Nao Machuque o meu Coracao
O Saci é meu amigo
e como reconhecido
Guardião da Floresta,
nós dois temos
um pacto antigo,
Comigo ele também
anda sem que por
você seja percebido.
Morando aqui em Rodeio
Poetisa do Vale Europeu,
trocando o meu peito
amorosamente pelo seu.
Vou capturando nas flores
inspiradoras do tempo
a profética e a poética.
Morando aqui em Rodeio
neste verdejante Vale
com gratificante liberdade.
Em plena segunda-feira
que me leva para tomar
café e me ergue com toda
e gentil necessária coragem.
Daqui do Vale Europeu
a poetisa de sempre sou eu,
O meu amor é só seu,
e o seu coração é todo meu.
Mais veloz do que
a Dança do Tambor
é a Súcia que eu vou
dançar com o meu amor.
Com meu suçador
serei boa suçadeira
dançarei a noite inteira,
e não estou de brincadeira.
Quando chegar a Jiquitaia
sem despedida do meu amor,
de mãos dadas iremos
para onde só nós sabemos.
A minha imagem oculta
se mistura a caravana,
o meu perfume consagra
a adaga do tempo
por ambição de dissolver
tudo o quê merece e urge.
Daqui a pouco vencerá
a pausa de três dias,
a Lua Crescente está
na minha testa,
não vim aqui falar de festa,
porque a vida pede pressa.
Peguei a concha misteriosa
da memória,
o escaravelho dourado
da História dos poetas
da Terra dos Negros
para de pacificação falar.
Onde está a confluência
do Rio Nilo Branco e do Azul,
é ali que gostaria estar
para pedir olho no olho
paz e reconciliação pelo povo
para a tranquilidade voltar.
Do centro da roda do Bambelô
ouvi você batucando,
eu tenho certeza que é amor,
Meu bonito Zambê,
O Bambelô tem o DNA
do Coco e do Batuque,
E eu te quero sem censura
e sem nenhum truque;
Você vem sem eu precisar
chamar porque colado
no meu coração é o teu lugar.
O meu nome há de ser a sua
música favorita quando menos esperar vai se pegar cantando
porque sei que o seu coração
está todos os dias embalando.
Entre Enfeitados e Mascarados
dançando com o Boi Calemba,
Sou eu a dama deste folguedo
vestida com este gentil poema.
Quando este folguedo for findado
a Lua estiver bem posta,
e sem precisar de aposta:
não me negue a serenata
amorosa de cavalheiro apaixonado.
Ainda insisto em ter
um amor gentil que
seja capaz de segurar
e até mesmo buscar
o meu chapéu caso
a ventania sopre
por esta Cavalhada.
Não é pedir demais
um amor que eu ame,
e também por ele seja amada.
Entre cavalheiros vestidos
de azul e de vermelho,
passam por nós a Côrte,
a nobreza e os lacaios,
e o dia nos reverencia
com toda a beleza.
Não é pedir demais
um amor que me cuide e guarde,
e eu faça o mesmo por ele.
Fino é o trote que
o destino põe o coração,
se o amor não for profundo,
é melhor que do caminho
seja desviado pelo Divino.
Não é pedir demais
um amor que seja meu e eu seja dele,
e que só em nós tenhamos o deleite.
A Dança do Barreado
que eu prefiro é
a que faço com ele no meu prato,
O Barreado é filho
do Entrudo e o quê
ele me deu e ainda
me dá quando é preparado
mantém o meu coração completamente apaixonado,
Não vai demorar muito
tempo para servir um bem
saboroso para colocar
no meu e no seu prato.
Estou vendo um assunto "submissão feminina" em alta: o meu entendimento sobre submissão feminina num relacionamento é um conceito equivocado para pontuar o papel considerado mais correto para nós mulheres.
Se eu precisar ser submissa num relacionamento é sinal que não estou fazendo o bem meu papel como mulher e nem o meu amado.
Porque eu acredito que um casamento é a união de individualidades que constroem pactos, acordos e encantamento diário ao redor de viver a cada dia melhor um para o outro.
Um casamento é a vontade de dois estarem casados sem a vontade de um se sobressair a vontade do outro.
Juro sob o testemunho
do meu generoso
Médio Vale do Itajaí
que se eu tivesse
nascer de novo como
poetisa eu escolheria
o mesmo idioma
como berço esplêndido
para cantar o mesmo
Hino Nacional Brasileiro.
Tenho na minha Língua
o meu passaporte
para onde quero,
a minha balada romântica
o meu descanso e meu protesto.
