monte de besteira que hoje me causam nojo de mim mesmo. Me perdoa pelas palavras duras, me desculpa pelo meu orgulho idiota que estragou tudo. Você não faz ideia de como eu me senti naquele tempo, do tamanho do meu desespero. Até hoje eu me culpo. Você não sabe como meu coração ficou destruído, ficou em pedaços no chão.
Eu tentei te procurar pelo Facebook um milhão de vezes. Eu digitava o seu nome toda semana e nada, até que um dia eu conheci uma mulher que morava na sua rua — nem lembro o nome dela. Foi fuçando o perfil dela que, de repente, eu achei você. Naquele segundo, as minhas pernas tremeram e os meus olhos quase escureceram quando eu vi a sua foto ali. O resto você já sabe... o medo e a vergonha do que eu fiz falaram mais alto.
Eu tentei o impossível para te esquecer. Lutei contra cada lembrança, mas a única forma de apagar você de mim seria perdendo a memória ou arrancando a minha própria alma fora. Como isso não dá para fazer, eu aceito que você foi o meu sonho mais mágico — daqueles que só acontecem uma vez na vida e nunca mais se repetem, deixando um perfume de primavera eterna no meu peito. Eu só tenho a te agradecer por ter me dado a chance de conhecer o amor puro, obrigado por ter existido na minha vida, mesmo que por pouco tempo.
Você é igual a uma pedra preciosa: difícil demais de encontrar, mas impossível de não amar para sempre.
Eu vou seguir o meu caminho agora, levando comigo tudo o que a gente viveu de bom e tentando deixar para trás essa dor que me rasga. Eu desejo, do fundo da minha alma, que você seja a mulher mais feliz desse mundo. Adeus, meu eterno grande amor. Eu só queria de verdade que você me entendesse e não me julgasse mal... mas, se você me julgar, eu também te entendo.

Vou te pedir um último favor: me deixe viver e me ajude a te esquecer. Eu preciso muito disso agora. Quanto mais longe estivermos um do outro, melhor será para a minha cura.
​Eu queria muito que o meu caminho fosse ao seu lado, mas dói aceitar que não vai ser. Por isso, só me deixe seguir o meu rumo em paz. Espero, de coração, que você também consiga seguir o seu e encontrar o que procura. Adeus.

Dizem que o Evangelho é de graça, mas o sistema religioso moderno construiu um pedágio para o céu. A maior hipocrisia não está na fé em si, mas no abismo que existe entre o carpinteiro que não tinha onde reclinar a cabeça e os impérios de concreto que se levantam em Seu nome.
A Imunidade que Vira Impunidade
O sistema é blindado. Enquanto o cidadão comum se sacrifica para pagar o IPTU, o IPVA e o Imposto de Renda, a instituição religiosa opera em um universo paralelo de isenção total. Sob o pretexto de "ajuda social", templos acumulam patrimônios bilionários. São donos de prédios, terrenos e frotas, mas a conta de luz e água — muitas vezes subsidiada — não se traduz em pratos de comida na mesa de quem precisa.
É o paraíso fiscal perfeito: o dinheiro entra como "oferta de amor" e sai como estilo de vida de luxo para uma liderança que se comporta mais como CEO de multinacional do que como pastor de ovelhas.
O Espetáculo do Templo
A hipocrisia veste terno caro e usa microfones de ouro. Gastam-se milhões em isolamento acústico para que o louvor não incomode a vizinhança, mas o isolamento é, na verdade, espiritual: o sistema de som de última geração abafa o grito de socorro de quem está na porta.
Pregam a humildade, mas ostentam relógios que custam anos de trabalho de um fiel.
Pregam o desprendimento, mas condicionam a bênção de Deus ao valor do depósito bancário.
Falam de Reino, mas estão ocupados demais construindo impérios imobiliários e políticos.
O Marketing da Piedade
Transformaram a caridade em peça publicitária. A doação de uma cesta básica vira um evento filmado em 4K, postado com trilha sonora emocionante para atrair mais doadores. É a "indústria da culpa": convencem o pobre de que a sua miséria é falta de fé (ou falta de oferta), enquanto o líder enriquece justamente com a esperança de quem nada tem.
Se a igreja não paga aluguel, se é isenta de impostos e se o trabalho é feito por voluntários, o dízimo deveria ser o maior fundo de assistência social do planeta. Mas, na prática, o dinheiro que entra para "salvar almas" acaba servindo para polir o ego e o mármore dos altares.
O Veredito do Chicote
A maior ironia é que o Jesus que eles pregam foi o mesmo que expulsou os mercadores do templo com um chicote na mão. Ele não aceitava que a casa de oração fosse transformada em "covil de ladrões".
Hoje, as mesas dos cambistas não estão mais no pátio; elas estão no palco, nas máquinas de cartão de crédito e nas chaves de PIX projetadas no telão. A hipocrisia é clamar pelo céu para fugir da Terra, enquanto se acumula nela todo o ouro que conseguem carregar.
"Eles devoram as casas das viúvas e, para disfarçar, fazem longas orações. Esses homens receberão condenação muito mais severa." (Lucas 20:47)

