Nao Machuque o meu Coracao
O que não podes falar hoje para mim, não fale no meu velório. Se não podes dar-me carinho hoje, não dê para um corpo pálido e sem vida, de já: não aceitarei...
MEU LAR.
Em nosso barraco não entra rato,
Barata fica de fora, aqui não entra.
Tem enxada e veneno taco, se me dá na venta logo carpo o lixo
e arranco todo mato.
A água da chuva no meu barraco
Desce pela viga de concreto do viaduto.
Com luva e pano seco essa toxina no buraco deixo enxuto.
Antes que diga que uso na faxina indiscreto
essa água suja como produto.
Aqui no barraco, nosso fogão é a lenha,
O banho é coletivo.
Para sua reflexão, se contenha!
Estranho, não somos sua resenha, nem seu adjetivo.
Antes de dormir agradecemos ao criador.
Tememos a Deus nosso medianeiro.
Para reassumir carecemos de dinheiro,
não dos teus préstimos de avaliador.
Cê tu tem casa, nós temos um lar.
Tem teto e luz elétrica fluorescente,
temos o céu estelar.
poeticamente ainda que por um triz
vivemos a métrica dessa
vida, feliz e decente.
te amar foi como
jogar sem cartas.
blefamos demais
meu amor.
não sei o que você pensa.
eu sei que perdi.
Como esquecer você
se sua voz não sai do meu fone.
Te dividir com o mundo é a parte mais difícil de te amar.
E também minha maior declaração de amor só pra você.
Às vezes...
Me procuro no escuro do meu
quarto e não me encontro.
Nesse desencontro a madrugada
dá morada ao poeta, que,
iluminado pelos sentimentos,
cultiva sementes de letras
e versos de amor,
nas páginas de um caderno.
não te busco
com os olhos.
você sempre
está a meu
lado.
mesmo quando
não está.
te amo assim
me basta
você existir.
Eu te amo, mesmo que você não acredite. Meu amor e minha devoção a você vão além de qualquer crença.
Poema
O ar do meu pulmão não enche balão,
Os olhos que eu tenho é de um gavião,
Sou de raça mas não sou animal,
Planto algodão mas não sei fazer tecido,
Sou domador mas não sei a linguagem do cão,
Sou da era digital mas não me conformo com o mal,
Sou do oceano e não sei velejar,
Sou da roça e amo a vida de campo,
Sou o oleiro e não faço vasos,
Faço contas e detesto a numeração,
A morte para mim não é o fim,
Vejo fronteiras e não gosto de ser barrado,
Do arroz , feijão e carne,
Encremento com cebola, alho e sal,
Da areia eu faço o vidro,
Meu cavalo pula furtado e não sabe correr,
O seu troteado é diferente,
E a cela é de cetim,
Minha almofada não tem esponjas,
É macia que até flutua pelo ar,
Minhas mãos trabalham e não contém calos,
A água que bebo vem das montanhas,
Na lua e nas estrelas,
Eu sou o astronauta que vaga,
No espaço sem fim vivo a sonhar,
Deito,durmo e sonho,
Acordo e vou trabalhar,
Começo tudo de novo,
E sigo com o que vem na imaginação
No firmamento faço meus borrões,
Dou tema sem emblemas e não vejo problemas,
Isso tudo é moleza pra mim,
Se é nobreza ou proeza eu não sei,
Só posso agradecer por tudo que escrevo,
Ainda que tentem esse dom me tirar,
Não dou esse luxo,
Pelo contrário,
É com repuxos que finalizo esse poema...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Meu ego está em queda livre enquanto meu superego não tem limites, reclamando que minha existência não é suficiente, nunca é suficiente, então me torno compulsiva em meus esforços para fazer melhor, ser melhor, seguindo cegamente o evangelho do interesse próprio deste país, provando meu valor individual ao expandir meu patrimônio, até que eu desapareça.
A vida segue msm assim , não preciso provar meu caracter , quando é vc que se preocupa tanto com o msm , diferente de vc posso olhar pra qualquer circunstância da minha vida e saber que nada é perfeito , mas quando temos Deus e fé , isso não me faz querer ter o seu caracter a prova melhor coisa pra viver e ter um senso que liberta sabe alimente o bem tds os dias , seja mais leve , olhe pra si para ver o que esta quebrado , e assim peça a deus que o ajude !!!
Finais Silenciosos.
A chama do meu espírito já não queima como antes.
A escuridão fria e cortante se apoderou dos campos mais iluminados.
O desespero gritante penetra mais fundo a cada dia.
A semente do desalento germina em meio ao caos.
Uma profunda e pesada tristeza reina.
Minha tempestade em sua silenciosa fúria, faz-me ter a certeza de um fim sem glória.
Ao longe se ver raios, mas não se ouve trovões, desperdício energético em espaço temporal.
Uma fúria tempestuosa necessita de barulho.
Onde foram parar os trovões ruidosos de outrora?
Uma tempestade silenciosa é o grito da alma.
Que o martelo bata e anuncie o fim de um ciclo de fins!
Anseio por outras terras.
Se a sorte me sorrir, que eu acorde lúcido em outro plano.
Começando um novo ciclo de futuros fins.
- PauloHSSantana -
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