A minha Língua é Pátria
gigante celebrada
daqui da cidade de Rodeio
onde a celebro com poesia,
honro Santa Catarina
e reverencio o Brasil inteiro.
Com a Língua Portuguesa
nado de bruços, boio
e nado de borboleta
escrevendo o meu poema
pelo Rio Itajaí-Açu adentro,
Até hoje não tenho
conhecimento de outro
teorema que me faça
descrer que a minha Língua
não seja a mais língua
poética do mundo e poema.
Igual no Sul Brasileiro
o meu amor primeiro
é meu amor derradeiro
em terras catarinenses,
também sendo escrito
aqui na cidade de Rodeio
no Médio Vale do Itajaí.
A Língua Portuguesa
é o maior poema
do Hemisfério Sul,
que por mim e por todos
continua sendo escrito,
[mesmo que passe
por alguns despercebido].
O nosso amor indelével
primeiro e derradeiro que
tem asas de Sabiá-Laranjeira
rimando na Língua Portuguesa,
signo da Pátria Brasileira,
[que traz a devoção perfeita
de portar este estandarte,
guia e inabalável poema].
Idioma nascido do espírito,
escrito pelo atlântico destino,
que por nós sendo falado,
estudado, lido, escrito,
cantado, pintado, esculpido,
traduzido, conhecido, vívido
e orgulhado por cada
peito enamorado reunido.
Você foi transformado por mim
em Poemário Nacional
sem a expectativa de que
tu haverá de ser meu no final.
Porque algo me diz que você
é o próprio Boto-Cor-de-Rosa
que brinca com as moças
durante a festa e depois
sempre acaba voltando para o rio.
A última coisa que quero é
me preocupar se um dia você
volta porque obrigar alguém
a amar na vida não compensa.
Perto da beira do Rio sou o Pau-Rosa
que não tem espinhos que fico
muda e quieta a espera de que você
perceba que eu sempre ali estive enquanto passava como um cometa.
Meu bonito Boto-Cor-de-Rosa
conforme a lenda com o rosto encoberto e Poemário Nacional
feito por mim para que se renda
e na vida tenha uma mulher-poema.
Estamos no mesmo auto,
és o meu Rei e sou a sua Rainha,
Nós entre os Reis de Congo
nos conhecemos sem conto,
e nos queremos sem historinha.
Desta vez somos os inevitáveis
Reis de Bamba nesta batalha
que dança até um Reinado
derrotar o outro e agradecer
a São Benedito por tudo isso.
Só sei que o Ticumbi nos compete,
e não há nada que dele nos repele;
É desta força e tradição que
nos impele a preservar com todo
o amor tudo o quê merece.
Só sei que no final não devemos
satisfação a quem quer que seja,
Porque o amor dá conta de tudo
trazendo para nós recompensa
de ignorar tudo aquilo na vida
que só esquenta a nossa cabeça.
#Ticumbi
#poetisabrasileira
Quem provou do meu
Chambari poético,
Nunca mais esqueceu;
Agora hei de preparar
para você que há
por mim se apaixonar
e se enredar no encanto meu.
(Sou eu o teu amor sublime amor
feito para ser e encaixe
perfeito para um coração como o teu).
Cada verso que tenho
escrito é um prato
premeditado para te servir
com todo o calor do meu amor,
Porque eu te quero
satisfeito e bem cuidado;
Estou me preparando
para fazer Chiclete de Camarão,
ganhar de vez o seu coração
e te derreter com a minha sedução.
Para você te ofereço
o meu amor quente,
O meu poético
Baião de Dois Cearense
tudo aquilo só pertence
a gente e ninguém
mais cabe participar,
Você é meu na grandeza
e neste oceano de amar.
Como a Casa Branca de MBororé
te coloco sob a proteção
do meu amor por onde quer
que você esteja,
Que contigo ninguém se atreva,
porque quando menos você
imaginar eu estarei
aparecendo por todo o lugar.
Gloxínias coloridas
ao meu redor,
Sou a poetisa
do teu amor,
Tenho paciência
de esperar,
A iniciativa é você
quem vai tomar.
Os meus beijos
são bem melhores
do que licor,
A minha cintura
as tuas mãos
irão domar,
Prefiro te esperar,
a iniciativa
não vou tomar.
Gloxínias coloridas
no meu destino,
neste caminho
que sobrevivemos
desde muito cedo
obrigados ao vício
da letal da unitária
responsabilidade
solitária pelo amor
e renunciar o andor.
Lidar comigo não
tem nenhum segredo,
e trocando em miúdos:
Quero amar sem medo.
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