Nao Magoe um Alguem

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“Basta varrer a esquerda de um país devastado para que ele se torne próspero em pouco tempo.”

(Furtado, Brunno)

“Por trás de um belo sorriso pode estar escondido o choro de uma alma.
Por isso, nunca despreze uma pessoa deprimida, pois a depressão é o último estágio da dor humana."

O mundo inventa tantas versões de si mesmo, mas basta um sorriso sincero teu para que a realidade volte a fazer sentido.

O mundo é feito de figurinos: cada indivíduo veste uma aparência, um comportamento e um discurso conforme o palco em que deseja ser aceito. Há quem se cubra de virtudes, quem exiba poder, quem finja indiferença e quem transforme a própria identidade em espetáculo. Poucos, porém, têm coragem de permanecer sem máscaras.


A sociedade frequentemente não pergunta quem você é, mas qual personagem você consegue sustentar?


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Qual é o seu limite: gastar para impressionar hoje ou construir um império que vai pagar o salário dos seus bisnetos?

Fiz a promessa de beber um copo d’água
toda vez que sentisse sua falta.


Agora,


me peguei
bebendo uma caixa d’água inteira,


e ainda assim
a sede não passa.

Ser odiado por trapaceiros é uma honra para homens que possuem um caráter honesto.

O luto da “Vida” — 200 dias

Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.

E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...

Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.

Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.

E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:

— Para que nasceu? Por que ainda vive?

Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.

Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.

Mas quem sou eu para falar?

Não tenho filhos assim.

A vida, porém, me deu essa oportunidade.

Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.

Para mim, era normal.

Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.

Até começarem os comentários.

Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.

Eu não entendia.

Por que desistir?

Por que aquela seria uma escolha ruim?

Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.

Era sábado.

De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.

Não quis acreditar.

Talvez fosse apenas uma lembrança.

Talvez fosse imaginação.

Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.

Na terça-feira, senti falta do outro.

Talvez eu ainda estivesse em negação.

Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.

Era algo que gritava.

Algo intenso demais para passar despercebido.

E, então, pronto.

Não podia mais negar.

Eu estava apaixonada por eles.

E, naquele instante, tudo mudou.

Eu iria cuidar.

Iria protegê-los como pudesse.

Faria o meu melhor.

Quis devolver.

Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.

Então, tive que usá-los.

Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...

200 dias tinham sido muito.

Para que tanto?

Hoje eu sei.

Não precisei de 200 dias para amá-los.

Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.

Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.

Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.

Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.

Queria ser amada,
sem saber que, um dia,
por ele seria condenada.

Buscava em seus braços a alegria,
mas, da noite para o dia,
não entendia
a sua covardia.

Achei que tinha encontrado
o meu príncipe encantado,
mas ele havia me matado.

— Mikayla

Como confiar em um Deus que vai me matar amanhã?

Bom dia, com muita alegria em seu coração! Que seja um dia muito abençoado. Que a paz esteja convosco.

Entre as montanhas da Serra do Espinhaço, Brejaúba repousa em um vale onde o frio e a brisa se encontram ao aconchego da névoa.

Uns escolhem compromisso, dividindo o coração, Casam, criam raízes, fazem da casa um chão. Outros seguidores pelas festas, conhecendo cada lugar, Sem esquecer que toda escolha também ensina a amar.

O nacionalismo é uma forma sútil de violência: começa-se amando, com um olho fechado, a própria pátria, e termina-se desprezando, com ambos os olhos fechados, todas as outras.

A sabedoria é um fardo; quanto mais compreendemos a vida, mais conscientes nos tornamos da morte.

A felicidade é um sentimento pouco autêntico. Só quando naufragamos no inferno da desesperança nos encontramos - ou melhor, encontramos algo além de nós mesmos.

Quando um partido se torna o cérebro do homem, o homem deixa de pensar.

O ciúme é um demônio a ser aprisionado; há, porém, tolos que insistem em mantê-lo livre como prova de amor.

Partidos são falsos deuses: prometem o paraíso na terra, mas fazem dela um inferno.

Somente a prisão pode libertar um homem atormentado pelo próprio crime; enquanto estiver livre, estará preso.