Nao Magoe um Alguem

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É estranho o término de alguns relacionamentos, o que um foi para o outro... O que construíram juntos... não é raro, não restarem nem lembranças!

Inclusão é um direito de todos e um dever também.

⁠Nos tornamos adultos em um piscar de olhos, sem sabermos o tempo que a nossa infância acabará.
Aproveite cada momento da sua infância, pois não terá tempo para se despedir.

Homem é um menino. Sai do colo de sua mãe e passa a vida inteira procurando colo em uma mulher.

Um profissional que se apega à lógica dedutiva se limita à otimização gradativa, enquanto a lógica abdutiva o conduz à inovação disruptiva.

"Assim como uma criança chora ao nascer, um récem nascido em Cristo chora ao pecar. O chorar pelo pecado previne o chorar no inferno. Melhor é derramar lágrimas de arrependimento, do que lágrimas de desespero".

Houve um tempo...


Houve um tempo em que esperava ansioso pelo término do trabalho. Em casa, nossa casa, compartilhavamos alimento, temas, brincadeiras, segredos, abraços e beijos sem fim com meus pequenos e minha cachorrinha.
Na verdade acho que isso se chamava felicidade.
O tempo é implacável...
Cresceram, tem seus amores, seus temores, seu futuro e, tudo isso numa velocidade absurda.
Gosto de pensar que ainda faço parte de suas vidas, mesmo sem temas, brincadeiras, segredos, abraços e beijos sem fim...
Houve um tempo...
Luís Fernando Porto 27825

Eu deixei um pedaço do que eu sinto em cada palavra que eu digitei neste texto.


Clarice Lispector, Freud, e Carlos Drummond com certeza iriam usar uma língua perfeita pra dizer isso, talvez diriam:


"Eu não apenas escrevi — eu me espalhei. Em cada palavra ficou um pedaço de mim: ora silêncio disfarçado de grito, ora desejo que se esconde do próprio olhar, ora pedra transformada em pão. Deixei ali o que não cabia em mim — e ao digitar, fui me desfazendo para poder existir.”


Eu não posso deixar de lembrar do saudoso Fernando Sabino, e Rubem Alves. Se eu dissesse a Freud estou me perdendo nas coisas boas ele provavelmente me faria esta pergunta:


"Mas diga-me… ao se perder nas coisas boas que escreve, de que exatamente você está tentando se encontrar ou se esconder?"


Eu claramente responderia assim se eu fosse como Fernando Sabino:


“Quando me perco no que escrevo, não é tanto para me esconder, mas para me revelar. A gente escreve porque a vida não cabe inteira no silêncio. E, ao tentar me encontrar, descubro que o melhor de mim se revela justamente no pedaço que parecia perdido. Escrever é me perder para me achar de novo — e nesse vai e vem, vou sendo um pouco mais eu.”


E se eu perguntasse a Rubem Alves, porque as pessoas desejam alguém que as escute de maneira calma e tranquila, em silêncio? Se eu perguntasse a ele porque no tempo de nosso amigo Freud as pessoas procuravam terapia para se curarem da repreensão e hoje procuram por causa da dor de não haver quem os escute?


Ele talvez me responderia assim…


“Minha querida, as pessoas sempre tiveram sede de escuta. No meu tempo, buscavam terapia porque carregavam dentro de si a ferida das proibições, das vozes que gritavam ‘não pode!’, ‘não deve!’, ‘cale-se!’. O mundo estava cheio de regras, e o coração ficava aprisionado.


Hoje, o que vejo é uma dor diferente. Não é a dor da repressão, mas da solidão. Não é o excesso de vozes, mas a falta delas. As pessoas sofrem porque não há quem as escute em silêncio — silêncio que não julga, não apressa, não dá respostas prontas.


O maior consolo que um ser humano pode dar ao outro não é um conselho, mas a sua presença atenta. Escutar é como oferecer um copo de água a alguém que atravessa o deserto. Quando alguém nos escuta de verdade, nós renascemos.


E talvez seja por isso que tantos procuram terapia hoje: não por doença, mas por fome. Fome de escuta. Fome de existir nos ouvidos e no coração de outro ser humano.”