Olho para onde estamos hoje — dois estranhos que um dia souberam tudo um do outro — e confesso que ainda não aprendi a caminhar sem o peso da sua falta.
Te deixar ir foi a decisão mais difícil que já tomei, e a mais dolorosa também. Queria que você soubesse que a minha partida nunca foi por falta de querer ficar. Às vezes, a vida nos coloca em encruzilhadas onde o amor, sozinho, parece não saber o caminho de volta, e a gente acaba se perdendo tentando se encontrar.
Sinto falta de quem eu era quando estava com você. Sinto falta das nossas conversas sem nexo, das brincadeiras que só nós entendíamos e até das brigas que, no fim, sempre mostravam o quanto a gente se importava. Tínhamos aquela coragem bonita de quem achava que nunca se perderia, mas o destino teve outros planos.
Hoje vivemos vidas separadas, sem notícias, sem o "bom dia" ou o "como foi seu dia?". É estranho como o mundo continua girando enquanto uma parte de mim ainda está estagnada naquele último adeus. Dói perceber que nos tornamos desconhecidos com um passado compartilhado.
Não sei se nossos caminhos vão se cruzar novamente, mas, se o acaso permitir, espero que a gente se encontre com o coração mais leve. Até lá, guardo as memórias como um refúgio. Você foi, e sempre será, a minha melhor companhia.

Sabe, eu passei muito tempo achando que o amor era um evento. Uma coisa com fogos de artifício, trilha sonora de filme e grandes discursos. Mas aí você entrou na minha vida e, sem fazer alarde nenhum, desmontou essa teoria inteira.
Eu percebi que te amava não em um momento grandioso, mas no meio de um movimento qualquer. Foi vendo o jeito como você mexe no cabelo quando está distraída, ou na forma como o seu riso faz o peso do meu dia sumir em um segundo. É uma coisa quase ridícula de tão simples: o mundo continua barulhento e caótico lá fora, mas, quando eu olho para você, é como se a minha mente finalmente fizesse silêncio. Como se tudo se encaixasse.
Eu não quero te prometer a lua ou dizer que vou te salvar de todos os problemas do mundo — a gente sabe que a vida não funciona assim. O que eu quero te dar é algo muito mais real. Quero te dar o meu abraço nos dias difíceis e o meu melhor sorriso nos dias bons. Quero a tranquilidade de saber que, não importa o tamanho da tempestade que desabe lá fora, o meu lugar favorito no mundo continua sendo o espaço entre o seu ombro e o meu peito.
Nunca ninguém vai te amar do jeito que eu te amo, porque ninguém mais tem os meus olhos para ver a obra-prima que você é, e ninguém tem o meu coração para bater nesse compasso torto e apressado toda vez que você chega perto.
Você é a minha melhor realidade. Obrigado por ser exatamente quem você é.