Antes de morrer, eu gostaria de ter tomado um chá ou café com leite com Clarice Lispector, ter atravessado a rua, e um automóvel ter passado por cima de nós, e nós morremos. Ter adiantado as cartas de Fernando Sabino para evitar a decepção dele com os correios. Ter citado tudo aquilo que hoje eu não tenho coragem deitada num sofá de couro com Freud. Ter gastado horas incansáveis vezes pensando num verso que a pena não quer escrever junto com Carlos Drummond. E ver Rubem Alves citando o porque ainda não pensaram numa avaliação para avaliar a felicidade dos alunos, mas que todos se perguntam como os professores estão… - (Obra: A alegria de ensinar)


Eu não escrevo pra viver, eu vivo da poesia…


Se escrevo é porque tenho histórias pra contar.

Bicho Papão


Você foi como um bicho papão escondido debaixo da minha cama.
Igual às histórias que ouvimos na infância: o medo de sair no meio da madrugada para ir ao banheiro.
E, por causa dele, a gente preferia se encolher e acabar molhando o colchão.


Era mais confortável sentir o calor úmido que logo virava frio, do que ter coragem de levantar.
Porque a simples ideia de que você estaria ali, debaixo, pronto para agarrar meus pés assim que eu tocasse o chão, já era aterrorizante.


Com o tempo, o frio deixou de ser castigo e passou a se disfarçar de aconchego.
E assim acontecia noite após noite: o pavor se instalava no quarto, e a única saída era gritar, esperando que alguém abrisse a porta e acendesse a luz.


Mas esse alguém era você.
Assim como estava debaixo da cama, você também era quem me consolava quando eu chamava.
Você era o motivo do meu medo e o conforto no qual, iludida, eu me refugiava.

A vida é, de fato, uma causa perdida. Digo isso porque a morte é inevitável: um dia vamos perder, mas enquanto esse dia não chega, devemos valorizar os pequenos momentos de prazer e alegria, aproveitando cada detalhe — um abraço, um banho quente, um dia frio, um dia chuvoso, uma palavra de conforto, um beijo fortuito, um sorriso sincero, uma profunda e prazerosa inspiração. A vida é uma grande aventura na qual ninguém sairá vivo!

⁠Às vezes, estamos tão cheios de tantas coisas que apenas duas lágrimas são suficientes para um ligeiro alívio da alma.

Nunca torne banal aquilo que um dia você chorou para conseguir

Fico ao seu encontro, enquanto meu coração se despede de mais um dia.

Quer ser feliz? Foque em pequenas vitórias diárias em vez de tentar ganhar a guerra em apenas um dia!

"O excelente líder se comporta como um arqueiro, enxerga a sua equipe como arco e flechas, e para acertar o alvo em primeiro lugar, ele cuida e prepara das flechas."

"Você pode ensinar , alimentar , vestir e tratar um burro com tudo que for de melhor, mas lembre-se:
Ele sempre será um burro "

Como fugir, ainda que por um instante, do teu olhar, se é ele que me ensina a acreditar no amanhã, viver o presente e seguir em frente sempre?

No batuque do tambor ecoa a memória,
de um povo que cruzou o mar com fé e história.
Vieram acorrentados, mas livres na alma,
trazendo no peito a força que acalma.

Candomblé, Umbanda, Jurema,
religiões que carregam ancestralidade.
Em cada canto, em cada reza entoada,
vive uma herança viva, pulsante e encantada.

Respeitar é ouvir sem preconceito,
é compreender que a diversidade e a liberdade religiosa é direito.
É saber que o Brasil não se fez apenas de cruz e espada,
mas também de atabaques, folhas e encruzilhada.

A fé de matriz africana é raiz
é resistência, é cultura, é amor.
Fez nascer o samba, o axé, o maracatu,
pintou de cores fortes o céu azul do Norte ao Sul.

Quem nega essa religião, nega a própria nação,
nega o sangue, o suor, a formação.
Porque no terreiro também se constrói saber,
na gira, na dança, no modo de viver.

é cada um cutuar o que acredita com respeito.
Seja na igreja, no templo ou no terreiro,
Pois o Brasil, em sua real identidade,
é negro, é indígena, é fé, é pluralidade.

Então que se ouça alto o toque do agogô,
que se celebre o que o racismo calou.
Pois não há Brasil sem África em sua essência,
nem futuro justo sem Respeito e consciência.

É fácil debochar da estrela antes dela acender, quando ainda parece só um ponto apagado no céu.
Mas cada noite ela queima em silêncio, reunindo força no escuro, até que explode em luz.
E quando isso acontece, os mesmos que zombaram precisam aprender a olhar para cima.

Riem do guerreiro que treina com espada de madeira, sem notar que cada golpe errado é um ensaio para a vitória.
Quem não entende o peso da preparação, sempre vai confundir disciplina com delírio.
Mas o tempo é paciente — e um dia o aprendiz se torna lenda.