A vida nos cruzou de um jeito que lógica nenhuma explica: uma voz no rádio e um coração do outro lado pronto para escutar. Foi o encontro de dois corações machucados que, de repente, sintonizaram na mesma dor e na mesma esperança. Não foi um simples "oi", nem um esbarrão; foi o nosso começo. Antes de tudo, éramos amigos. Conversávamos sobre tudo, ríamos de qualquer coisa e falávamos a noite inteira. Naquela época, ninguém sabia a aparência do outro e ninguém ligava para julgamentos de idade ou opiniões alheias.
O que passamos foi bom. Havia uma conexão de alma que poucos entendem. Por causa de um erro meu — que nem nós dois sabemos explicar o real motivo — as coisas não deram certo. Ninguém é perfeito. Mas tudo o que eu vivi com você foi real e teve muito amor. Você realmente fez o meu mundo melhor e me deu a certeza de que eu tinha encontrado a esperança de um grande amor verdadeiro.
Podem falar o que quiserem, podem usar suas regras e julgamentos, mas eu sei o que eu vivi. Eu senti. Não posso falar por você, mas pela minha vida eu afirmo: foi real, foi intenso e foi, acima de tudo, o que me fez acreditar de novo.

Peço desculpas por te procurar mais uma vez, mas há momentos em que o silêncio se torna um fardo pesado demais para carregar sozinho. Senti que precisava deixar o coração falar, nem que fosse pela última vez. Com o tempo, aprendi que amar de verdade não é sobre posse, nem sobre lutar contra um 'para sempre' que o destino resolveu redesenhar. Amar é, acima de tudo, ter a generosidade de permitir que o outro seja feliz, mesmo que essa felicidade floresça em um caminho longe do meu.
O amor verdadeiro é silencioso e resiliente. Ele não sucumbe à distância, nem se apaga com os anos. Ele se transmuta; vira memória, vira o abrigo onde descanso nos dias mais cinzentos. Ninguém esquece um grande amor de fato; a gente apenas aprende a conviver com a ausência, como quem aprende a respirar em uma altitude diferente.
De vez em quando, o passado volta como um flash: lembro da sua voz e daquela única foto que tiramos — não vou dizer onde, pois você sabe bem o lugar. Você estava com um sorriso lindo e os olhos brilhando mais que as estrelas daquela noite maravilhosa. Uma foto que só ficou na memória, já que, naquele tempo, a resolução do celular era ruim, mas a nitidez do que senti continua intacta.
Sabe, ainda existe aquela música... a nossa música. Toda vez que os primeiros acordes tocam, o mundo ao meu redor emudece e, por alguns segundos, eu só enxergo nós dois. A letra se tornou o espelho da minha alma: 'O tempo passou, só que nada mudou / O mesmo vazio de antes / Sua voz eu ouvi, nosso mundo eu senti / E a mente vem recordar...'
Passei anos evitando te procurar, com medo de reabrir cicatrizes que nunca fecharam por completo. Escolhi o isolamento por acreditar que o silêncio seria mais 'saudável', mas a verdade é que ele me corroeu por dentro. Desde a última vez que conversamos, eu te falei e repito: você sempre será o meu grande amor.
Se um dia me perguntarem sobre arrependimentos, minha mente voará para aquela viagem a Petrolina. Eu não deveria ter ido; aquele foi o marco de uma partida que eu nunca quis aceitar. O tempo é um rio que não corre para trás, mas saio deste silêncio com uma certeza inabalável: você nunca poderá dizer que eu não te amei. Se eu não te amasse, não teria ligado para a casa da sua patroa; mas já era tarde, você não quis mais saber. Eu também era muito orgulhoso e falei besteiras, mas você não sabe como eu me senti naquele tempo.
Até hoje, eu me culpo. Você não sabe como meu coração ficou destruído, ficou em pedaços. Tentei te procurar pelo Facebook um milhão de vezes, sem sucesso, até que um dia conheci uma mulher da sua rua — não me lembro o nome dela. Foi 'fuçando' o perfil dela que eu achei você. Naquele momento, meus olhos quase escureceram ao ver a sua foto. O resto você sabe: meus medos falaram mais alto.
Tentei o impossível para te esquecer. Lutei contra as lembranças, mas a única forma de apagar você seria perdendo a memória ou fazendo um 'reset de fábrica' na alma. Como isso é impossível, aceito que você foi o meu sonho mais mágico — um daqueles que nunca mais se repetem, restando como a lembrança perfumada de uma primavera eterna em meu peito.
Sigo agora o meu caminho, levando o que foi bom e deixando para trás o que dói. Desejo, sinceramente, tudo de bom para você."